O Início, o Fim e o Meio! (Thank you, Geoff Johns!)

Posted: sábado, 5 de abril de 2014 by Emmanuel do N. Sousa in
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Precisamente, não saberia datar quando começou minha afeição pela leitura de Histórias em Quadrinhos. Mas, sei precisar, exatamente, que em Janeiro de 1990 comecei a colecionar regularmente edições de HQs comprando em bancas a novíssima revista “DC 2000” (A revista Uma Década à Frente) e, mais, a “Novos Titãs”, que já era minha equipe de personagens preferidos de edições compradas aleatoriamente antes.

Ao longo desses 24 anos de leitura, vi surgirem – e sumirem – uma gama de personagens, de equipes, de artistas, de roteiristas. Superei expectativas quando não havia o recurso da internet para nos manter informados sobre o que o futuro reservava para nossos heróis. Li e vibrei com grandes sagas, séries, arcos, minisséries, mortes e ressurreições...

O incerto, em tudo isso, foi sempre encontrar qual o meu herói preferido... sempre oscilei entre Batman, o Flash e o Lanterna Verde.

Independente dessa incerteza, o Lanterna Verde, no entanto, é o motivo desse texto que ora escrevo!

Acabei de ler, exatamente há 5 minutos, a edição n.º 20 da sua revista. Ah, sim: por culpa da greve nos Correios, só agora recebi um ‘pacotaço’ de edições com dois meses de números atrasados.

Eu supra dizia que li e vibrei com várias histórias. Mas somente duas, apenas duas, sagas me surpreenderam nesse surreal universo da Nona Arte e, ambas, foram protagonizadas pelo herói esmeralda, alter ego do piloto de testes Hal Jordan.

A primeira foi na saga ‘Hal Jordan Renascimento’, uma excelente história bem amarrada em eventos pretéritos com desfecho espetacularmente voltado à reinserção do personagem no contexto da DC Comics, à época. A segunda coincide com a edição nº 20 que acabo de ler, fechando este macro-arco com o estonteante encerramento da saga “A Ira do Primeiro Lanterna”.

A primeira continha uma saga emotiva tão grande no seu roteiro que, pela primeira vez, me arrepiei lendo uma HQ. A segunda, carregada de ação, trouxe os elementos que faltavam para fechar um ciclo, onde a emoção ficou por conta do contexto e das declarações publicadas pela Panini Comics, em várias páginas da revista, de personalidades reais dos quadrinhos e do cinema, aclamando aquela que é a última participação de um mago dos roteiros; o Midas dos quadrinhos, o responsável pela ascensão de Hal Jordan/Lanterna Verde, o maestro Geoff Johns, depois de dez anos à frente dos destinos do personagem. 

Coincidentemente, meus sentimentos de leitor e fã, foram provocados de forma incisiva por histórias de um mesmo personagem, escritas pelo mesmo roteirista, sendo uma o inicio de um ciclo, outra o seu fim.

Entre sobe-e-desce de qualidade nas histórias das outras publicações da DC Comics, a saga de Hal Jordan e da Tropa dos Lanternas Verdes se manteve sempre por cima, em alto nível, deixando-nos aquele gostinho de ‘quero mais’ à cada fim de leitura edição após edição.

Anonimamente me junto às personalidades que se manifestaram quanto às qualidades do mestre Geoff Johns, comungando à todas as opiniões, registrando neste testemunho, minha reverência ao jovem roteirista.

Obrigado Geoff Johns, por nove anos de excelentes leituras que me foram proporcionadas e por trazer à linha de frente um dos meus personagens preferidos.

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