Extorsão no Parque do Povo (flanelinha é favor ou prestação de serviços?)

Posted: sexta-feira, 29 de maio de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Hoje, 29 de Junho de 2009, terá início mais um "Maior São João do Mundo".
Em 2007, publiquei um repúdio que doravante o período junino que se reinicia, cabe-me repetir tal protesto!

"Nos últimos anos não tenho sido um dos mais regulares freqüentadores do Parque do Povo.

Porém, nesse tempo, tenho me constrangido quando preciso estacionar em seus arredores.

Os terrenos baldios são preparados para receber os veículos e para explorar a situação. Neste ano, são cobrados R$ 10,00 (dez reais) pela estada. Certo! O uso do estacionamento provavelmente manterá o carro seguro.

Quem não pode, não quer ou não encontra vagas nos ‘estabelecimentos’, recorrem às vias marginais.

E aí que vem o pasmem!!!

RUA
[Do lat. ruga, 'ruga', posteriormente 'sulco', 'caminho'.]
S. f.1. Via pública para circulação urbana, total ou parcialmente ladeada de casas.

Qual o direito que tem os populares ‘flanelinhas’ de cobrarem pela permanência dos veículos estacionados nas ruas?!?! Com que autoridade esses contraventores lhe condicionam uma senha informando, inclusive, o valor que deve ser pago à eles?!?!

Nem prefeitura, nem polícia, nem Ministério Público tomaram nenhuma atitude quanto à isso desde o início de sua prática.

Todos têm direito à buscar ganhar a vida de forma digna. Mas, extorsão é demais! Esses patifes devem ser tratados como marginais.

Pra mim, ‘guardador de carros’ em época de São João é uma bando de malandros, aproveitadores, que se utilizam da necessidade dos motoristas para praticar extorsão.

Com a palavra, o Ministério Público, a Polícia e demais órgãos governamentais."

Dois anos se passaram, e a tal prática continua a mesma. Inclusive nos sendo impostas ameaças quando não concordamos com as condições promovidas pelos ínclitos "proprietários" dos pontos públicos de estacionamento.

XIV EJC Catedral - Equipe Trânsito e Sociodrama

Posted: sábado, 23 de maio de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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É impressionante como, depois de tantos anos participando do EJC a gente ainda não tenha se acostumado com essa sensação do pós-encontro!

Que sensação boa; é como se o mundo estivesse em ‘stand-by’ somente pra nós! Tudo parado para que pudéssemos assimilar a intensidade do trabalho exercido em três dias.

Infelizmente, nosso trabalho não foi tão, duramente falando, intenso durante o final de semana, que pudesse deixar a nossa cabeça martelando as lindas e profundas músicas que são entoadas pela Bandinha ou pela Vigília, ou quem sabe pelo corre-corre que envolveu a Cozinha, ou o Lanchinho...

Mas, com certeza, durante essa semana, em nossa lembrança ficaram lampejando de minuto em minuto um dos cerca de 140 jovens que nos olhavam fixamente desde as 18:00 da sexta-feira... Quem sabe até procurando um sentido para haver um bando de malucos fantasiados, agindo como professores do ensino infantil e, além de tudo, tentando mostrar que, naquilo tudo estava a presença de Deus.

É difícil discernir, na ótica do encontrista, que tudo que o circunda, naquele momento, tem um propósito. E, como fora possível transparecer este propósito através da equipe do Trânsito e Sociodrama de 2009?

Eu vos digo!

Através da integração de um grupo de jovens altamente descontraídos, sem exceção, que abraçaram o intento da equipe e doaram-se ao máximo nesse findo XIV EJC da Paróquia da Catedral.

Como já dissera, ainda não me sinto no papel de “casal” ante as atribuições desenvolvidas em minhas últimas participações no EJC... Claro, minhas responsabilidades multiplicaram-se, mas, meu espírito no EJC ainda é o mesmo desde aquele longínquo mês de Agosto de 1995.

O melhor ainda, é aliar essa condição à experiência acumulada.

Apraz-me viver e reviver momentos felizes a cada novo ano... foi preciso meu retorno em 2007 pra ter certeza do quanto esse ambiente me fez falta!

Se, mais uma vez, me senti enaltecido neste ano, é porque a presença de vocês me fez bem.

Independente da ausência que cada um promoverá na convivência do outro, a partir de hoje, a lembrança que ficará, pelo menos pra mim, é aquele abraço coletivo e fraterno no encerramento do encontro, onde “fotografamos” a alegria espontânea transfigurada em sorrisos e lágrimas que pacientemente escorriam pelas nossas faces.

Minha caminhada difere, e muito, da que vocês vêm percorrendo... já estou lááááá na frente (risos). Mas, de vez em quando, eu dou uma parada para me abastecer. E, meu reabastecimento dessa vez durou cerca de dois meses, e o combustível que usei foi a irreverência, a alegria, a espontaneidade, a doação, a simpatia, a beleza, o companheirismo e o sorriso de cada um de vocês.

Muito obrigado por me fazer tão feliz. Um beijão bem grande e um forte abraço no coração de cada um de vocês, integrantes da equipe Trânsito e Sociodrama do XIV EJC da Paróquia da Catedral.

O Ridículo da “Lista Fechada”

Posted: quinta-feira, 7 de maio de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Já não bastasse termos de votar consciente e, sempre, este nosso voto não fazer a diferença ante aos que se elegem, eleição após eleição, nos próximos dias o Congresso Nacional poderá por uma imensa pedra sobre nosso direito democrático e constitucional de escolher “nossos” representantes nos cargos legislativos.

Trata-se do polêmico Voto de Legenda, onde o eleitor votará, apenas, na sigla partidária ao qual seu candidato de preferência está filiado. Entretanto, seu voto em nada vale, diretamente, para satisfazer sua vontade em escolhê-lo, uma vez que seu voto será direcionado a atender uma lista de preferências elaboradas pelos caciques dos diversos partidos que componham determinada disputa.

Através dessa tentativa de expurgar nosso direito da livre escolha por meio do voto, em sendo aprovada esta medida de modificação no processo eleitoral, o povo brasileiro não mais terá a liberdade de votar no candidato “A” ou “B”. O eleitor estará contribuindo para eleger os candidatos dispostos em uma lista em que os eleitos atenderão a ordem preferencial que vai desde o principal candidato, até o humilde cidadão detentor do direito de ser votado que, por ventura, decida disputar um mandato eletivo, para quaisquer dos cargos à nível legislativo.

Em se tratando de política brasileira, bem sabemos que esta tal lista se tornará um leilão entre aqueles que queiram se dispor nas primeiras posições dos principais partidos políticos.

Além disso, é o passo que faltava para o determinante processo de perpetuação de determinados senhores nos seus mandatos eletivos.