O Paraibano Mal. José Pessoa e a Capital Federal

Posted: sexta-feira, 23 de abril de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Em texto encontrado no site "A Palavra Online", construído sob informações apresentadas pela Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Pessoa), não deixa de ser curioso.  É interessante conhecer um pouco deste personagem histórico, cabaceirense de nascimento que chefiou a Comissão de Localização da Nova Capital Federal, em 1954, nomeado pelo então presidente da República, Café Filho.

Eis o texto apresentado em "A Palavra Online", ilustrado com fotos que encontrei ao longo dos sites sobre História de Brasília:

"Brasília, a capital da República que ontem festejou 50 anos de existência, por muito pouco não ganhou outro nome. Um paraibano nascido em Cabaceiras, o general José Pessoa, que presidiu a convite do presidente Café Filho em 1954 a "Comissão de Localização da Nova Capital Federal", sugeriu que a futura cidade fosse denominada de "Vera Cruz".

Essa importante revelação, desconhecida da grande maioria dos paraibanos, é uma das preciosidades da bela história da construção de Brasília, enfim edificada a partir da decisão política de Juscelino Kubistchek de Oliveira, o mineiro bonachão de Juiz de Fora.

Conhecido como "marechal" José Pessoa, o paraibano nasceu em Cabaceiras em 12 de dezembro de 1885 e morreu no Rio de Janeiro, então Capital do Brasil, no dia16 de agosto de 1959.

Seu nome de batismo era José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, filho de Cândido Clementino Cavalcanti de Albuquerque e Maria Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Ele era sobrinho de Epitácio Pessoa, Presidente da República de 1919 a 1922, e irmão de João Pessoa, presidente da Paraíba de 1928 a 1930.

José Pessoa foi convidado em 1954 pelo Presidente Café Filho para ocupar a presidência da "Comissão de Localização da Nova Capital Federal", criada para examinar as condições gerais de instalação da cidade a ser construída.

Foi Café Filho quem homologou a escolha do sítio da nova capital e delimitou a área do futuro Distrito Federal, determinando que a comissão encaminhasse o estudo de todos os detalhes do terreno.

E foi exatamente a "Comissão de Planejamento e Localização da Nova Capital", sob a Presidência de José Pessoa, a responsável pela exata escolha do local onde hoje se ergue Brasília. A idealização do plano-piloto também foi obra da mesma comissão, que em robusto relatório redigido pelo paraibano, intitulado "Nova Metrópole do Brasil", detalhou os pormenores do arrojado planejamento que veio a se realizar.

No seu estudo o general José Pessoa avançou para sugerir inclusive o nome da futura Capital: Vera Cruz. E explicou que assim caracterizaria "o flamejante sentimento de um povo que nasceu sob o signo da Cruz de Cristo, estabelecendo ligação com o primeiro nome dado pelos descobridores".

O plano elaborado por Pessoa respeitava a História e não descaracterizava as tradições brasileiras. Grandes avenidas chamar-se-iam "Independência", "Bandeirantes", etc., diferentes das atuais e difíceis siglas alfas-numéricas de Brasília, como W-3, SQS, SCS, SMU e outras.

"No ponto mais altoda região, o Mal. José pessoa manda erguer uma cruz!"

Cláudio Queiroz, Professor de Arquitetura da Universidade de Brasília, em declaração ao programa DF TV sobre o paraibano, disse: "O marechal José Pessoa é um dos Tiradentes da História de Brasília. É uma dessas pessoas que sem ela o processo talvez tivesse sido cortado e postergado a um outro momento porque ele desempenhou um período fundamental na implantação da nova capital, da perspectiva de realização efetiva, quero dizer, de tornar real".

"Tudo Bem com o Senhor?!"

Posted: quinta-feira, 22 de abril de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Como eu sou um dos milhares que odeiam as constantes abordagens dos telefonemas de telemarketing, aí vai um vídeo hilário, protagonizado pelo ator Benvindo Siqueira, que mostra de que forma podemos inverter os papéis nestes casos.

Divirtam-se:

Blog RHCG no JPB da TV Paraíba

Posted: sábado, 17 de abril de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Nesta última sexta-feira, 16 de Abril, tivemos a honra de contar com a divulgação do nosso Blog, e nosso principal objetivo com este trabalho, através de matéria exibida pelo JPB 2a. Edição, da TV Paraíba.

Agradecemos toda a equipe de reportagem, na pessoa do repórter Marcos Vanconcelos, assim como extendemos o apreço ao nosso amigo, Leonardo Alves, também integrante do cast da emissora.

O Blog Retalhos Históricos de Campina Grande pode ser acessado através do seguinte endereço:

De Quem é a Culpa?!?

Posted: domingo, 11 de abril de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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O ano de 2010, em nosso país,  inicia-se com notícias incomuns ao nosso cotidiano, em relação à catástrofes naturais.

O Brasil sempre se consolidou como um “paraíso” inserido no planeta Terra, por não ser assolado por desastres promovidos por intempéries, ou por disputas bélicas entre nações.

Ocorre que, desde final de 2009, os estados do Sudeste, em especial Rio de Janeiro e São Paulo, vêm creditando em seus balanços o ônus das destruições contínuas, provocadas pelo excesso de chuvas ocorridas nesse território, de forma extra-ordinária.

Por se tratar de eventos fortuitos, alguns brasileiros abusam da confiança ao se instalarem em áreas de riscos, edificando residências, de onde, ao longo dos anos, formam-se comunidades, abrigando incontáveis cidadãos expostos às calamidades possíveis nestas determinadas alocações.

Após os trágicos acontecimentos ocorridos em Angra dos Reis, Centro de São Paulo, Centro do Rio de Janeiro e Morro do Bumba, em Niterói, expostos exaustivamente pela mídia nacional, muito se especula sobre quem responsabilizar pelo episódio.

Os mais sensatos desvinculam a culpabilidade humana às eventualidades da natureza. Porém, não podemos deixar de analisar que, ao longo dos anos, as construções foram tomando os espaços naturais. As florestas pereceram às urbes, a costa oceânica foi invadida, as montanhas se transformaram em “morros” abrigando as favelas, entre tantos outros exemplos!

Já os mais radicais culpam os políticos.

A politicagem empregada nas tratativas eleitorais poderiam ter gerado “vistas grossas” às invasões e ocupações de áreas de riscos, permitindo o surgimento de sub-habitações e, por conseguinte, favelas, conjuntos habitacionais organizados de forma ilegal, desprovidos de quaisquer planejamentos infra-estruturais.

Eu sou um pouco sensato, temperado com radicalismo, porém, culpando ainda, o próprio ocupante das citadas áreas.

Foi a insistência constante desses cidadãos em deter seu “próprio” território, às custas do aproveitamento e das facilidades oferecidas em terrenos públicos que gerou o desmantelo urbano existente hoje em todas as metrópoles brasileiras.

Gestão, após gestão, campanha, após campanha, estas áreas enquanto serviam de motes de promessas eleitorais, cresciam vertiginosamente suas dimensões ocupadas, seja horizontal, ou verticalmente, no caso dos morros.

Diante de todo o exposto, ainda haveremos de nos preocupar com os efeitos  notórios do processo de aquecimento global, que já vem modificando o comportamento climático em todo o mundo, quiçá no nosso Brasil.

A verdade é que cada um de nós temos uma parcela de culpa em todo o caos urbano evidente, desde o tratamento do lixo doméstico até a gestão político-ambiental implementado pelo Poder Executivo em suas três esferas de governo.