Fica Tudo em Casa

Posted: sexta-feira, 24 de setembro de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
1



Um coisa que tenho acompanhado, que se tornou praxe há algumas eleições, foi a ascensão de certos caciques políticos detentores de mandados eletivos à cargos de maior prestígio e a manutenção do seu "curral" de eleitores "presos" ao compromisso da fidedignidade do voto, com a apresentação da sua a esposa ou um dos seus filhos como substituto à vaga que ora ocupa, como se a mesma lhe pertencesse - como um título de nobreza.

É uma safra de "Fulano Filho", "Sicrano Júnior", "Fulana-Esposa-de-Sicrano", como candidatos tapumes nesta atual campanha eleitoral que tem uma situação no Estado da Paraíba que podemos chamar de "A Grande Família"!

Já que a sociedade está no caminho da moralização da conduta política no Brasil, e a Lei Ficha Limpa está aí pra fundamentar esta tese, seria mais que necessário uma regulamentação dessa prática que já se tornou rotina; o cara é vereador, mas pra ser deputado, a esposa se candidata à vaga deixada no Legislativo Mirim, e por aí vai...

Que meus amigos juristas me ajudem nesse ledo pensamento: Seria constitucional haver uma Lei que considerasse tal prática uma espécia de "nepotismo" e impedisse parentes em primeiro grau de ocuparem, simultaneamente, diversos cargos eletivos no mesmo estado?!

Este é meu repúdio e fica a esperança de que um dia isso seja banido da política brasileira.

1 comentários:

  1. Beto Guerra says:

    Grande Manneh,

    Concordo 100% com vc...sempre tive esse pensamento, e fico totalmente indignadado ao ver esse tipo de conduta!

    Assim também como fico indignado com palhaços como Tiririca, que provavelmente será um dos mais votados...não sei, mas acho que essa forma de democracia tem que ser mudada, não sei como, não sei pra o quê...mas tem que ser mudada para evitar esses tipos de absurdos.

    Fala-se tanto de nossa democracia mas creio que não vivemos numa...pq sabemos que se eu ou vc se candidatarmos não ganharemos...a menos que despejemos rios de dinheiros.


    Beto