Pondo Lenha na Fogueira...

Posted: terça-feira, 2 de julho de 2013 by Emmanuel do N. Sousa in
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Entramos na última semana d’O Maior São João do Mundo e, antes que o assunto esfrie, já se faz necessário alguns comentários sobre o tal falado ‘novo layout’ do Parque do Povo.

1 - Palco Principal:
Decididamente, é a melhor localização para os shows de grande público! A grande área retangular de lateralidade bem definida proporciona uma perfeita acomodação do público com promoção de ótima visibilidade para as atrações que estejam sobre o palco de qualquer ponto do quadrilátero.

2 – Pirâmide:
Continua sendo o símbolo da festa, porém é o pior local para se assistir a uma quadrilha junina, pelo nivelamento do público com o ‘chão’ onde o grupo está se apresentando. Não tem visibilidade, nem conforto.

3 – Rua Sebastião Donato 
Esta rua significa o elo de ligação entre o “Parque do Povo Alto” com o “Parque do Povo Baixo”. Erroneamente foi tomada como parte do Parque, impedindo sua utilização como via de tráfego pelos veículos que transitam pelo local, como também dos moradores e comerciantes ali estabelecidos. Aliás, uma ação pública chegou a notificar os barraqueiros ali instalados (pela própria PMCG) para remoção do local, porém, a causa foi contornada.

4 – Zona Azul
A princípio, torci muito para que o projeto fosse aprovado e os motoristas tivessem certeza que não seriam mais extorquidos por alguns aproveitadores disfarçados de ‘guardadores de carros’ que tomavam as ruas e se apossavam do espaço público para exploração particular. Porém, as áreas de Zona Azul cobraram um alto preço pelo estacionamento nas ruas centrais com taxas que alternavam na semana entre R$ 5 e R$ 10: ABUSIVO! (Aliás, cobremos da STTP a prestação de contas dessa Receita e sua provável destinação!!!)

5 – Parque do Povo Baixo (Barracas e Pavilhões)
O formato conífero da área dita “de baixo” do Parque do Povo não contribuiu para uma harmonia na distribuição das barracas/pavilhões. O afunilamento do setor resumiu as antigas “ruas” que haviam entre elas para apenas duas vias de acesso, formando um imenso “V” ambas se encontrando em um palco móvel, que serviu de âncora para apresentações de menor densidade de público e shows de humor.

6 – Miolo do Parque do Povo Baixo 
Aí sim foi um desperdício de espaço! A intersecção entre o baixo e o alto Parque do Povo contou com uma espécie de “e aqui, o que faremos?!”, já que visualmente ficou claro que nada se encaixou nesse miolo. Basta citar que um trabalho cultural promovido pelo SESI foi realizado em uma barraca estreitíssima, lá no final de tudo, enquanto a Honda contou com um esplendoroso stand no centro do passeio apenas para exibir a marca. Sem falar na Skol que montou um stand no mesmo local pra vender cerveja mais barata que os barraqueiros...!
Vila da imprensa ficou legal com a Catedral ao fundo... mas, a Vila Nova da Rainha ficou muito mal arrumada! Escondida, sem destaque... estava mais pra ‘cortiço’ que vila!! Faltou um toque de cenografia para unir esses dois espaços.
Falando em cenografia... e o El Dorado perdido no meio do passeio também?! Aliás, ali dentro bem que poderia ter sido instalado o Memorial do Maior São João do Mundo, dando a conotação histórica que o evento merece para quem vem de fora e não conhece sua gênese e trajetória – Aliás, fica aqui a dica!

7 – Ilhas de Forró
Fizeram falta!! No formato antigo haviam várias para apresentação de trios de forró com  grandes espaços para dança! Nesse ano há duas do tamanho de uma tapera de beira de praia, mal feitas, com aspecto de improviso, onde mal cabe o trio para tocar, quiçá muitos casais dançando em seu interior.

8 – Atrações
Ah, pra mim tanto faz! Considero o Maior São João do Mundo um grande festival onde todos os gêneros devem ser contemplados com atrações que satisfaçam os mais variados estilos, desde o clássico/regional até os comerciais/estilizados.

9 – E a Cidade, como um todo?!
Mais uma vez nem parecia que em Campina Grande se realiza uma festa tão grande, extensa e famosa! Tudo se concentra no Parque do Povo; diferente dos anos 80 quando em todo bairro havia quadrilhas com apoio da Prefeitura Municipal no que se referia à som e iluminação (se bem que eram os áureos tempos da CELB...).
Nem as ruas centrais receberam ornamentação junina! Não falo só de bandeiras não... falo de ornamentação  elaborada, coisa típica de quem realiza festas temáticas, como se concebe em outros centro brasileiros.