É por isso que gosto dos anos pares...

Posted: terça-feira, 12 de janeiro de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Muito mal o mês de janeiro anunciou a entrada do ano de 2010 no cotidiano popular, os tradicionais "moídos" de ano eleitoral já afloram nos noticiários políticos locais.

Como de costume, tudo começa com as famosas alianças.

Ontem o ex-governador Cássio Cunha anunciou, pondo um ponto final de forma oficial, que diante de uma decisão pessoal resolvera apoiar a candidatura do prefeito da capital, Ricardo Coutinho, para sucessão do Palácio da Redenção, renegando-se à indicação do senador Cícero Lucena como candidato natural do PSDB.

Desta feita, Cícero sagra-se como "a vítima da vez", dentre as famosas traições pelas quais, constantemente, um dos aliados dos Cunha Lima sofrem, eleição após eleição.

Hoje ao meio-dia, o senador Cícero esteve na Rádio Correio FM, no programa Correio Debate para desabafar pelo detrimento à sua candidatura pelo ex-governador.

Utilizando-se de um monólogo transparente, prática nunca mais verificada pelos nossos políticos contemporâneos, foi exposta uma narrativa cronológica a partir do ano de 2007, quando se firmou o compromisso do seu grupo, tendo Cássio como governador à época, de ser lançado o seu nome, ou o do senador Efraim Moraes, dependendo de quem melhor figurasse nas pesquisas de intenção!

Em meio às práticas de bastidores, um cenário de apoio ao prefeito da capital foi se desenvolvendo entre os correligionários ao longo desses últimos dois anos, culminando na última "pá de cal" jogada pelo próprio Cássio no dia de ontem (11/01/2010).

Alegando que a decisão unilateral do ex-governador atende a intenção de cunho pessoal de "derrotar" a candidatura à reeleição de José Maranhão, Cícero se propunha à abdicar da disputa uma vez que se comprovasse o contrário dessa "sacanagem", conforme prenunciara o próprio senador e que a retirada da sua candidatura representasse o "melhor" para o partido e para a Paraíba.

Frustrado em várias tentativas de usurpar o comando do PSDB, resta ao ex-governador Cássio a disputa dos seus ideais, em contraponto ao próprio Cícero, na Convenção Estadual do partido, no mês de Junho próximo.

Estamos em janeiro! E isso é só o começo...

4 comentários:

  1. "A lua me traiu
    Acreditei que era pra valer
    A lua me traiu
    Fiquei sozinha, louca por você..."

    Não sei porque esse seu texto me traz uma série de "desjavou"... Sabe quando você vive uma situação e tem a certeza de que "ja viu esse filme"?

    Muito boas as colocações, um tanto venenosas, mas muuuuuuuuuito pertinentes... hehehe Gostei demais... Existem "ícones" que precisam ser desmascarados, mas diz um ditado que "o mal de se destrói por si só..."

    Gostei muuuuuuuito...

  1. André Ayres says:

    Eita! Ouvi a entrevista pela Correio Sat Cicero falou tão sereno que parecia um padre. Mas, por outro lado, a questão de Cícero é pessoal também, acho que se fosse outro o nome, invés de Ricardo, ele abria!
    Valeu pelo texto, Emmanuel.

  1. Anônimo says:

    lá lá láaaaaaa
    (acho que já vi esse filme - ou melhor - as suas versões anteriores)
    Valeu pelo texto, Mané!
    Fabiano Sales

  1. J. Junior says:

    Cassio Cunha Lima e foda mesmo. Alem de politico, agora cineasta. Sera o responsavel por nos lembrar um grande classico dos cinemas: "O GORDO E O MAGRO". Primeiro com o gordinho, duas lapadas de Vené. Agora o "Mago" e quem vai levar uma de Zé. Essa quero acopanhar de perto. Sera que o Ricardo ta cego ao ponto de nao enxergar quem e o que ele ta trazendo pra ele?????