Deixe a Vida me Levar...

Posted: sexta-feira, 30 de julho de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Após mais uma investida acadêmica junto a Universidade Estadual da Paraíba, desde o dia 14 de Julho último que comemoro a conquista da conclusão do curso de Ciências Contábeis.

Ainda estava no terceiro ano do curso de Administração quando decidi que o concluiria mas, subseqüentemente buscaria me profissionalizar como Contador,  haja visto que já desenvolvia atividades em escritório contábil desde garoto.

Encerro a rotina da freqüência acadêmica com a certeza de que a interatividade durante esses quatro anos foram benéficas para minha vida particular e, claro, no que tange à vida pessoal também; foram ótimas as relações com a docência, como também entre os discentes.

Contando com uma certa experiência da aplicabilidade da Contabilidade voltada ao setor público, sigo o rumo da especialização nesta linha; outrossim não descarto qualquer perspectiva de recomeço em outra área... tudo depende do caminho que o futuro me predestinará.

De certo, tenho minha auto-afirmação como profissional da área contábil. Uma área acadêmica um pouco discriminada pela ausência de grandes líderes do setor com destaques na mídia e/ou a falta de grandes projetos de pesquisas que tenham resultados voltados a melhor qualidade de vida da sociedade brasileira.

A facilidade com que um contador exerce sua profissão em termos operacionais desfavorece a busca pela continuidade da capacitação; as universidades cedem centenas de técnicos e pouquíssimos pesquisadores.

Mesmo como técnico, quiçá agente do magistério, quero fazer parte de uma geração de contabilistas que queira mudar a cara do ator contábil. Mostrar que temos capacidades além do somar e subtrair, que fomos formados à base de uma grade curricular que nos levou a exercitar o pensar enquanto estudantes, na certeza de que nossa participação no mercado profissional futuro nos reservaria a condição de formadores de opinião, ao invés de “geradores de guias DARF”.

Boa parte da minha turma de faculdade já exercia atividades em escritórios, portanto, entre nossos mestres também figuram nossos empregadores. Os quais, com certeza, sobejam em satisfação pela melhoria no quadro de colaboradores capacitados nas suas empresas.

A todos que torceram por mim durante este período acadêmico, agradeço a imensa força projetada em torno de um futuro que muitos já me arquitetavam e, somente eu, não o visionava.

Agradeço, também, aos mestres que nos impulsionaram ao longo do curso, de forma institucional, nos emprestando um pouco dos conhecimentos aos quais praticamos como atividades e, a partir de agora, serão base das nossas práticas cotidianas.

Como cantaria Zeca Pagodinho:
“Só posso levantar/ As mãos pro céu/ Agradecer e ser fiel/ Ao destino que Deus me deu/ Se não tenho tudo que preciso/ Com o que tenho, vivo/ De mansinho lá vou eu [...]Deixa a vida me levar (Vida leva eu!)/ Sou feliz e agradeço/ Por tudo que Deus me deu...”

Nossa História, só na Nossa Memória!

Posted: sábado, 17 de julho de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Estamos vivenciando um tempo em nossa urbe onde, ao que se constata, nada mais importa a não ser o bem próprio, diante de um exacerbado sentimento ego centrista de grande parte dos empreendedores campinenses.

Nos últimos anos acompanhamos o crescimento do emergente mercado imobiliário local, que vem provocando a maior revolução econômica deste setor, ante a especulação financeira promovida não só pelos agentes corretores, como também pelos cidadãos detentores de bens imóveis.

De forma letal, Campina Grande se rendeu ao brilho nos olhos provocado pelas cifras geradas por este boom financeiro e se esqueceu de preservar sua História através da arquitetura urbana.

Lentamente fomos perdendo, ao longo das últimas duas décadas, grandes referenciais urbanos de arquitetura Histórica, principalmente as localizadas no Centro comercial e adjacências para dar lugar a empresas do ramo farmacêutico, sapatarias e, atualmente, de forma frenética, para construção de edifícios ou, a banalização total do descaso com a instalação de estacionamentos.

Como se não bastasse a destruição dessa História por parte da iniciativa privada, o Poder Público Municipal também vem demonstrando seu grau de descaso com a preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Campina Grande.

É como se agora valesse tudo! Parece uma cidade sem Lei ou que a Lei não se aplica...

Há alguns anos, um empresário ousou modificar a fachada de um dos prédios da Rua Maciel Pinheiro, que para os desinformados é uma atitude vedada por Lei, e a Prefeitura, à época, agiu de pronto provocando a Justiça, a qual impôs a reconfiguração da obra, devolvendo a fachada original ao prédio em questão.

Hoje, há uma grande passividade da Administração Municipal em relação às modificações do cenário urbano de Centro da cidade, principalmente.

Esta negligência também está evidenciada na conservação dos bens públicos.

Como se não bastasse a constatação visual, uma pesquisa de cunho científico fundamentou o desprezo pelo qual passa alguns dos poucos bens públicos municipais de caráter histórico que nos resta, conforme exibiu a matéria produzida pela equipe de jornalismo da competente TV Itararé, à qual reproduzimos a seguir:


"Estando bom para ambas as partes..."

Posted: terça-feira, 6 de julho de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Como todo bom brasileiro, estamos sempre aptos a exigir nossos direitos, como consumidor, mesmo não os conhecendo.

Claro que, como tudo no Brasil, existem normatizações cheias de Leis, Normas, Artigos, Parágrafos, etc, que nos impede ter ciência  de tudo o que nos é oferecido como medidas de defesa dos direiros difusos.

Através de uma entrevista descontraída, mediada pelos integrantes do Programa Pânico da Rádio Jovem Pan (www.paniconainterne.com.br), de São Paulo, o jornalista e deputado federal Celso Rossomanno desvenda, de forma objetiva, algumas curiosidades que podem fazer parte do nosso cotidiano... claro, tudo dentro do que rege a Lei.

Bom divertimento!

Seleção Brasileira: Afinal, alguém tem de ser culpado sozinho?

Posted: domingo, 4 de julho de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Não adianta... desde a última quinta-feira todos se confraternizam em seus colóquios afins prostrando as conjecturas pessoais sobre as causas que levaram a mais um fracasso da Seleção Brasileira na disputa de Copas do Mundo.

Eu fui um dos muitos céticos quanto ao sucesso desse grupo de escolhidos pela CBF para que Dunga sofresse os impropérios das torcidas e/ou colhesse os louros de uma provável conquista.

Minha opinião, já conhecida de quem lê meus artigos, é de que a causa dessa derrota não é isolada ao jogo contra a Holanda. Mas, sim, tem sua raiz na instituição maior que gere o futebol brasileiro, a CBF em seu eterno presidente Ricardo Teixeira e a política utilizada para constantes re-eleições, levando esta raiz a ramificar entre as Federações estaduais, agentes co-participes dessa perpetuação do poder evidenciado na CBF.

A imprensa, principalmente a emissora oficial da CBF, a Rede Globo, amargurados pelo tratamento imparcial imposto pelo técnico Dunga, tratou de lançar editoriais e mais editoriais, como esperado, ‘escrachando’ o treinador e, claro, o bode-espiatório  encontrado para sofrer o martírio de todo um elenco como se fora o único culpado pelos gols sofridos na derrota para o selecionado Holandês, o ex-flamenguista Felipe Melo, protagonista de lances inspirados em técnicas eqüinas adaptadas ao futebol.

Analisando o elenco, concordando com alguns jornalistas esportivos, somamos a unanimidade em exaltar a qualidade da defesa, goleiro Júlio César, e os zagueiros Lúcio e Juan; atletas sérios, dedicados, ‘raçudos’ além de humildes.

Porém, mais uma vez, destacamos o excesso de ‘mídia’ sobre algumas peças do grupo como Kaká, que pouco contribuiu durante os jogos em que se manteve em campo.

Sem falar no banco de suplementes, nitidamente visível a ausência de peças de reposição para os pífios titulares insistentemente mantidos no grupo principal.

De certo, após o término do evento, teremos o suspense para escolha do novo treinador para a Seleção... Não sei se devo ter esperança de contar com uma escolha sensata; alguém que renove o grupo e valorize quem realmente é craque de bola e não da mídia.

Aproveitando a desclassificação da Argentina, que saboreei com a imagem de Maradona engolindo sua empáfia, finalizo afirmando que brasileiros e argentinos se acham as maravilhas imponentes do futebol... Dessa forma, enquanto não descermos do pedestal da soberba, nenhuma derrota nos servirá de aprendizado.