Estamos próximos de “ser” Deus?

Posted: segunda-feira, 24 de maio de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Eu não sou um daqueles religiosos pregadores do falso moralismo, aquele grupo da hipocrisia reinante nas igrejas, que de forma passional credita à Deus tudo, de bom ou de mal, o que acontece no mundo e em nossas vidas pessoais.

Minha racionalidade me leva a acreditar em Deus, primeiro, porém sabendo que aqui na Terra, a humanidade é provida de dons peculiares e individuais para que, em sociedade, possam se elucidar os grandes enigmas antropológicos.

Um desses grandes enigmas é o dom da vida.

A ciência aplicada à medicina, em suas diversas ramificações subordinadas, vem desenvolvendo o maior avanço já imaginado para o setor! Com o advento da Biomedicina, subsidiado pelas constantes pesquisas genéticas desenvolvidas ao redor do Globo, o homem está cada vez mais próximo de elucidar o grande enigma do Universo.

Já vencemos o grande desafio genético com o mapeamento do DNA, através do Projeto Genoma, inclusive com a participação de uma equipe de cientistas brasileiros; passamos pelo desenvolvimento da clonagem (quem não se lembra da ovelha Dolly?); mais recentemente acompanhamos o “boom” no avanço de pesquisas com células-tronco e o sucesso incorrido em várias das suas aplicabilidades...

Mas, esta semana, fomos bombardeados com a manchete da década, em relação a todo o périplo constante da ciência em benefício da humanidade:  pela primeira vez, cientistas conseguiram criar uma célula controlada por um genoma sintético, desenvolvida a partir de instruções de computador.

O feito, que consumiu cerca de 40 (quarenta) milhões de dólares em seu fluxo total, é resultado de 15 anos de pesquisas nos laboratórios do conceituado geneticista norte-americano J. Craig Venter (foto).

No momento, extasiados pela notícia, a imprensa divulga à exaustão os benefícios futuros do intento: “No futuro, a técnica poderá ser usada para criar microrganismos com genoma artificial que sintetize proteínas de interesse econômico – capazes de descontaminar águas poluídas ou de atuar como vacinas ou biocombustíveis, [...] este avanço tecnológico promete possibilidades fantásticas e otimistas de produzir microrganismos capazes de fazer o que quisermos”, resume Sergio Pena do Ciência Hoje.

Porém, para toda ação existe uma reação!

Ao passo que a imprensa vislumbra-se com o feito, algumas correntes de jornalistas e cientistas já preparam a sociedade para os embates éticos da utilização da técnica, futuramente, assim como temem sua utilização para fins bélicos, a exemplo de armas biológicas, já que esta primeira produção sintética, amplamente comemorada se trata de uma bactéria!

1 comentários:

  1. Fica muito difícil comentar matérias como essa em vista dos avanços da ciência; não sabemos até que ponto desafiamos a vontade de Deus. A humanidade não deve se esquecer da "Torre de Babel", que foi assim um divisor de águas.

    Rau Ferreira
    Blog: "História Esperancense"
    http://historiaesperancense.blogspot.com