O Diabo Veste Prada

Posted: sábado, 7 de dezembro de 2013 by Emmanuel do N. Sousa in
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Eu não precisaria reler “O Clube do Filme”, do diretor David Gilmour, para reconhecer que a metáfora das nossas vidas podem, e são, contadas através das produções cinematográficas.

No "a vida imita a arte", ou seu revés, incontáveis filmes, seja de diretores consagrados, ou produções da chamada “Classe B”, nos deixam mensagens explícitas, ou subliminares, que nos levam a pensar, refletir, redefinir nosso cotidiano, ou até nosso destino.

Agora mesmo, enquanto escrevo, estou revendo “O Diabo Veste Prada” (EUA, 2006), com Meryl Streep e Anne Hathaway. Um drama cômico que conta a história de uma jovem talentosa que é admitida como assistente da editora da maior revista de moda dos Estados Unidos.

Como ela mesma dizia, no início, era só mais um emprego, já que sua intenção era escrever e, não, secretariar uma pessoa de personalidade forte, influente, ingrata e extremamente arrogante.

No entanto, apesar de ser “mais um emprego”, ela admitiu que aquele era seu mundo a partir de então e, necessariamente, vestiu-se na função e fez o seu melhor. Atingiu a excelência naquilo que deveria fazer.
Qual o resultado de tudo isso? Reconhecimento e Sucesso. Qual a reação à isto? Incompreensão, Incômodo e Inveja por parte de alguns.

O sucesso incomoda! Ser bem sucedido é uma pedra no sapato daquelas pessoas que também galgam o mesmo destino ora desfrutado por qualquer vencedor!

A nova rotina, ou até, a ausência de rotina é estranha aos mais próximos, acostumados com a mesmice padrão da vida cotidiana.

No entanto, o sucesso tem seu preço. Seu mérito lhe encaminha a tomar decisões das quais você deverá seguir a tendência da linha à qual sua vida e profissão lhe guiam, ou pensar demais e, humanamente, envolver todos os parâmetros de ponto e contra-ponto, ações e reações, atos e fatos, além de querer incluir nesse arcabouço de considerações, as pessoas que se incomodariam diretamente, ou indiretamente, com o que inevitavelmente ocorreria diante de tal circunstância. 

A máxima do sucesso gera um dilema que pode representar a certeza ou a incerteza futura: olhar ou não pelo espelho retrovisor antes de seguir adiante.

Eu digo que, se isso não representar ‘pisar’ nos que estão no “andar de baixo”: não olhemos para o retrovisor!

Se fazemos nosso melhor, se alcançamos a excelência, se temos o reconhecimento e a auto-confiança, é primaz orçar a vela em favor do vento e acompanhar o ritmo na velocidade que as coisas aconteçam.

É importante não perder oportunidades em se estando apto, plenamente capaz, o indicado é olhar pra frente! 

Não é por acaso que se atinge o sucesso. São várias as etapas cumpridas e qualificações demonstradas até que se estabeleça a plenitude do ser. Quando decisões precisarem ser tomadas, que sejam em função do que nós mesmos queiramos e, nunca, considerando até que ponto nossas atitudes serão interpretadas por aqueles que se sentirão incomodados ou inconformados, marginalizados adjuntos ao comodismo ou perante a incapacidade de serem “apresentados” às oportunidades que a competência profissional lhes oferece.

2 comentários:

  1. Loana Gardênia says:

    Muitas pessoas de fato se acomodam com suas 'posições' atuais e acabam achando cômodo, pois sair da zona de conforto muitas vezes requer muito jogo de cintura, o que nem sempre é fácil! E ainda são capazes de recusar excelentes oportunidades, que por vezes poderia ser o passo que estava faltando em suas vidas para que o 'up' tão esperado fora de fato acontecer...! Por isso precisamos estar atentos e com a ótica apurada, para não deixarmos escapar o que poderia ser nossa única e almejada chance de fazermos/sermos diferente!!!

  1. Andreia Medeiros says:

    Ótimo filme! Um filme que nos ajuda a refletir sobre o aspecto profissional de nossas vidas. Até que ponto devemos priorizar o trabalho? Qual a importância de equilibrarmos a vida pessoal e profissional? Porque a resiliência é tão importante no atual contexto laboral? Além dessas reflexões temos Meryl e Anne "divando" no filme.