As Voltas que a Vida Dá!

Posted: quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 by Emmanuel do N. Sousa in
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Lindberg Farias Cumprimenta Fernando Collor (1º/02/2011)

“Ahhh, se pudéssemos contar, as voltas que a vida dá!”

Esse pequeno verso da música “A Miragem” de Marcus Viana diz muito sobre os momentos aos quais nos subjugamos ao longo da nossa vida, diante dos casos inusitados que nos deparamos ou sobre as reflexões que devíamos fazer diante de cada ato que realizamos a cada minuto da nossa efêmera passagem por este mundo terreno.

Geralmente é na juventude que costumamos realizar as maiores desventuras, das quais levaremos suas lembranças para o resto dos dias em que vivermos; sejam na saudade, sejam no arrependimento!

Os mais “afoitos” dizem que devemos nos arrepender do que fazemos, ao invés de lamentar nunca tê-lo feito!

Diante desse preâmbulo, o dia 1º de Fevereiro de 2011 ficou marcado por uma dessas voltas que o mundo dá, envolvendo duas figuras antagônicas do passado recente que, à época, rivalizaram diante de uma das maiores movimentações populares e democráticas que este Brasil já viu: um representava a Nação de Direito, o outro a Nação ‘de fato’!

O ano era 1992 e nosso presidente era o alagoano Fernando Collor de Mello que já se afogava no mar de escândalos atribuídos à sua gestão e aos seus assessores, quando a Revista Veja publicou a entrevista-bomba com seu irmão Pedro Collor que confirmara todos os ilícitos administrativos, incrementando ainda mais o leque das denúncias.

Como se estivéssemos nos ‘Anos-de-Chumbo’ a militância estudantil foi às ruas!

Liderados por Lindberg Farias, então presidente da UNE, toda a juventude brasileira se vestia de preto, com os rostos camuflados como se fora uma guerra, escrevendo o “Fora Collor” nas páginas da nossa História.
Se foram massa-de-manobra, ou não, o fato é que os “Cara-Pintadas” foram o gatilho que faltava ao estopim político para destituir Fernando Collor do cargo de Presidente da República, através do processo de “impeachment” promovido pelo Congresso Nacional.

Voltando ao presente, durante a cerimônia de posse do Senado Federal, eis que se cumprimentam, cordial e amistosamente, ante a sorrisos e cortesias, o senador alagoano Fernando Collor e o recém-empossado senador fluminense Lindberg Farias, agora colegas por quatro anos, unidos em torno da conduta legislativa dos destinos do Brasil.

Lindberg, inclusive, está cotado para assumir a dianteira da Comissão de Infra-estrutura do Senado, cargo ocupado por Collor até o final do ano passado.

O encontro foi ocasional, claro, entre os nobres senadores, quando se prostraram frente-a-frente e a boa conduta civil os levou ao cumprimento que chamou a atenção de toda imprensa especializada que se encontrava de plantão no plenário, até parece, para flagrar este momento.

Respondendo aos jornalistas, como não poderia passar despercebido, Lindberg arrematou: "Foi um encontro ocasional, ele estava atrás de mim [...].  Aquele foi um momento da história do país. Ele foi gentil comigo, apertou minha mão!".

E eu volto a cantar... “Ahhh, se pudéssemos contar, as voltas que a vida dá!”

1 comentários:

  1. Rau Ferreira says:

    E o bom da vida são as voltas que a vida dá; nelas, podemos rever nossos erros e procurar acertar!

    Boa tarde!

    Rau Ferreira
    Blog História Esperancense