A Reforma Ortográfica em Tempos de ‘Chats’

Posted: sábado, 31 de janeiro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Com o objetivo de equanimar (sem trema!) a escrita nas nações que adotam a língua portuguesa - oito países no total - em 1º de Janeiro próximo passado entrou em vigor a nova regra ortográfica a ser adotada pelos brasileiros.

Entre as novidades, está a adição das letras “k”, “w” e “y” ao alfabeto oficial, passando a ser composto por 26 letras, o óbito do trema, ditongos abertos em palavras paroxítonas não são mais acentuadas (assembleia, colmeia, plateia), hiatos “oo” e “ee” também não têm mais acentos (creem, voo, enjoo), enfim, uma gama de regras chatas e enfadonhas que, para os que já se consideravam ‘alfabetizados’ trará um gigantesco desconforto em produções textuais futuras.

Todo esse dilema entre “antes” e “agora” das palavras trás um desafio ainda maior aos educadores, que têm de lidar com a difícil adaptação e posterior implantação definitiva das novas regras, ao linguajar do cotidiano juvenil repleto de contrações e invenções amplamente utilizadas nos ‘chats’ e ‘e-mails’ através da internet.

Enquanto estes mesmos educadores terão a obrigação pedagógica de reeducar (isso mesmo, sem hífen!) ou até mesmo reensinar a escrever algumas palavras, seus alunos desconsiderarão as lições escolares à cada momento em que sentarem-se em frente ao computador e digitarem a primeira saudação ao contato ‘on-line’ do MSN:

“Oi, td beim c/ vc?”

E, quem sabe, até o receptor responderá:

“Q nd, to naum!”

Acerca das novas regras ortográficas, alguns críticos portugueses acusam as medidas como sendo uma forma de “abrasileirar” a língua pátria lusitana. Porém, diante do cyber-exemplo acima, alguém crê que a busca burocrática por novas regras e mudanças bruscas na escrita é coisa de brasileiro?

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