O Esmaecimento do Futebol Amador em Campina Grande

Posted: quinta-feira, 18 de março de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Time do Everton, do Bairro do São José (1966)

O futebol amador de Campina Grande representa o que de melhor pode haver no esporte: alegria, descontração e amizades. Os populares "rachas" e os "times de pelada" como são conhecidos, promovem a harmonia entre atletas e os famosos "corneteiros" que, prazerosamente se amontoam ao redor dos campos para os fatídicos comentários ao longo das partidas, comumente realizadas aos finais de semana.

Nos tempos áureos de Treze e Campinense, entre as décadas de 60 a 80, Campina Grande promovia seus atletas egressos do futebol amador, praticado nos (outrora) inúmeros campos espalhados pelos bairros da cidade à jogadores dito profissionais, dotando os "Times Maiorais" com o talento inato proveniente das periferias.

As memórias do esporte amador da nossa urbe estão concentradas nas atuações do mais famosos times como Everton, Botafogo da Liberdade, Oriente, Comércio da Liberdade, Auto Esporte, Têxtil, Olaria do Catolé, 11 da Vila, Estudantes, Real Campina, Santos da Estação, Humaitá, entre outros, que revelaram nomes como  Nego Bé (jogou no Santos na era Pelé), Urai, Zé Preto, Pedrinho Cangula, Dão, Eliomar, Son, Fernando Canguru, atletas que figuraram em clubes profissionais no passado.

Hoje, além de Treze e Campinense não mais investirem em contratações junto às "Pratas da Casa", nosso Município ao passo em que desponta como pólo sazonal da construção civil vê-se ameaçado de perder muitos dos seus tradicionais "campos de pelada", uma vez que em alguns deles já se alicerçaram vários edifícios e/ou condomínios residenciais.

Portanto, é mais que necessário investir em trabalhos de resgate de memória, como o desenvolvido pelo Blog Retalhos Históricos de Campina Grande [CLIQUE AQUI], para a manutenção (não somente) da História do Futebol Amador como para contribuição à História macro, da nossa querida Campina Grande.

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