Você Desvaloriza a Cultura? (por Rodolpho Raphael)

Posted: terça-feira, 9 de novembro de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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(*)Texto Originalmente Publicado no Portal Noticia Esperancense

Estava sem sono e como minha TV estava ligada fiquei observando um grupo de Teatro no programa do Jô Soares e algo que me chamou bastante atenção, em uma das apresentações  a música usada pelos artistas na dança foi  “Feira de Magaio” do inesquecível Sivuca, paraibano  natural de Itabaiana que desde criança a soube tocar extraordinariamente Sanfona , e já adulto Fez enorme sucesso no exterior. 

Comecei a analisar que a Paraíba além de apresentar um grande potencial turístico, também possui um grande acervo da Cultura Popular, e tudo isso vem da criatividade do povo e das manifestações folclóricas cultivadas de geração em geração tornando-se notória pela diversidade de talentos artísticos, que têm conquistado o mundo através da força de suas obras nos mais diversos gêneros.

Com isso, a importância e a valorização da diversidade cultural estão interligadas à busca da solidariedade entre os povos, à consciência da unidade do gênero humano e ao alargamento dos intercâmbios culturais. Os processos de globalização, individualizados pela rápida evolução das tecnologias da informação e da comunicação compõem hoje desafios para a preservação e a ascensão dessa heterogeneidade, criando subordinação e ameaçando a confabulação permanente entre culturas e grupos sociais.

Apesar de conhecida mundialmente, pode-se dizer que a Paraíba, não dá valor a sua cultura, o único momento em que vemos o “amor” e o orgulho para com a produção cultural é o período junino, momento de confraternização entre os nordestinos e turistas de diversos estados ou até mesmo países que ficam encantados com a diversidade cultural existente na Paraíba e tão pouco valorizada pelos seus.

Tenho um enorme receio de que a próxima geração não saiba quem foram os grandes nomes da música cultural nordestina como Sivuca, Marinês, Luiz Gonzaga, Elba Ramalho, Jakson do Pandeiro, Zé Ramalho, Tenho medo de que os adultos do futuro não saibam o que é a importância de uma Literatura de Cordel, não dêem o valor adequado a uma poesia, a dramaturgia, ao artesanato, enfim, que haja um declínio, ou melhor, extinção em conseqüência da omissão em não valorizar a cultura – patrimônio nosso, que contribui com o conhecimento da riqueza e das peculiaridades de cada região.

É necessário que os governantes elaborem e implante projetos que dê ênfase à cultura durante os 365 dias do ano e não somente 30 dias, que a educação interligada sempre a culturalidade possa trabalhar com os alunos a literatura de cordel, a música de nomes paraibanos, a própria historia da cultura e conseqüentemente induzir com que as crianças, os adolescentes e jovens possam começar a valorizar o artesanato e a poesia local sendo multiplicadores da verdadeira interculturalidade paraibana.

(*)Rodolpho Raphael
Natural de Esperança,  é Graduando em Jornalismo pela UEPB – Universidade Estadual da Paraíba, Publicidade e Propaganda pela CESREI, atualmente seus artigos de Opinião estão sendo Publicados no Observatório da Imprensa da Unicamp, é Colunista do Jornal a Folha de Esperança, Diretor Presidente do Portal Noticia Esperancense e Assessor de Marketing Politico.

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