Campina Grande, auge da violência urbana nos seus 150 anos!

Posted: sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 by Emmanuel do N. Sousa in
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1974... nesse ano era instituído, como Hino Oficial de Campina Grande, a letra do professor Fernando Silveira sobre a música do maestro Antonio Guimarães. Àquela época, Campina Grande ainda respirava o rescaldo do desenvolvimento deixado pela década de 1960, porém já entrando no declínio econômico que atravessou as décadas de 80, 90, 2000... 

No entanto, o sentimento que deveria conter no Hino era algo que enchesse o peito do campinense de orgulho ao se cantar suas trovas. Assim, um dos trechos, que encerra a ode diz: "Recanto abençoado do Brasil (...) Capital do trabalho e da paz!".

2013... neste ano Campina Grande vive o auge da violência urbana! A população amedrontada vive um dilema: evitar sair de casa para se dirigir à um convivas ou recolher-se ao conforto do lar. Ora, calha o fato de ambas alternativas indicarem "exposição" às ações da bandidagem que impera em nossa ex-pacata cidade.

A ação 'em alta' no momento são os chamados arrastões em restaurantes, bares e lanchonetes. Lembrando, que ainda não entrou em desuso as invasões à residências! Em ambas as situações, há o emprego de violência e armas de fogo, não evitando disparos e mortes: BANALIDADE À VIDA.

Daí, parafraseando o amigo Diogo Almeida, duvido que hoje, Fernando Silveira incluísse esses adjetivos ao Hino da  nossa cidade.

Voltando ao dilema; sair ou não sair?! Se sair se expõe, se ficar, se dispõe... Se correr o ladrão pega, se ficar o ladrão pega também!

De quem é a culpa? NÃO SEI!

A quem eu atribuo? À evolução social brasileira que transformou os pequenos infratores blindados pelo ECA em perigosos marmanjos profissionalizados na arte do crime, entre eles 'imigrantes' de outras regiões sazonalizando suas ações em Campina Grande, que ora oferece as melhores condições para suas práticas.

Há solução? A curto e médio prazo: não! Do ECA pra cá são 20 anos. Então precisaremos mais 20 anos para retroceder a situação.

Minha sugestão?! Reduzir a maioridade penal para 13 anos e aplicar penas pesadas para os canalhas no início da vida criminosa; Sou irredutível: não há ressocialização - se nasceu pra ser bandido, não será com medidas sócio-educativas que o indivíduo será inserido no convívio dos homens de bem.

Eu, como marido e como pai, começo a pensar duas, ou até três vezes, antes de levar minha esposa e filha à um restaurante ou lanchonete em Campina Grande. Somos reféns! 

O Diabo Veste Prada

Posted: sábado, 7 de dezembro de 2013 by Emmanuel do N. Sousa in
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Eu não precisaria reler “O Clube do Filme”, do diretor David Gilmour, para reconhecer que a metáfora das nossas vidas podem, e são, contadas através das produções cinematográficas.

No "a vida imita a arte", ou seu revés, incontáveis filmes, seja de diretores consagrados, ou produções da chamada “Classe B”, nos deixam mensagens explícitas, ou subliminares, que nos levam a pensar, refletir, redefinir nosso cotidiano, ou até nosso destino.

Agora mesmo, enquanto escrevo, estou revendo “O Diabo Veste Prada” (EUA, 2006), com Meryl Streep e Anne Hathaway. Um drama cômico que conta a história de uma jovem talentosa que é admitida como assistente da editora da maior revista de moda dos Estados Unidos.

Como ela mesma dizia, no início, era só mais um emprego, já que sua intenção era escrever e, não, secretariar uma pessoa de personalidade forte, influente, ingrata e extremamente arrogante.

No entanto, apesar de ser “mais um emprego”, ela admitiu que aquele era seu mundo a partir de então e, necessariamente, vestiu-se na função e fez o seu melhor. Atingiu a excelência naquilo que deveria fazer.
Qual o resultado de tudo isso? Reconhecimento e Sucesso. Qual a reação à isto? Incompreensão, Incômodo e Inveja por parte de alguns.

O sucesso incomoda! Ser bem sucedido é uma pedra no sapato daquelas pessoas que também galgam o mesmo destino ora desfrutado por qualquer vencedor!

A nova rotina, ou até, a ausência de rotina é estranha aos mais próximos, acostumados com a mesmice padrão da vida cotidiana.

No entanto, o sucesso tem seu preço. Seu mérito lhe encaminha a tomar decisões das quais você deverá seguir a tendência da linha à qual sua vida e profissão lhe guiam, ou pensar demais e, humanamente, envolver todos os parâmetros de ponto e contra-ponto, ações e reações, atos e fatos, além de querer incluir nesse arcabouço de considerações, as pessoas que se incomodariam diretamente, ou indiretamente, com o que inevitavelmente ocorreria diante de tal circunstância. 

A máxima do sucesso gera um dilema que pode representar a certeza ou a incerteza futura: olhar ou não pelo espelho retrovisor antes de seguir adiante.

Eu digo que, se isso não representar ‘pisar’ nos que estão no “andar de baixo”: não olhemos para o retrovisor!

Se fazemos nosso melhor, se alcançamos a excelência, se temos o reconhecimento e a auto-confiança, é primaz orçar a vela em favor do vento e acompanhar o ritmo na velocidade que as coisas aconteçam.

É importante não perder oportunidades em se estando apto, plenamente capaz, o indicado é olhar pra frente! 

Não é por acaso que se atinge o sucesso. São várias as etapas cumpridas e qualificações demonstradas até que se estabeleça a plenitude do ser. Quando decisões precisarem ser tomadas, que sejam em função do que nós mesmos queiramos e, nunca, considerando até que ponto nossas atitudes serão interpretadas por aqueles que se sentirão incomodados ou inconformados, marginalizados adjuntos ao comodismo ou perante a incapacidade de serem “apresentados” às oportunidades que a competência profissional lhes oferece.