Blog Retalhos Históricos de C. Grande no Jornal da Paraiba

Posted: domingo, 25 de outubro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Através de uma matéria editada pelo jornalista Astier Basílio, o Blog Retalhos Históricos de Campina Grande foi notícia no Jornal da Paraíba em sua edição dominical.

O Caderno Vida & Arte, em sua página 3 destacou as curiosidades postadas pelos editores Emmanuel Sousa e Adriano Araújo, diariamente, sobre o passado de Campina Grande, em seus mais variados temas, seja esportes, política, fotos, vídeo ou áudio.

Os editores, claro, honrosamente agradecem a Astier Basílio e ao Jornal da Paraíba pela iniciativa de reconhecer o serviço prestado pelo blog, divulgando-o como "...um verdadeiro baú de cultura e memória".

São, apenas, três meses no ar mas que já conta muito da nossa História tão carente de memória física em nossas ruas e prédios.

Enquanto nosso Município não dispõe de um Museu do Áudiovisual, oferecemos nosso prazeroso trabalho de pesquisa, edição e publicação da vasta História da nossa "Venturosa Campina Querida".

O destaque do Caderno Vida & Arte na primeira página remete à transcrição do texto interno, que segue na íntegra:

"Campinenses criam, na internet, um museu sobre a história de CG

Por: ASTIER BASÍLIO

Foi o amor por Campina Grande que fez Adriano Araújo, administrador e bacharel em Direito, e Emmanuel Sousa, administrador e concluinte do curso de Ciências Contábeis, criarem um blog que é um verdadeiro tesouro sobre a história, a cultura, os esportes e, por fim, a tudo que se refere à Rainha da Borborema.

Há três meses no ar, o blog Retalhos Históricos de Campina Grande (http://cgretalhos.blogspot.com) veicula áudios e recortes de jornais sobre acontecimentos e curiosidades relativas à cidade. Há verdadeiras preciosidades como fotos de Marinês jovem ao lado de Luiz Gonzaga, áudios com o discurso do prefeito Newton Rique se pronunciando sobre sua cassação em 1964, além de uma variedade de fotografias sobre pontos da cidade que não mais existem, destruídos pela reforma empreendida pelo prefeito Vergniaud Wanderley, na década de 1940.

“Há muito tempo já colecionávamos material tido como relíquias da nossa História, principalmente na área política. O Blog surgiu como uma solução viável aos nossos intentos, uma vez que dispúnhamos de material e tínhamos a imensa vontade de compartilhar com a comunidade local”, explicou Adriano.

Sobre o material que recebem, os editores informam que tem contado, eventualmente, com o auxílio de amigos “que comungam com o propósito do Blog e nos enviam material valiosíssimo de conteúdos diversos, a exemplo de um senhor de 90 anos, José Modesto, que nos cedeu o áudio do pronunciamento histórico de Newton Rique”, relatou Emmanuel.

A atualização é diária. Os editores quando deram início ao blog contavam com um farto material. À caça de curiosidades e de fatos importantes, Adriano e Emmanuel vão às bibliotecas e pesquisam coleções de jornais. Há algumas matérias que são disponibilizadas. Uma delas, do Diário de Pernambuco, mostra como estava o clima da cidade às vésperas do “dilúvio” anunciado pelo líder da seita da Borboletas Azuis, Roldão Mangueira.

Sobre a perspectiva de transformar o conteúdo em livro, os editores afirmam que dispõem do espaço virtual para falar da história de Campina, pois é um meio barato de difundir o acervo. Mas, advertem: “Se o poder público não agir, como existe em São Paulo os Museus do Futebol e da Língua Portuguesa, utilizando-se da multimídia, nossa História esmaecerá e, aí sim, precisaremos contar com uma edição impressa”."

Jornal da Paraíba, Domingo, 25 de Outubro de 2009


Do Grêmio de Instrução Campinense ao Colégio Alfredo Dantas

Posted: quarta-feira, 21 de outubro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Nossa cidade tem o privilégio de contar em seu cast de estabelecimentos de ensino com a tradição quase centenária do Colégio Alfredo Dantas.

Apesar de, efetivamente, a instituição CAD comemorar 90 anos em 2009, sua história remonta ao século passado, quando nos primeiros anos de 1900 foi construído o prédio do Grêmio de Instrução Campinense, à Rua dos Armazéns (hoje Marquês do Herval), obra creditada aos ex-prefeitos João Lourenço Porto e o visionário Cristiano Lauritzen.

O estabelecimento foi idealizado por alguns abnegados da nossa sociedade que pretendiam prover seus filhos de uma educação mais qualificada que a oferecida pela rede pública de ensino. Antes de se transferir para o edifício, em definitivo, funcionou na sacristia da Catedral de Nossa Senhora da Conceição.

O programa pedagógico do Grêmio de Instrução incluía atividades artísticas extracurriculares, o que fez surgir o primeiro grupo teatral genuinamente campinense, formado por filhos da elite local.

Desativado no ano de 1903, em decorrência da ausência de professores capacitados para atender ao propósito intentado pelos idealizadores da instituição, suas instalações permaneceram à disposição da sociedade campinense como casa de teatro e cinema (em seu prédio funcionou o Cinema Brasil, em 1909) até sua obsolescência cultural transformá-lo em depósito de algodão.

Já em 1930, o Tenente Alfredo Dantas Correia de Góes, que detinha o Instituto Pedagógico desde 1919 (gênese do CAD), solicita à Prefeitura Municipal a autorização para transferir seu Curso Propedêutico de Peritos Contadores para o prédio do Grêmio, instalando em Campina Grande o primeiro curso secundário, onde mais tarde, em 1936, denominara seu educandário com seu próprio nome, nominando-o de Ginásio Alfredo Dantas.

À época do Instituto Pedagógico, havia o hino do educandário, feito na época pelo poeta Murilo Buarque. É claro notar a relação disciplinar entre ensino e prática militar:

"Quando alegre e felizes marchamos
sob o azul deste céu impoluto
sem querer a sorrir exaltamos
o áureo nome do nosso Instituto
Há do livro ser a couraça
e a caneta há de ser o fuzil
para a glória eterna desta raça
que é o orgulho do nosso Brasil."

Com seu falecimento, em 17 de Fevereiro de 1944, a propriedade do educandário é adquirida pelo Professor Severino Lopes Loureiro, membro do corpo docente da instituição, e sua esposa, a Professora Alcide Dantas Cartaxo, ambos fundadores do Colégio Pio XI.

Sob sua direção, o colégio passa por várias reformas e ampliações para adequação do seu espaço físico às necessidades do desenvolvimento paralelo do município e do ensino. Empreenderam-se integralmente à missão de promover o ensino, “...obedecendo ao ritmo dinamizador da cidade que crescia vertiginosamente”.

Em 1960 a Professora Lígia Loureiro, incorpora-se ao corpo docente com o afastamento de Professora Alcide (sua mãe) das atividades pedagógicas, vindo a assumir a direção efetiva do educandário em 1970 com a “aposentadoria” do Professor Loureiro, com o auxílio do seu esposo o Professor Jacinto Neves Santos.

Atualmente a direção da instituição, quando comemoramos os 90 anos da sua fundação desde o Instituto Pedagógico do Tenente Alfredo Dantas, é conferida aos senhores Paulo Gustavo Loureiro Marinho e Sérgio Catão Cartaxo Loureiro, netos do Professor Severino Lopes.

Com o apreço dos dois editores deste blog, ex-alunos saudosistas do educandário, ratificamos o slogan adotado pela atual direção da instituição... “CAD: Formando Cidadãos, Educando para a Vida”.

Fontes consultadas:
www.alfredodantas.com.br/memorial www.alfredodantas.com.br/blog
FONTES, Welton Souto. "Os Cine-Theatros em Campina Grande: Sensibilidades e Representações Sociais nas Três Primeira Décadas do Século XX"

GAUDÊNCIO, Bruno Rafael. “Imagens Literárias da Educação de Campina Grande (1907-1957)"

Minas Gerais, O Berço da Inconfidência

Posted: sexta-feira, 16 de outubro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Apraz-me registrar a viagem, não só geográfica, como também Histórica, que pude realizar nesta última semana, perfazendo parte do chamado Circuito do Ouro, em Minas Gerais, percorrendo a Estrada Real.

Desde pequeno a História do Brasil me fascina e um evento especial que sempre me comoveu foi a Inconfidência Mineira.

A região “das Gerais” sempre esteve em minhas predileções turísticas justamente pela possibilidade de poder conferir in loco um verdadeiro museu vivo, onde eu poderia passear por uma página viva de um livro de História a céu aberto!

Ainda na adolescência, tive o prazer de ler a obra “Tal Dia é o Batizado” do escritor mineiro Gilberto de Alencar, que conta a vida de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, desde sua infância até seu suplício à forca, passando, claro, pela conjuração planejada pelos conhecidos Inconfidentes, escrito em forma de Romance.

Foi este livro que me aguçou a ânsia de conhecer a região por onde aconteceu toda aquela epopéia.

Percorrer a travessia férrea ao som tradicional do trem e dos constantes apitos da Maria Fumaça ou ainda caminhar pelas ruas estreitas de Ouro Preto, Mariana e Tiradentes me trouxe um prazer diferente; um misto de incredibilidade e emoção.

Aquelas estradas, aqueles becos calçados com pedras e seixos com seus sobrados em arquitetura barroca foram palco das inúmeras idas e vindas de uma das maiores pretensões de liberdade intentada contra a Monarquia. Sem falar, claro, no escoamento do ouro usurpado das nossas regiões férteis, levados a Portugal para saciar a soberba da Corte Portuguesa.

Em Ouro Preto tive a única decepção de todo percurso: a proibição de registrar imagens fotográficas ou vídeo no interior do Museu da Inconfidência... Apesar do obstáculo, quase fui às lágrimas ao me deparar com parte da estrutura da forca utilizada para colgar o alferes Joaquim José, o Tiradentes, até sua morte.

Logo à frente do museu, um monumento gigante memorava o local onde afixaram sua cabeça, após o esquartejamento, cumprindo determinação da Rainha Maria I, de Portugal, fazendo-o “exemplo” a todo e qualquer outro semelhante que se opusesse aos interesses Reais.

Exemplo, esse, que o tornou mártir da Inconfidência. Um verdadeiro herói nacional.

Diante de tantos fatos que me comoviam, encerrei meu “périplo” visitando as ruínas da antiga Fazenda Pombal, em São João Del Rey, local onde Tiradentes nasceu e passou parte da sua infância.

Pisar naquele chão, atravessar a ponte sobre o Rio das Mortes e tocar nas paredes de pedra do antigo casarão que acolheram o ainda infante Joaquim José, realmente me emocionaram!

A obra de Alencar me fez imaginar cada detalhe ora vivido naquela fazenda. E eu estava ali, dentro da História... no berço do Herói.

Brasileiros, Uni-vos!!!

Posted: sexta-feira, 2 de outubro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Como se já não bastasse vivermos um ótimo momento da nossa economia, os brasileiros terão a oportunidade impar de sediar, em menos de dois anos, dois grandes eventos do cenário esportivo mundial.

Apraz-me assistir a incontenta emotividade do povo brasileiro ao receber o anúncio do que o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos do ano de 2016!

Em 2014, como já era sapiente, nosso Brasil varonil será o país sede da Copa do Mundo de Futebol.

Portanto, enchamos nosso peito de orgulho e busquemos gritar para todo o globo escutar que o Brasil está vivendo seu melhor momento na Histórial Mundial.

E, claro, o espírito patriota que ainda existe no íntimo de cada cidadão torce para que essa corrente de otimismo nos leve ao patamar mais alto da respeitabilidade econômica mundial.

É na alegria desse povo aguerrido e trabalhador que nosso Brasil se faz grande!

Salve, salve, povo brasileiro...