O Despudor do Crime

Posted: domingo, 10 de janeiro de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Não há o que se discutir!

A sensação de insegurança impera no íntimo de cada brasileiro atualmente.

Já estamos perdendo o interesse em assistir noticiários televisivos pela constante repetição de notícias policiais onde, dia a dia, aumentam-se os assaltos, roubos e latrocínios em todo o Brasil.

São assaltos à mão armada de todos os tipos, seja à estabelecimentos comerciais, agências bancárias, loterias, residências...

Eu tenho uma opinião particular! Inclusive me perdoem se estiver desinformado quanto à existência de alguma pesquisa que comprove minha opinião, de que o atual contexto social - no que tange a ação dos malfeitores - é produto da inimputabilidade prevista no Estatuto do Menor e do Adolescente, implantada no Governo Collor.

Esta condição de "blindagem" operada aos menores infratores permitiu que os mesmos agissem na prática da marginalidade nesses últimos 18 anos fazendo com que os outrora chamados "trombadinhas" alcançassem a maioridade em plena atividade delituosa, proporcionando, paralelamente, o condicionamento de novos menores infratores formados à luz da ação dos "profissionais" do crime, tranformando-os em "mestres" e "pupilos" da arte da bandidagem.

Nesses 18 anos a sociedade presenciou a inversão dos papéis: quem deveria proteger passou a ser cassado e acuado pela massa de marginais que ganharam as ruas sem pudor e com muito poder!

O crime agora é "organizado"! Até arsenal bélico é utilizado!

É comum lebrarmos dos tempos em que ser bandido era vergonhoso e suas ações notívagas dificilmente envolvia uso de violência.

Hoje, após a acomodação dos órgãos provedores de segurança pública, os protaginistas do crime agem diuturnamente, valendo-se de armas brancas ou de fogo, empregando violência exacerbada, exagerada e gratuita contra cidadãos inocentes, não havendo respeito à nenhuma faixa etária.

A evolução social pela qual passamos prenuncia a piora desse quadro de insegurança ao brasileiro.

Temos uma polícia incontingente às áreas de abrangência. Inclusive, havendo grupos de policiais em associação às ações facínoras afins.

O grupo que formulou o conjunto de normas atribuidas ao Estatuto da Criança e do Adolescente interpretou muito mal a máxima que diz que "o mal se corta pela raiz". Inimputar os menores apenas lhes proporcionou um escudo de defesa para a continuidade das suas atividades ilícitas, oferencendo um aporte legal à melhoria das suas práticas utilizadas com o passar dos anos, cometendo delitos e se aperfeiçoando na arte captada em seu meio social.

Dessa forma, o Estatuto da Criança e do Adolescente tornou-se uma fábrica de menores infratores, pretensos criminosos em potencial!

2 comentários:

  1. Anônimo says:

    Temos que rever nossas leis, e até nossa própria constituição. Não somente a do Estatuto da Criança e do Adolescente como outras, que ao invés de combater a violência, age de forma contrária, promovendo a vida fácil que tem os seus infratores em relação a vida das pessoas que vivem cumprindo seus deveres perante à lei.

  1. Concordo plenamente com seu posicionamento meu amigo. Por isso, sou contra o desarmamento enquanto imperar essa impunidade. Ademais, a própria polícia encontra-se impotente diante de tanta proteção legalizada à marginalidade. Ótimo artigo, parabéns!