Nossa História, só na Nossa Memória!

Posted: sábado, 17 de julho de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Estamos vivenciando um tempo em nossa urbe onde, ao que se constata, nada mais importa a não ser o bem próprio, diante de um exacerbado sentimento ego centrista de grande parte dos empreendedores campinenses.

Nos últimos anos acompanhamos o crescimento do emergente mercado imobiliário local, que vem provocando a maior revolução econômica deste setor, ante a especulação financeira promovida não só pelos agentes corretores, como também pelos cidadãos detentores de bens imóveis.

De forma letal, Campina Grande se rendeu ao brilho nos olhos provocado pelas cifras geradas por este boom financeiro e se esqueceu de preservar sua História através da arquitetura urbana.

Lentamente fomos perdendo, ao longo das últimas duas décadas, grandes referenciais urbanos de arquitetura Histórica, principalmente as localizadas no Centro comercial e adjacências para dar lugar a empresas do ramo farmacêutico, sapatarias e, atualmente, de forma frenética, para construção de edifícios ou, a banalização total do descaso com a instalação de estacionamentos.

Como se não bastasse a destruição dessa História por parte da iniciativa privada, o Poder Público Municipal também vem demonstrando seu grau de descaso com a preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campina Grande.

É como se agora valesse tudo! Parece uma cidade sem Lei ou que a Lei não se aplica...

Há alguns anos, um empresário ousou modificar a fachada de um dos prédios da Rua Maciel Pinheiro, que para os desinformados é uma atitude vedada por Lei, e a Prefeitura, à época, agiu de pronto provocando a Justiça, a qual impôs a reconfiguração da obra, devolvendo a fachada original ao prédio em questão.

Hoje, há uma grande passividade da Administração Municipal em relação às modificações do cenário urbano de Centro da cidade, principalmente.

Esta negligência também está evidenciada na conservação dos bens públicos.

Como se não bastasse a constatação visual, uma pesquisa de cunho científico fundamentou o desprezo pelo qual passa alguns dos poucos bens públicos municipais de caráter histórico que nos resta, conforme exibiu a matéria produzida pela equipe de jornalismo da competente TV Itararé, à qual reproduzimos a seguir:


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