Vaticano: L'Osservatore Romano Elogia "The Simpsons"

Posted: sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Inacreditavelmente, fomos surpreendidos com um comentário um tanto quanto inusitado em se tratando de Vaticano.

O períodico local L'Osservatore Romano publicou um artigo no dia 22 de Dezembro último onde disserta sobre a abordagem teológica do desenho norte-americano The Simpsons. E, pasmem, o artigo parabeniza o 20º (vigésimo) aniversário da série televisiva, elogiando a conduta do pensamento filosófico e a visão irreverente da religião proposta por Homer Simpson e Cia.

O artigo, intitulado "As Virtudes de Aristóteles e o donut de Homer" afirma, de forma inusitada, que "Sem Homer Simpson e os outros personagens de pele amarelada, muitos hoje não saberiam rir". E que sua conduta abriu espaço para uma audiência adulta.

Além disso, o autor do artigo propõe a criação de uma "teologia simpsoniana" ante as conversas protagonizadas entre Homer e Deus.

O apelo religioso é comumente utilizado em alguns episódios da série animada americana há mais tempo no ar! Em uma das situações de clemência à intervenção divina, Homer implora "eu não sou normalmente um homem religioso, mas se você estiver aí em cima, me salve...Superman!".

O L'Osservatore Romano conclui seu artigo propondo que a abordagem religiosa na série seria "um espelho da indiferença e das necessidades que o homem moderno sente em relação à fé".

Fonte: G1.com

O Ministério Público Vai Esperar Ser Provocado?!?!

Posted: terça-feira, 19 de janeiro de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Já está na hora do Ministério Público tomar atitudes rígidas em relação a três problemas sérios que vem acontecendo nos sinais de trânsito das áreas centrais de Campina Grande.

A primeira diz respeito a imensa quantidade de papel despejada dia-após-dia com equipes de panfletagens que insistentemente distribuem publicidades de empresas que acham que emporcalhar a cidade é o melhor marketing para seu negócio.

Quilos e mais quilos de papel são jogados, irresponsavelmente, nas vias públicas por cidadãos mal-educados que recebem o panfleto para satisfazer a insistência do seu entregador. Na maioria das vezes, nem atenta para o conteúdo do informativo para tão somente soltá-lo aos seus pés, contribuindo com a poluição ambiental e a sujeira das vias públicas municipais.


À cada dia o número de panfleteiros aumenta: as agências de publicidade precisam aderir à conscientização da utilização de outros mixes de marketing que não atinem para o poluição ambiental das ruas, bem como a abordagem insistente aos transeuntes e motoristas.

Ainda nos sinais, só que ocorrendo na via destinada ao livre trânsito seguro do pedestre, ou seja, na faixa, encontram-se os praticantes de malabares que, de forma irresponsável, utilizam-se da prática circense para "entreter" os motoristas em seus inacabáveis 40 segundos de sinal vermelho.


Ocorre que esses artistas desempenham suas habilidades utilizando-se de produtos inflamáveis, além de tochas acesas com fogo nas pontas, arremessando-as ao alto e resgatando-as alguns metros para um lado ou para o outro, tomando todo o espaço de tráfego de pedestres como se fora um picadeiro, onde pudesse  utilizar de toda sua extensão para expressar sua arte mambembe.


O terceiro caso é a permanência dos menores nos mesmos semáforos centrais promovendo aborrecimento aos motoristas como "limpadores de vidros" dos veículos que param aos sinais vermelhos.

De forma intransigente aportam como prestadores de um serviço dispensável, insistindo na "cobrança" de uma contribuição por parte dos condutores de veículos, dos quais,  uma minoria persiste na cessão desse quinhão que favorece a permanência desses jovens desditosos nas paradas de semáforos de Campina Grande.


Pelo tempo que vem se mantendo (e se expandindo) essa prática, a Curadoria da Infância e da Juventude tem feito vistas grossas à essa prática. Já passou do tempo de tirar esses menores das ruas e privá-los da situação de risco que é abordar um condutor em pleno rush no trânsito campinense, insistindo em fazer algo desnecessário, ou ainda teimando em fazê-lo!

Houve um tempo, durante os anos 90, em que Campina Grande foi assombrada pelos inimputáveis conhecidos como "trombadinhas". Por muito tempo esse termo causava pesadelos nos cidadãos que transitavam pelo Centro da cidade.

Um único magistrado resolveu desabotoar o colarinho, afrouxar a gravata e ir às ruas, pessoalmente comandando a operação, recolher os menores infratores e prover uma sensação de segurança aos homens e mulheres "livres" da nossa cidade.

Campina Grande está precisando da coragem e da determinação de um Manoel Maria Mendes nos dias de hoje!

É por isso que gosto dos anos pares...

Posted: terça-feira, 12 de janeiro de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Muito mal o mês de janeiro anunciou a entrada do ano de 2010 no cotidiano popular, os tradicionais "moídos" de ano eleitoral já afloram nos noticiários políticos locais.

Como de costume, tudo começa com as famosas alianças.

Ontem o ex-governador Cássio Cunha anunciou, pondo um ponto final de forma oficial, que diante de uma decisão pessoal resolvera apoiar a candidatura do prefeito da capital, Ricardo Coutinho, para sucessão do Palácio da Redenção, renegando-se à indicação do senador Cícero Lucena como candidato natural do PSDB.

Desta feita, Cícero sagra-se como "a vítima da vez", dentre as famosas traições pelas quais, constantemente, um dos aliados dos Cunha Lima sofrem, eleição após eleição.

Hoje ao meio-dia, o senador Cícero esteve na Rádio Correio FM, no programa Correio Debate para desabafar pelo detrimento à sua candidatura pelo ex-governador.

Utilizando-se de um monólogo transparente, prática nunca mais verificada pelos nossos políticos contemporâneos, foi exposta uma narrativa cronológica a partir do ano de 2007, quando se firmou o compromisso do seu grupo, tendo Cássio como governador à época, de ser lançado o seu nome, ou o do senador Efraim Moraes, dependendo de quem melhor figurasse nas pesquisas de intenção!

Em meio às práticas de bastidores, um cenário de apoio ao prefeito da capital foi se desenvolvendo entre os correligionários ao longo desses últimos dois anos, culminando na última "pá de cal" jogada pelo próprio Cássio no dia de ontem (11/01/2010).

Alegando que a decisão unilateral do ex-governador atende a intenção de cunho pessoal de "derrotar" a candidatura à reeleição de José Maranhão, Cícero se propunha à abdicar da disputa uma vez que se comprovasse o contrário dessa "sacanagem", conforme prenunciara o próprio senador e que a retirada da sua candidatura representasse o "melhor" para o partido e para a Paraíba.

Frustrado em várias tentativas de usurpar o comando do PSDB, resta ao ex-governador Cássio a disputa dos seus ideais, em contraponto ao próprio Cícero, na Convenção Estadual do partido, no mês de Junho próximo.

Estamos em janeiro! E isso é só o começo...

O Despudor do Crime

Posted: domingo, 10 de janeiro de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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Não há o que se discutir!

A sensação de insegurança impera no íntimo de cada brasileiro atualmente.

Já estamos perdendo o interesse em assistir noticiários televisivos pela constante repetição de notícias policiais onde, dia a dia, aumentam-se os assaltos, roubos e latrocínios em todo o Brasil.

São assaltos à mão armada de todos os tipos, seja à estabelecimentos comerciais, agências bancárias, loterias, residências...

Eu tenho uma opinião particular! Inclusive me perdoem se estiver desinformado quanto à existência de alguma pesquisa que comprove minha opinião, de que o atual contexto social - no que tange a ação dos malfeitores - é produto da inimputabilidade prevista no Estatuto do Menor e do Adolescente, implantada no Governo Collor.

Esta condição de "blindagem" operada aos menores infratores permitiu que os mesmos agissem na prática da marginalidade nesses últimos 18 anos fazendo com que os outrora chamados "trombadinhas" alcançassem a maioridade em plena atividade delituosa, proporcionando, paralelamente, o condicionamento de novos menores infratores formados à luz da ação dos "profissionais" do crime, tranformando-os em "mestres" e "pupilos" da arte da bandidagem.

Nesses 18 anos a sociedade presenciou a inversão dos papéis: quem deveria proteger passou a ser cassado e acuado pela massa de marginais que ganharam as ruas sem pudor e com muito poder!

O crime agora é "organizado"! Até arsenal bélico é utilizado!

É comum lebrarmos dos tempos em que ser bandido era vergonhoso e suas ações notívagas dificilmente envolvia uso de violência.

Hoje, após a acomodação dos órgãos provedores de segurança pública, os protaginistas do crime agem diuturnamente, valendo-se de armas brancas ou de fogo, empregando violência exacerbada, exagerada e gratuita contra cidadãos inocentes, não havendo respeito à nenhuma faixa etária.

A evolução social pela qual passamos prenuncia a piora desse quadro de insegurança ao brasileiro.

Temos uma polícia incontingente às áreas de abrangência. Inclusive, havendo grupos de policiais em associação às ações facínoras afins.

O grupo que formulou o conjunto de normas atribuidas ao Estatuto da Criança e do Adolescente interpretou muito mal a máxima que diz que "o mal se corta pela raiz". Inimputar os menores apenas lhes proporcionou um escudo de defesa para a continuidade das suas atividades ilícitas, oferencendo um aporte legal à melhoria das suas práticas utilizadas com o passar dos anos, cometendo delitos e se aperfeiçoando na arte captada em seu meio social.

Dessa forma, o Estatuto da Criança e do Adolescente tornou-se uma fábrica de menores infratores, pretensos criminosos em potencial!

O STF na Condução do Cotidiano Brasileiro

Posted: domingo, 3 de janeiro de 2010 by Emmanuel do N. Sousa in
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O Brasil, enquanto Estado Democrático de Direito, vive a expectativa das decisões judiciais promovidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), como instituição máxima das deliberações legais.

Para o ano que se inicia, o cronograma de pautas do "Supremo" sobeja em assuntos polêmicos porém, de indiscutível relevância ao cotidiano dos brasileiros, como a decisão que envolve o sindicato dos comerciantes de bares e restaurantes do estado de Sao Paulo, sobre a lei antifumo imposta pelo Governador José Serra ou sobre a chamada Lei Seca que presume o fim do comércio de bebidas alcóolicas nos estabelecimentos margeados às rodovias de todo país.

Um dos temas mais discutidos nos meios coloquiais, influenciados pela conduta eclesiástica entre os quais seus seguidores mais fanáticos, está o entendimento legal acerca do aborto de bebês anencéfalos. O STF deve pôr um ponto final entre a racionalidade científica e a banalização do pensamento cristão por parte de correntes religiosas, em sua maioria, pregadores de hipocrisia quando o assunto não se aplica à sua própria vida ou de alguém do seu próprio seio familiar.

Criado pelo Governo Federal numa tentativa vã de inclusão racial nas instituições superiores de ensino, as cotas raciais promovem um amplo campo de discussão, uma vez que a medida provoca ainda mais racismo quando sugere a incapacidade de disputa natural entre brasileiros afro-descendentes ante os concursos vestibulares realizados nas Universidades Federais. Este é mais uma abordagem a ser definida pela Corte Suprema no ano de 2010.

E não para por aí...

A Lei da Anistia será outro ponto díspare de análise quando deverá ser entendida sua aplicabilidade no alcance, ou não, em sua extensão aos agentes praticantes da repressão contra os opositores políticos ao regime de governo ditatorial,  responsáveis por atrocidades dignas de julgamento na Corte de Haia como "Crimes de Guerra".

Nos últimos anos, a instituição que ganhou mais credibilidade entre os brasileiros, após as decepções ante escândalos sucessivos nas três esferas de governo, no Judiciário e da Igreja, foi o Ministério Público. Esta entidade pode ser impedida de realizar investigações em inquéritos criminais, onde dependendo do resultado, centenas de processos podem ser anulados em todo o país.

E um dos mais aguardados projetos de "salvamento" do povo nordestino, já em execução, pode ser impedido em sua continuidade se o Supremo decidir sobre a manutenção do projeto de transposição as águas do Rio São Francisco, frustrando alguns políticos e milhares de cidadãos que aguardam a perenidade do sistema de abastecimento d´água em suas regiões áridas com o desvio de parte da vazão do "Velho Chico" a vários reservatórios da região mais sofrida com a escassez de água no interior do Brasil.

Enfim, a pauta está posta! O ano promete grandes e ardorosos debates que envolvem temas comuns a várias correntes de defesa. Dependendo de cada corrente envolvida, o fiel da balança do STF penderá para lados improváveis; certo ou errado; favorável ou desfavorável; justo ou injusto!