Os Agentes do Demônio

Posted: sexta-feira, 26 de março de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Aproveitando o ensejo do Julgamento dos Nardoni, em andamento nesta semana, re-publico meu ponto crítico expressado à época do fato ocorrido.


Como se já não bastasse nos contentar em, constantemente, ouvir notícias-crime em todos os meios de comunicação - durante o todo o dia -, agora somos reféns de uma situação inusitada e misteriosa, que mais se assemelha a uma novela ou um seriado diário, onde não desgrudamos a atenção aos fatos, em busca do capítulo final; aquela angústia "a la" Gilberto Braga do “quem matou?”.

O fato é que o Brasil encontra-se estarrecido com o crime brutal, violento, animalesco e, por quê não, cinematográfico ocorrido no último dia 29 de Março; o já tão conhecido “Caso Isabella”.

A inexistência de testemunhas e a sustentação da inocência por parte dos principais suspeitos, o casal Alexandre Nardoni e sua esposa, Ana Carolina Jatobá, respectivamente, pai e madrasta da garota Isabella Nardoni, de 5 anos, covardemente assassinada naquela noite, faz com que não desistamos de atentar aos novos fatos divulgados pela imprensa até que o caso tenha seu desfecho. Neste caso, bem mais pela constatação pericial que por confissão dos únicos envolvidos na trama.

Em se tratando de crime brutal, esse seria apenas “mais um” se não tivesse o envolvimento da figura paterna no papel de principal suspeito do crime: assassinar, ainda que na forma de cumplicidade, a própria filha e soltá-la da janela do próprio apartamento de uma altura de aproximadamente 20 metros, na intenção – quem sabe – de maquiar o verdadeiro motivo que levara a pequena à óbito.

Nós, brasileiros, somos um povo amoroso e caloroso, principalmente em termos familiares! Graças à conduta cristã imperante em nosso país, cativamos os laços amorosos além do limite co-sangüíneo; à parentes próximos, ou até a entes muito queridos. Portanto, esse caso nos torna incapazes até de querer acreditar que fora o pai o meticuloso orquestrador de tal vilania.

Eu sei o tamanho da dor que é perder um filho! Por vias naturais, minha única filha, até agora, está nos braços de Nossa Senhora. Agora, imagino essa dor que já senti, sentida por um pai que tenha tido um filho seu ceifado por ato brutal, covarde e insano: foi essa dor que nem eu, nem NINGUÉM, viu em Alexandre Nardoni!

O cara é um inumano!

Faltam-nos adjetivos à altura de tamanha selvageria cínica para rotular esse rapaz, além da sua companheira, inseridos nesse nosso mundo por engano, ou quem sabe, à mando do Demônio, para praticar um ato dessa natureza, conseguindo consternar uma nação inteira, em toda orbe etária!

Quem ainda crê em Deus, não se desapegue dos ensinamentos de Jesus Cristo. Nesse mundo selvagem, só a oração nos fortalece ante os atos e fatos contrários ao nosso bem querer.

E, enquanto ainda sentimos a tristeza pela perda de mais uma vítima da crueldade humana, não tenho outro prognóstico que não seja o advento de dias piores para toda humanidade, que não respeita mais o próximo, que perdeu a fé nos homens, na Justiça e em Deus!

Blog RHCG Alcança 10.000 Acessos!!!

Posted: quarta-feira, 24 de março de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Em minha outra atividade paralela, o Blog Retalhos Históricos de Campina Grande, comemoramos hoje o alcance de uma marca significativa: 10.000 acessos em oito meses de existência.

Reproduzo o post publicado no Blog RHCG, em agradecimento pelo feito!


“Alô, alô, minha Campina Grande, quem te viu e quem te vê não te conhece mais! Campina Grande tá bonita, tá mudada. Muito bem organizada e cheia de cartaz!”

Este ‘hit’ eternizado na voz de Jackson do Pandeiro, um dos grandes filhos adotados por Campina Grande já diz tudo, em relação ao nosso propósito desenvolvido com o Blog Retalhos Históricos.

Ao passo em que louvamos o progresso caminhado à passos largos neste Século XXI em nossa urbe, condensamos as memórias que alicerçaram sua fundação nos pequenos posts diariamente publicados, curiosamente consultados pelos nossos notáveis e fidedignos freqüentadores  alguns, inclusive, colaboradores.

Quando comemoramos 10.000 visitas (oficiais) ao nosso site, parabenizamos a todos os ilustres personagens, grandes vultos que construíram a História do nosso Município, desde os primeiros Caciques Kariris, passando por Theodósio do Oliveira Ledo, seguindo-lhes tantos outros que soergueram, de forma impávida, a grandeza daquela que se impôs como Rainha da Borborema.

Com a satisfação de que conquistamos um público assíduo, em oito meses de trabalho, e na certeza de que ainda temos muita História pra contar, fica nosso muito obrigado pelos acessos e pela conseqüente difusão.

Blog Retalhos Históricos de Campina Grande
(Adriano Araújo / Emmanuel Sousa)

O CQC e a TV Espetáculo!

Posted: terça-feira, 23 de março de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Hoje em dia é comum alguns programas sensacionalistas, geralmente noticiários policiais, valerem-se de apresentadores trajando elegantes ternos para, de frente às câmeras, carregados de indignação, "descerem a lenha" em bandidos, claro, pelo fato de estarem protegidos do "face-to-face" com o meliante, apenas representando um tipo de "jornalista-justiceiro-indignado-e-valente"!

Ao contrário deste tipo de apresentador que interpreta para as câmaras, o Programa CQC da TV Bandeirantes têm um elenco de jornalistas (com diploma!!) dotados de informação, sarcasmo, ironia, tirocínio suficiente para raciocínio rápido para abordar os políticos do Brasil, em perguntas inconvenientes que deixam os entrevistados de "saia-justa", promovendo um espetáculo de atitudes constrangedoras daqueles que são os piores mal-feitores do nosso Brasil.

Ontem, o programa CQC da Rede Bandeirantes de TV conseguiu exibir o quadro "Proteste Já" que havia sido impedido pela Justiça de ser mostrado no programa da semana passada, mostrando um desmando ocorrido na Prefeitura Municipal de Barueri-SP.

Os jornalistas-humoristas do CQC utilizam-se do quadro "Proteste Já" para denunciar escândalos e abusos do poder público na região metropolitana de São Paulo. 

A matéria exibida ontem foi um verdadeiro petardo!

Não vou narrar o ocorrido, prefiro postar os vídeos para que cada um defenda suas próprias conclusões sobre nossos políticos e sobre a audácia da trupe do CQC, divirtam-se:

Parte 1:

Parte 2:

Parte 3:

O GRAN-FINALE, A CEREJA DO BOLO, a Parte 4:

Gorbachev e os 25 Anos da Glasnost e da Perestroika

Posted: segunda-feira, 22 de março de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Dentre os grandes líderes que compuseram a sinfonia orquestrada no século passado, está Mikhail Gorbachev; Soviético, nascido na Russía em 1931, que assumiu o comando do Partido Comunista em Março de 1985, consequentemente tornando-se líder soviético, em meio à corrida armamentista, a Guerra Fria, além do Programa Guerra nas Estrelas (EUA).

Destinado a pôr em prática a reforma do partido, que já se mostrava decadente, elaborou os projetos de reforma denominados "Glasnost" e "Perestroika", transparência e reestruturação, respectivamente traduzidos.

A Glasnost, ao passo em que gerou um maior grau de liberdade aos meios de comunicação, motivou certas "liberdades" à população, inclusive de discurso, radicalizando o que costumeiramente era parte central do sistema soviético, que era a supressão da crítica do governo.

A Perestroika (que livremente traduzido seria "reconstrução"), dentro do plano de Gorbachev, obteve uma conotação de reestruturação econômica, uma vez percebida a instabilidade econômica da União Soviética, em seu sistema socialista. Além do mais, promovendo significativas medidas de contenção de gastos, como a desocupação do Afeganistão e redução de armamento, junto aos EUA, em contraponto ao Acordo de Yalta.

A planificação empregada com a Glasnost e a Perestroika visavam submeter o governo ao controle popular, sugerindo o fim do rígido controle estatal, contribuindo para uma abertura à iniciativa privada, que irradiou-se dentro dos demais países componentes do bloco comunista.

A Perestroika, porém, falhou no propósito de trazer benefícios econômicos imediatos para a maioria dos soviéticos, constribuindo para o colapso da URSS, com o caos gerado pelo desmantelo da economia planejada.

Resumidamente, o ápice revolucionário do plano foi o fim do monopólio da supremacia do Partido Comunista, possibilitando o multipartidarismo, instituindo que, em 1994, haveriam eleições diretas. Em termos amplos, também propôs a desativação das armas nucleares, de forma gradativa, concordando com o exposto no Fórum Internacional de Paz, realizado em Moscou.

Em um contexto geral, o reformismo de Gorbachev resultou na implosão da Guerra Fria e do socialismo existente na URSS. Sua gestão gerou, em pouco tempo, uma verdadeira revolução no bloco socialista, redefinindo de forma plena as relações políticas e econômicas a nível nacional e internacional.

Fonte: Wikipédia

O Esmaecimento do Futebol Amador em Campina Grande

Posted: quinta-feira, 18 de março de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Time do Everton, do Bairro do São José (1966)

O futebol amador de Campina Grande representa o que de melhor pode haver no esporte: alegria, descontração e amizades. Os populares "rachas" e os "times de pelada" como são conhecidos, promovem a harmonia entre atletas e os famosos "corneteiros" que, prazerosamente se amontoam ao redor dos campos para os fatídicos comentários ao longo das partidas, comumente realizadas aos finais de semana.

Nos tempos áureos de Treze e Campinense, entre as décadas de 60 a 80, Campina Grande promovia seus atletas egressos do futebol amador, praticado nos (outrora) inúmeros campos espalhados pelos bairros da cidade à jogadores dito profissionais, dotando os "Times Maiorais" com o talento inato proveniente das periferias.

As memórias do esporte amador da nossa urbe estão concentradas nas atuações do mais famosos times como Everton, Botafogo da Liberdade, Oriente, Comércio da Liberdade, Auto Esporte, Têxtil, Olaria do Catolé, 11 da Vila, Estudantes, Real Campina, Santos da Estação, Humaitá, entre outros, que revelaram nomes como  Nego Bé (jogou no Santos na era Pelé), Urai, Zé Preto, Pedrinho Cangula, Dão, Eliomar, Son, Fernando Canguru, atletas que figuraram em clubes profissionais no passado.

Hoje, além de Treze e Campinense não mais investirem em contratações junto às "Pratas da Casa", nosso Município ao passo em que desponta como pólo sazonal da construção civil vê-se ameaçado de perder muitos dos seus tradicionais "campos de pelada", uma vez que em alguns deles já se alicerçaram vários edifícios e/ou condomínios residenciais.

Portanto, é mais que necessário investir em trabalhos de resgate de memória, como o desenvolvido pelo Blog Retalhos Históricos de Campina Grande [CLIQUE AQUI], para a manutenção (não somente) da História do Futebol Amador como para contribuição à História macro, da nossa querida Campina Grande.

"Momentaneamente Impossibilitado"

Posted: terça-feira, 16 de março de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Mais uma vez, a competente equipe do site "Charges PB" nos brinda com uma pitoresca anedota multimídia sobre o cenário político paraibano.

Para quem aguarda as definições das alianças para as próximas eleições, um divertido aperitivo, produzido por Alessandro Coelho e Cristovam Tadeu (www.chagespb.com.br):

Aguinaldo Silva se Explica. (Antes Tarde do Que Nunca)

Posted: sexta-feira, 12 de março de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Após a enxurrada de críticas destinadas ao comentário preeconceituoso sobre a utilização pejorativa do termo "paraibainha", o novelista Aguinaldo Silva se rendeu à formalidade e replicou a polêmica, dando sua versão dos fatos.
A seguir, cópia do post publicado em seu Blog:

 

E o 'Robulation' ?!?!

Posted: terça-feira, 9 de março de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Fruto da ousadia de dois paraibanos, Maicow Pinto e Cláudio Elias, o vídeo/paródia "Robulation" já se consolida como um dos 'hits' mais acessados no YouTube desde o último domingo, quando foi alvo de matéria exibida no Programa humorístico Pânico na TV, da Rede TV.

Irreverência à parte, o vídeo tem provocado a classe política brasileira, uma vez que todos são colocados, de forma generalizada, como praticantes de ilícitos de forma recorrente.

Por outro lado, os autores da produção se excederam ao utilizar, de forma desreipeitosa, como pano de fundo do seu escárnio, os prédios dos poderes públicos estaduais Assembléia Legislativa e Palácio da Redenção, além do Centro Administrativo Municipal de João Pessoa.

Dessa feita, ficam desmoralizados não só todos os deputados estaduais, prefeito da capital e governador do estado mas, sim, todos os paraibanos que, de forma indireta, foram envolvidos no esquema do 'Robulation' como responsáveis pela eleição dos políticos representantes dessas determinadas Casas Públicas.

Antes de promovermos nossa ridicularização nacional, espalhando esse vídeo entre os amigos, pensemos que todos nós somos os responsáveis pelos ocupantes das cadeiras existentes nesses três poderes envolvidos, uma vez que foram eleitos pelo povo da Paraíba.

O humor escrachado da trupe do Pânico na TV só veio corroborar com a proposta dos autores do vídeo, promovendo nosso estado como celeiro de maus políticos e de eleitores incompetentes!

Nesse tipo de "Robulation" presumido pelos autores, através de ações eleitorais, não devemos esquecer que é corrupção de mão dupla: corruptor ativo e corruptor passivo; não haveria oferta, se não houvesse a demanda.

"...paraibinha chinfrim"?????

Posted: sexta-feira, 5 de março de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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No auge de toda soberba que preenche as lacunas entre os dois neurônios e o vento que passeia no cérebro do novelista Aguinaldo Silva, autor de roteiros pífios à exemplo próximo de "Senhora do Destino", transpassa nas fronteiras de tempo e do espaço da rede Twitter, seu comentário acerca da análise sociofóbica do quê representa (no seu  restrito entender) Marcelo Dourado, participante da atual versão do programa Big Brother da Rede Globo.

Disse ele:

"@aguinaldosilva Gente, que falta de homem é essa? Esse Dourado do BBB não passa de um paraibazinho muito do chinfrim! Sou mais o Turcão de Rocha Miranda."

Diante do turbilhão de críticas emitidas em direção ao Twitter do próprio emitente da declaração infeliz, faz-se notar mais uma vez, o orgulho enaltecido de um nordestino metido a sulista:

"@aguinaldosilva Não retiro uma palavra do que disse, o Marcelo Dourado não passa de um paraibinha muito do chinfrim!"

Ora, mas por que perco meu tempo escrevendo sobre esse tipo de atitude?!? 

Através da mesma mídia de interrelação social, o apresentador Pedro Bial discorda da afirmativa:

"@PBial Na Paraiba há pessoas muito dignas, trabalhadoras e honestas, me admira @aguinaldaosilva, Pernambucano de Carpina, se achar melhor."

Bom, sabendo que o infame também é nordestino, fica registrado que fomos alvos de "fogo-amigo"... digo, com amigos como este, quem precisa de inimigos?

Esse tipo de desrespeito não se admite: somos todos brasileiros, no sucesso ou no fracasso! É por conta de cidadãos com esta conduta de caráter que nos distanciamos tanto do sonho de uma sociedade igualitária.

Com certeza, Aguinaldo Silva é mais um brasileiro que renega suas origens.

E chega de pejorativar nosso estado na forma de substantivo! "Paraíba" é nome próprio! Escreve-se com letra maíuscula, em respeito aos bravos homens e mulheres que construíram grande parte da História do nosso Brasil, às custas de muito trabalho, inclusive para gerar as riquezas que os estados do Sul e Sudeste hoje detém.

Fica aqui meu repúdio aos comentários preconceituosos de Aguinaldo Silva, o susbtituto de Clodovil Hernandes.

As Indefinições Políticas na Paraíba!

Posted: quarta-feira, 3 de março de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Claro, ano eleitoral, as atenções da imprensa se voltam ao cenário político de forma plena, fazendo com que os detentores de cargos eletivos se sobressaiam, em termos pessoais, às suas representatividades institucionais.

Comumente, líderes partidários se confraternizam com seus confrades; costurando alianças, promovendo intrigas, barganhando com as maiores forças estabelecidas...

Há dois anos, desde os resultados das últimas eleições para prefeito, que os prognósticos para o ano de 2010 já eram discutidos, em suas possibilidades e potencialidades entre os protagonistas e figurantes do findo pleito.

No caso da Paraíba, àquela época, havia dois nomes “de proa”, emergentes na política estadual, despontando como prováveis postulantes ao cargo de governador: Ricardo Coutinho e Veneziano Vital, prefeitos de João Pessoa e Campina Grande, respectivamente.

De oposicionistas aliados à discretos adversários, Ricardo e Veneziano tomaram destinos e condutas díspares, efetivamente, após a cassação do ex-governador Cássio Cunha, no início de 2009.

Com a condução de José Maranhão ao Palácio da Redenção, este ganha a condição de candidato natural à re-eleição, frustrando os correligionários de Veneziano Vital, além de favorecer a definição de Ricardo Coutinho como adversário oposicionista.

Até o acontecer desses fatos, Ricardo Coutinho figurava como “o preferido” para assumir o cargo de governador, ante sua trajetória política desde que fora vereador na Capital, até sua reeleição como prefeito; pela sua conduta gestora e, principalmente, por representar a terceira corrente da política paraibana, em contraponto a bilateralidade impetrada há mais de vinte anos.

A gana pela vitória, digo, por derrotar José Maranhão, fez brotar o fato mais inesperado: Cássio Cunha, extirpado do cargo, adere à candidatura de Ricardo Coutinho, arrebanhando, com ele, toda a leva de aliados dos partidos de direita e extrema direita para dar apoio ao candidato socialista, que (pasmem) teve sua história política traçada, desde sua gênese, com raízes petistas.

A preço de hoje, Ricardo Coutinho assumiu uma dívida de honra com seu eleitorado, uma vez que entra em contradição com sua própria ideologia política. Além do quê, provavelmente deve ter perdido uma boa quantidade de admiradores das demais micro-regiões do estado ao receber o apoio do ex-governador “ame-o ou odeie-o”!

Estamos à três meses do prazo para realização das convenções; portanto, cada dia de 24hs carrega um turbilhão de possibilidades de coalizões partidárias, inclusive as mais improváveis.

De certo, Ricardo Coutinho já se anuncia candidato, com o apoio declarado de Cássio Cunha e alguns peessedebistas de pouca densidade eleitoral, do DEM encabeçado pelo (ainda) senador Efraim Moraes, além da corrente “cassista” do PT.

Pelo lado da situação, José Maranhão, em sua indefectível “trankilidade”, joga com nomes sugeridos pela composição da chapa majoritária com figuras potenciais como Vital Filho, Wilson Santiago, Veneziano Vital além do inexpressivo Luciano Cartaxo, seu atual vice.

Não esqueçamos, porém, que correndo por fora vem a corrente “cicerista” do PSDB que pretende ter Cícero Lucena como candidato a governador, já com o apoio do forte deputado federal Wellington Roberto como pretenso candidato a senador.

De resto, ficam as dúvidas... Teremos até o mês de junho a definição do cabo de guerra no PSDB: far-se-á a vontade pessoal de Cássio, ou a teima de Cícero? E na situação, fica Vené na PMCG, ou sai Vené candidato mas, à quê? E Roberto Cavalcanti? E o padre Luiz Couto? E o PTB de Armando Abílio que chegou a intimar Ricardo Coutinho a aceitar Carlos Dunga como seu vice? E o PDT de Damião Feliciano, que até agora não se pronunciou?

Cantemos: “As águas vão rolar...”

Resgate Histórico: O Banco Industrial de Campina Grande S.A.

Posted: segunda-feira, 1 de março de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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por Emmanuel do Nascimento Sousa

Fundado pelo empreendedor João Rique Ferreira, em 1927, a instituição bancária que funcionava na base do Edifício Rique, na Rua Marquês do Herval, atingiu o ápice das suas atividades financeiras gerando lucratividade para seus sócios majoritários por quase cinco décadas.

 (Balanço Publicado no Jornal do Brasil em 03/02/70)

Foi considerado um dos maiores bancos do país, uma vez que detinha agências distribuídas em treze estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Ceará, Guanabara (Rio de Janeiro), Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Paraná.

Em 1963, foi instituída sua logo. Considerada “um marco” no design brasileiro, foi desenvolvida pelo famoso designer Aloísio Magalhães, responsável pela criação de inúmeras marcas, entre elas, a primeira logo da Rede Globo, a Rosa dos Ventos, em 1965.

Esta logo, que mais parece uma ferradura, até hoje é marca registrada dos empreendimentos subseqüentes da família Rique, a exemplo da Rede Iguatemi de Shoppings Centers, iniciada na capital baiana. 

De acordo com o site do Sindicato dos Bancários de Campina Grande, o banco promovia uma espécie de “caça às bruxas”, punindo com demissão os funcionários que se associassem à entidade, no final dos anos 50.

Cheque do BICG  – Ag.Fortaleza-CE (1970) 

Por outro lado, o BICG foi uma das primeiras instituições bancárias a utilizar o sistema de auto serviço, conforme descreve a novidade o texto publicado na Revista Veja de 03 de março de 1971:


Nos anos 70, o sucessor de João Rique na presidência do banco, o ex-prefeito campinense Newton Vieira Rique, usando de todo seu prestígio social, utilizou-se de uma jogada de gênio para o marketing da instituição ao contratar, como funcionário do banco, ninguém menos que Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, nomeando-o como Diretor de Relações Públicas; agregando sua imagem aos eventos promovidos pelo BICG, principalmente no estado de São Paulo.


Considerado por muitos como “o paraíba que emprestava dinheiro aos ricos do sul”, ou seja, o homem que tirava a corda do pescoço dos empresários do sudeste, Newton Vieira Rique se viu obrigado a negociar a instituição bancária em julho de 1972, sendo a empresa incorporada ao Banco Mercantil do Brasil pela quantia de 126 milhões de Cruzeiros.

Às lágrimas, no Rio de Janeiro, Newton Rique aos 41 anos, comunicara a concretização da transação aos seus executivos, uma vez que lamentava o destino ao qual fora lançado o grande empreendimento bancário nascido da garra do seu fundador, João Rique. 

“Não fosse a mudança brusca nas regras do jogo, na formação dos grandes conglomerados, temos certeza de que teríamos resistido. Faltou-nos um pouco mais de tempo.” (Newton Rique, sobre as razões da venda)

Em homenagem ao empreendedorismo do seu fundador, uma estátua de João Rique foi afixada em frente ao Edifício que leva seu nome, donde funcionou a instituição em Campina Grande, na área batizada como “Monumento João Rique”.

Fontes:
Sindicato dos Bancários de C. Grande (http://www.bancarioscg.com.br/)
Wikipédia (http://pt.wikipedia.org)
Jornal do Brasil
Revista Veja