O Retorno do Promissor!

Posted: sexta-feira, 27 de março de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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E, depois de alguns anos, eis que me empolgo para o início de mais uma temporada do Campeonato Mundial de F-1.

Depois da “Era Schumacher” a Fórmula 1 tomou o rumo do ostracismo e da monotonia. A falta de talento (ou quem sabe, competência) na categoria levou o alemão a destruir toda e qualquer possibilidade de rivalidade entre os pilotos “de ponta” enquanto dominou cinco, dos sete campeonatos conquistados.

Nesse ínterim vibramos com a ascensão do então promissor Rubens Barrichelo ao posto de segundo piloto da equipe Ferrari. Infelizmente, esse período não lhe trouxe as benéfices que uma equipe como a Ferrari poderia render a qualquer piloto, desde que não fosse o companheiro de Michael Schumacher!

A ausência de pilotos brasileiros em condições de disputar vitórias e títulos durante esses anos do domínio Ferrari/Schumacher fez cair vertiginosamente os índices de audiência das corridas e, conseqüentemente, o interesse geral pela categoria.

Nos últimos dois anos, Felipe Massa protagonizou bem na Ferrari, porém, a imaturidade o impediu de conquistar, pelo menos, um campeonato mundial.

Por outro lado, em 2008, assistimos a estréia do herdeiro do clã Piquet, o Nelson Ângelo, que pouco acrescentou aos mais aficionados fãs que não o viu brilhar, claro, salvas as inevitáveis comparações que seu sobrenome impõe!

A esperança de termos outro grande sobrenome de volta ao “circo” da F1 recaiu sobre Bruno Senna que ainda foi cogitado como novo piloto da equipe Honda para 2009. Porém, a crise financeira mundial fez com que a Honda fechasse sua divisão de monopostos e, conseqüentemente, seus prováveis pilotos Bruno Senna e Jenson Button ficaram “desempregados” com a inatividade da montadora a categoria.

Numa reviravolta impressionante, o então chefe de equipe, o conceituadíssimo Ross Brawn capitaneou o processo de compra da escuderia em nome dos funcionários, fazendo surgir a BrawnGP e, de quebra, re-integrando o experiente Rubens Barrichello para trazer seus conceitos e acertos para o desenvolvimento do novíssimo carro batizado de BGP01.

Para quem já estava considerado ultrapassado e “aposentado”, Rubinho fez os melhores tempos nas semanas de testes no circuito de Jerez De La Frontera, devolvendo-nos o velho frio na barriga que sentíamos a cada pré-temporada à espera da formação do primeiro ‘grid’ de largada, contentando-nos com a possibilidade de uma estréia vitoriosa.

Neste domingo, na velha madrugada, também estarei alinhando de frente à TV, para mais uma abertura de temporada, desta que promete ressuscitar nosso Barrichas e, quem sabe, consolidar as carreiras de Felipe Massa e Nelson Angelo Piquet.

Per mea culpa, mea maxima culpa!

Posted: sábado, 21 de março de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Infelizmente, de forma inconsequente, me utilizei de figuras de linguagens inapropriadas e ofendi alguns profissionais da medicina que, além de operadores em saúde, são meus amigos.

Portanto, junto ao meu pedido de desculpas, tento me retratar à todos, com o texto enviado pelo Dr. Tarcísio Costa Guerra (meu amigo Beto Guerra) que deu uma verdadeira aula de como funciona, cotidianamente, os PSF municipais, me fazendo reconsiderar minhas palavras, da forma como foram colocadas e entendidas!

"Digaê Manneh!!

Concordo sobre as dificuldades da saúde pública e do PSF. Realmente o PSF é lotado por médicos recém formados ou em fim de carreira...mas é um programa excelente pois constitui uma grande porta de entrada e acesso à população.

Ele serve para não só curar mas, principalmente, prevenir as doenças. Constitui uma verdadeira triagem (!!) dos pacientes, a maioria são tratados lá e os demais são encaminhados para serviços secundários e terciários. Tentando diminuir, dessa forma, a procura aos hospitais.

Os médicos recém formados são aptos a exercer tal medicina pq constitui atendimento primário. O grande problema está nos médicos que estão saindo aos montes de escolas particulares que não dispõe de uma boa formação acadêmica, por não ter hospital-escola adequado, e que não conseguem fazer uma triagem no que precisa e não precisa encaminhar ao grande centro e acaba por lotar estes hospitais.

E num vá pensando q é dinheiro fácil não pq nos submetemos a morar em outra cidade, sem estrutura nenhuma, viajar semanalmente por estradas horríveis e ter q cuidar de mais de 1000 famílias (muito mais do q o recomendado pelo ministério da saúde).

Rapaz, acho a proposta do PSF excelente...imagina que qualquer pessoa que adoeça na cidade pode correr e ir se consultar num posto logo ali perto da sua casa, e aqueles pacientes acamados podem receber a equipe em sua casa, que fazem palestras de esclarecimento sobre as principais doenças como hipertensão, diabetes, além do planejamento familiar.

Agora o problema que vejo esbarra na educação do povo. Não se melhora a saúde de um município colocando médico, enfermeira, dentista...se a população não tem esclarecimento o suficiente para ter certos hábitos de higiene, tomar medicação, fazer dieta correta.

Acho que se colocar um médico por habitante ainda assim não resolve o problema, é preciso que se dê o mínimo de educação ao povo.

Sobre a superlotação dos hospitais e sobre os pacientes terem AVC's no corredor creio que pouco é culpa do médico. Enquanto um sofre AVC, outro sofre um tiro...este aqui tem preferência pq pouco se pode fazer com um paciente após AVC, o mais urgente é realizar uma tomografia.

Há superlotação hospitalar pq há poucos recursos, há poucos leitos. Demanda alta acaba por priorizar os atendimentos para aqueles que tem mais chance de sobreviver e são mais jovens. infelizmente é assim que acontece, aquele velhinho com 70 anos e AVC tem poucos anos de vida, se chega uma criança com crise asmática vai ter atendimento prioritário.
Beto, pobre defensor dos médicos oprimidos :D"

Quando teremos Saúde Pública com Dignidade?

Posted: sexta-feira, 20 de março de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Ao testemunharmos, de forma grotesca, os casos ocorridos no âmbito do atendimento em saúde promovido pelos hospitais da rede pública, Brasil afora, constatamos um imenso descaso patrocinado pelos próprios operadores da saúde.

É lastimável assistirmos, dia após dia, a repetição das mesmas reportagens sobre superpopulação e mau atendimento nos hospitais e ambulatórios.

Nos últimos anos o governo federal destinou boa parte da arrecadação da extinta CPMF para manutenção do Programa de Atenção Básica, o PAB, que contemplou todos os municípios da federação com pomposos repasses financeiros, repassando também a autonomia dos mesmos aos gestores municipais.

Essa atitude foi uma espécie de ‘lavagem das mãos’ da União em relação ao processo de melhoria da qualidade de vida dos cidadãos brasileiros junto ao setor de saúde pública.

De fato essa verba da Atenção Básica em muito ajuda no desenvolvimento das atividades cotidianas dos municípios.

Porém, há de se convir que a maior fatia desses repasses, nos menores municípios, é destinada a agraciar os médicos que se propõem a atender os munícipes, através do Programa Saúde da Família.

O PSF, como é mais conhecido, acabou se transformando em uma espécie de ‘Bolsa Medicina’; os altos valores propostos aos médicos para que atuem nas cidades de interior atraem, em sua grande maioria, os recém-formados que buscam, através desse, consolidar o tão desejado ‘pé-de-meia’ antes de decidirem a área médica de sua futura atuação e, posteriormente, buscarem suas vagas nas mais concorridas residências médicas existentes, principalmente, no sudeste do país.

Acontece que nem com tantos (??) médicos da família supre-se a demanda por atendimento, haja visto que o PSF atém-se ao atendimento primário, com intentos preventivos e, ainda que obtendo bons resultados, inflam-se os grandes centros médicos metropolitanos com casos específicos e que fogem ao cotidiano da clínica-geral.

Ou os governos se unem para encontrar soluções concretas de gestão para tornar a saúde pública prioridade, ou o caos perdurará e continuará promovendo as cenas mais lastimáveis e chocantes, como a última exibida pelo Jornal Hoje da Rede Globo em 17 de Março, registrando o exato instante em que uma paciente acometida de um AVC padecia em um leito improvisado em um corredor, enquanto aguardava vaga na UTI desde o último sábado, passados três dias...

Qual o verdadeiro propósito de Veneziano II ?

Posted: sexta-feira, 6 de março de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Agora confundiu tudo... DE VEZ!!!

Durante a campanha para re-eleição, Veneziano percorreu o périplo sozinho, sem a participação maciça de Zé Maranhão ou Ricardo Coutinho: começou a se cogitar seu intento em disputar, futuramente, o cargo de Governador.

Vencida a guerra pelo Palácio do Bispo, assegura-se, ainda que camuflada, a candidatura de Veneziano ao Governo Estadual.

Provinda a cassação de Cássio Cunha Lima, uma pá de terra é jogada nas intenções de Vené: Maranhão, detentor do cargo atualmente, é candidato natural à re-eleição em 2010!

Criou-se uma expectativa gigantesca acerca da nova equipe de assessores de primeiro escalão do Governo municipal após a nova conjuntura política estadual.

Com um atraso administrativo de dois meses e cinco dias, a “nova” equipe de governo foi anunciada na manhã de hoje (06.03.2009), caracterizando (em sua maioria) apenas a nova acomodação das mesmas peças do Governo I, mudando-se suas atribuições de responsabilidades.

Depois de tanto suspense, Veneziano gera apenas uma mudança tática, ao invés de técnica, movendo os mesmos nomes para diferentes pastas.

Entre vantagens e desvantagens, um dos maiores prejudicados foi ele mesmo, ao destituir o vice-prefeito José Luiz Júnior do cargo de Coordenador do Fome Zero, descumprindo uma promessa pretérita.

“Daqui pra frente, Veneziano cuide da vida dele, que eu cuido da minha! A única coisa que ele não conseguirá tirar, é meu mandato de vice-prefeito, conquistado pelo voto popular.” Foram as palavras de insatisfação de José Luiz à imprensa pessoense, utilizando de um tom característico de quando se anuncia um rompimento político.

Ao preferir nomear um desconhecido indicado pelo PT local (que já estaria sendo agraciado com o mandato do suplemente Perón Japiassú) Veneziano parece ter dado um tiro-no-pé, destruindo a bem-sucedida parceria com seu vice.

As coisas que já andavam confusas, de agora em diante, tomarão rumos desconhecidos e despropositais após esse mal estar promovido no “início” do Governo Veneziano II.