Novas Instalações da UEPB: É Possível Acreditar Nesse Projeto?

Posted: quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 by Emmanuel do N. Sousa in
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Apesar de, à olho nu, Campina Grande apresentar seu melhor momento em termos de investimento em construção civil dos últimos 30 (trinta) anos, por outro lado, passa por uma das maiores decadências no que tange ao desenvolvimento econômico!

O comércio varejista está em declínio, em um mercado de produtos limitados em termos de variedade e diversidade, acaba superado pelas vendas virtuais e, sobretudo, pelas praças pernambucanas, com destaque para as vizinhas Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama. Grandes fábricas e/ou indústrias que não chegam mais pra se instalarem no nosso Distrito Industrial, sem contar que essa área se mantém às custas de meia dúzia de instalações do ramo... Até a feira central, 'Coração de Campina Grande', outrora maior área de comércio a céu aberto do Nordeste já não ocupa mais esse título, muito menos representa o grande centro do comércio local que detinha até os anos 70. Ainda é preciso falar no estádio de futebol sucateado, quase em ruínas e na ausência de grandes produções culturais e/ou espaços para entretenimento e lazer que praticamente têm se resumido, apenas, à restaurantes e as pífias salas de cinema no Shopping Boulevard.

É necessário lembrar que o próprio campinense levou nossa cidade à esse fim. Até o início da década de 70 Campina Grande era vista como principal cidade do Estado! Era a maior parcela da arrecadação tributária estadual; João Pessoa se resumia a ser a 'Capital Administrativa'. Porém, na segunda metade da Década de 80 os grandes e médios empresários locais descobriram a 'mina' capitalista na velha Parahyba, o que levou muitos dos investimentos locais a se instalarem no litoral, inclusive incentivando novos investidores a aplicar seus recursos com vistas ao retorno financeiro que João Pessoa vem lhes propiciando nos últimos anos.

Não me alongarei nesta narrativa sobre o cenário atual, para que ninguém imagine que estou desenvolvendo texto crítico de cunho político, ou politiqueiro, atribuindo culpa ou culpados.

Esse preâmbulo me serve para contextualizar o projeto visual apresentado recentemente pelo Governo do Estado e UEPB, criando a expectativa nos cidadãos campinenses, em especial os habitantes do Bairro de Bodocongó mais os novos moradores dos recém criados condomínios "Dona Lindu", da urbanização do entorno do Açude de Bodocongó - antigo reservatório em fase avançada de assoriamento - com grande ênfase à redefinição das instalações da Universidade Estadual, prometendo transformar aquela área no local mais bonito da nossa cidade.

Apesar da beleza e magnitude das maquetes apresentadas à sociedade, me custa acreditar que esta obra saia do papel em sua plenitude, haja visto a tradicional prática politiqueira em obras dessa grandeza, onde se inauguram os equipamentos inacabados com fins eleitororeiros e nunca mais se retoma o fio da obra em vias de sua conclusão.

Parte da obra, a que é de responsabilidade da própria UEPB, até dá pra crêr que se torne realidade, já que o espírito empreendedor da Mag. Reitora Marlene Alves, no período de sete anos, deu não só uma nova cara, como também uma nova alma à instituição! Porém, o mandato da professora está se encerrando neste Exercício de 2012...

Portanto, acreditar que uma obra magnífica como a pintada nas maquetes eletrônicas da 'griffe' Oscar Niemayer se torne realidade na Campina Grande atual é algo muito mais próximo de um sonho, do que certeza de concretude.



















6 comentários:

  1. Adriano Freire says:

    Botaram até o 333 rodando!!! kkkkkkkkkkkk Eu queria muito que isso virasse uma realidade...

  1. Aretuza Aguiar says:

    Mais pura verdade! Se imaginar é difícil, quanto mais acreditar...
    Parabéns pelo texto!!!

  1. Sonaly Crispiniano says:

    Projeto arquitetônico da UEPB está mais para sonho que para realidade. Como vc disse: Pura politicagem. #DuvidoMuito

  1. Quero acreditar nesse projeto,mas tá complicado de acontecer!

  1. Jerller Alves says:

    Quero acreditar nesse projeto,mas tá complicado de acontecer!

  1. Paulo Gomes says:

    É como minha avó dizia; meu filho creia em Deus que é santo velho! Talvez, quem sabe,no século XXX.....