E lá se vai 2009...

Posted: sexta-feira, 25 de dezembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Costumo tratar os anos ímpares como “de transição”. No Brasil, principalmente, onde se vive à base de política e eleições à cada dois anos, coincidindo com os anos pares; 2009 já se despede do calendário mundial.

É primaz ressaltar que a grande contribuição do ano que se finda à História brasileira é que, foi no primeiro semestre deste que aconteceu o fato inédito mais inesperado de todos os tempos: o Brasil tornou-se credor do FMI, grande algoz da nossa economia nas décadas de 70, 80 e 90.

E mais: no mês passado o Ministro Güido Mantega anunciou que o aporte de US$ 10 bilhões disponibilizado fora reajustado para US$ 14 bilhões, permitindo que o Brasil exerça poder de veto junto às decisões do Fundo Monetário Internacional.

Partidarismo à parte é preciso que reconheçamos a competência da equipe ministerial da Fazenda Nacional que soube trilhar sobre o planejamento traçado em 1993 com o Plano Real, que definitivamente equacionou nossa deficiência monetária, fundamentando nossa economia, com perspectivas (em longo prazo) de tornar o Brasil uma grande nação de economia equilibrada, moeda forte e potencialmente forte junto ao mercado internacional.

Em 1994 tudo parecia mais uma aposta vã de mais um plano econômico, dentre tantos lançados nos últimos 20 anos.

Porém hoje, 15 anos após, constatamos que os alicerces planificados foram bem fundamentados e nosso Brasil é hoje uma das potências emergentes na economia global.

Isso sem contar que fomos o último país a “entrar” na grande crise financeira mundial e o primeiro a sair, uma vez que dispomos de medidas satisfatórias que promoveram o aporte necessário para que não sentíssemos os efeitos maciços do efeito cascata ao qual se inseriu as grandes potências econômicas mundiais.

Como não poderia fugir à regra, fica uma nódoa quando fechamos o noticiário nacional de 2009 com mais um flagra de corrupção eleitoral. Servirá como elemento midiático para o processo eleitoral do ano vindouro, no Distrito Federal.

De qualquer forma, no Balanço Geral, este ano foi realmente atípico! Não precisou de uma Copa do Mundo ou de uma Olimpíada para que o brasileiro tivesse orgulho da sua Pátria, ainda que pelo pouco tempo em que a mídia reservou para divulgação de notícias que inflasse nosso ego patriota.

São prognosticações de que dias melhores virão. E esses dias não estão muito longe do nosso alcance.

Que, a partir de 2010, tenhamos em nosso cotidiano um conjunto de Notícias que nos remetam à Esperança de que nossos maiores intentos serão conquistados e nossos projetos estarão sempre contíguos.

Lula disse o que todos queriam dizer, mas não tiveram coragem!

Posted: sábado, 19 de dezembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Ontem, mais uma vez, as imagens que correram a mídia jornalística brasileira nos encheu de orgulho!

Depois que a imprensa mundial tentou menosprezar a figura do Presidente Lula (e do Brasil) por receber a visita do Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, aquele que é o algoz da vez do Governo Americano, toda a cúpula internacional que participava da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças no Clima (COP-15) realizada em Copenhagem, ouviu o que não quis mas que todo mundo queria falar e não tinha coragem!

O Brasil, na figura do seu líder emergente falando de improviso, foi amplamente aplaudido no discurso em tom de desabafo, afirmando em palavras metafóricas que o problema do clima não se resolvia por falta de iniciativa e que, somente um milagre resolveria o impasse em torno de um acordo climático naquela conferência, na certeza de que o encontro mais uma vez frustaria a expectativa dos habitantes do planeta Terra.

O presidente americano frustrou a todos com seu discurso corporativista. Sua proposta era de que os países pobres fossem os primeiros a tomar as iniciativas de controle ambiental... Ora, e não são os países ricos, as grandes potências industrias, os maiores emissores de poluentes na atmosfera?!

Mais uma vez, ponto pra Lula!

Ao final do fórum de ontem, alguns líderes se reuniram em separado, entre eles o nosso Luís Inácio que, posteriormente, foi convidado pela assessoria do governo americano para uma conversa à portas fechadas com o presidente Barack Obama!

Definitamente, estamos em outros tempos.

Como já disse antes, não somos mais o aterro sanitário do planeta. Nosso Brasil se impõe muito além do que o futebol pode promover. Somos, atualmente, uma das economias mais sólidas como país de terceiro mundo e em processo franca ascensão.

Só lamento que o mandato daquele que poderia ser o maior líder internacional, esteja em seu final, sem perspectivas de conseguir eleger seu candidato postulante que, em vias de regra, o tornaria nosso Ministro de Relações Exteriores, haja visto seu imenso prestígio internacional.

E eu que achava que FHC era o cara!

Portal Notícia Esperancense

Posted: terça-feira, 15 de dezembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Através da iniciativa do estudante Rodolpho Rafael, jovem de 19 anos morador da cidade de Esperança, micro-região do Brejo paraibano, a nossa "blogosfera" estará sendo provida de mais um portal de informações.

O portal Notícia Esperancense será lançado no dia 19 de Dezembro próximo, em uma solenidade na Câmara Municipal de Esperança, onde serão entregues comendas a personalidades de destaque local, por parte do Poder Legislativo, como também a premiação do "Top Esperancense", realizada através de enquetes na internet junto aos leitores do Blog Notícia Esperancense.

Blog, este, que conseguiu uma gama de mais de 49.000 acessos em seu curto espaço de tempo presente na grande rede, servindo de canal informativo da cidade de Esperança e região para todo o compartimento estadual. Fato este que motivou a necessidade da expansão do blog à condição de portal de notícias!

Além do conteúdo informativo, o Portal Notícia Esperancense contará com uma equipe de colunistas, em suas diversas áreas de enfoque, contribuindo com suas produções textuais aos leitores do site.

Desta feita, me incluo nesse grupo, como responsável pela coluna XEQUE-MATE, a fazer parte do cast de opções de leitura oferecido pelo Portal Notícia Esperancense, que estará disponível para acessos a partir do dia 19 de dezembro de 2009.

Parabéns ao amigo Rodolpho Rafael pelo convite, como também pela iniciativa corajosa, independente e pioneira na cidade de Esperança!

O Fenômeno Chico B

Posted: terça-feira, 8 de dezembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Através de uma composição de estudantes, boêmios e profissionais liberais afins, no ano de 1961, Campina Grande vivenciou um dos fatos mais memoráveis da História da nossa política: O Fenômeno Chico B.

Francisco de Almeida Batista, figura de extrema simpatia, de muitos amigos e freqüentador da boemia local, desenvolvia a profissão de barbeiro (daí derivava-se o “B” do seu apelido) naqueles anos quando foi alçado à condição de pré-candidato a Deputado Estadual representando as minorias ditas cansadas de eleger políticos “inoperantes”.

De acordo com o staff de colaboradores à época, Chico B representava a figura do homem simples, a quem se poderia credenciar como símbolo de honestidade por não possuir os vícios políticos, além de ser uma candidatura emanada do próprio povo.

Se soou como ironia no início, o propósito da idéia tomou conta da cidade!

Vários foram os eventos promovidos para arrecadação de fundos para campanha: passeatas, carreatas, comícios... Em todos havia garrafões gigantes onde eram depositadas as contribuições financeiras utilizadas na pré-campanha.

Diante da proporção com que o intento “tomava corpo” nas ruas e conquistava a simpatia dos comerciantes e dos populares locais, a alta cúpula política agia nos bastidores para que o pretenso candidato não conseguisse filiação partidária que lhe fornecesse legenda permitindo-lhe efetivar-se candidato em 1962.

Às custas de várias tentativas vãs de obter tal filiação, a candidatura de Chico B não procedeu, frustrando assim a possibilidade da gênese de uma candidatura surgida do próprio seio popular.

Vários foram os manifestos pró-Chico B editados nos jornais da época, tanto em apoio à causa, como de crítica a postura dos “caciques” dos partidos políticos por não concederem o direito da postulação. Entre as personalidades locais que expediram suas opiniões nos periódicos estão o jurista Agnello Amorim e o professor Stênio Lopes.

A TV Itararé, grande incentivadora da cultura local, desenvolveu sob a produção da jornalista Fernanda Lacerda no programa Diversidade a matéria que reproduzimos a seguir, a partir do resgate histórico promovido pelo blog Retalhos Históricos de Campina Grande.

Brasileirinhas de Luto

Posted: sexta-feira, 4 de dezembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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É interessante traçarmos um paralelo entre as produções cinematográficas nacionais nas últimas três décadas: nossas maiores produções voltaram ao cenário do mercado pornográfico!

O cinema nacional caiu no ostracismo nas décadas de 70 e 80 justamente por produzir, quase que em sua totalidade, filmes de cunho pornô, nas chamadas “pornochanchadas”.

Atores que hoje em dia fazem parte do cast da Rede Globo, como Antonio Fagundes, José Wilker, Antonio Fagundes, Cláudia Raia, Edson Celulari, entre outros, iniciaram suas carreiras interpretando personagens medíocres em filmes desse gênero que eram produzidos aos montes com pouca verba.

Com o fim dos subsídios financeiros do Governo Federal através da Embrafilmes, no governo Collor, no princípio dos anos 90, as produtoras entraram em colapso financeiro e, aos poucos, o cinema nacional foi conduzido ao limbo, deixando-nos por muitos anos sem filmes brasileiros.

Este período de entressafra foi primordial para que, anos mais tarde, surgissem novas e primorosas produções cinematográficas, com roteiros inteligentes, atores brilhantes e filmes fantáticos, como “O Quatrilho” e “Central do Brasil”.

Neste novo cenário, as pornochanchadas se reencontraram com o público brasileiro há alguns anos com o “prestigiado” selo “Brasileirinhas” de cinema pornô. Sucesso de vendas, as distribuidoras negavam mas os cachês dos atores giravam em torno dos 300 mil reais, porém a pirataria reduziu estes valores pela metade.

Foi esse estrondoso sucesso de distribuição que atraiu personalidades artísticas anônimas, ou já conhecidas do público para o mercado pornográfico. Além da promessa de um cachê milionário, outro fator torna-se preponderante aos que já provaram dos “cinco minutos de fama” algum dia: a possibilidade de retorno à mídia.

Nesse contexto, inserem-se: Alexandre Frota, Matheus Carrieri, Vivi Fernandes, Regininha Poltergeist, Gretchen e Rita Cadillac. E, aproveitando a passagem do “cavalo selado”, Tammy Gretchen, Júlia Paes (que figurou como namorada da Tammy), Márcia Imperator (dos Teste de Fidelidade do Programa de João Kléber), Carol Miranda (sobrinha de Gretchen – essa levou a família toda pro gênero!).


Mas, até agora, nenhuma outra celebridade chamou mais atenção da mídia que a atuação da ex-global Leila Lopes no filme “Pecados e Tentações” estreando como mais uma celebridade do selo Brasileirinhas, nesse novo contexto do cinema pornô nacional, protagonizando dois filmes.

Nesta semana, todos os brasileiros foram surpreendidos com a notícia do seu falecimento, sendo-lhe creditado como suicídio.

E, como o título sugere, o selo Brasileirinhas contabiliza sua primeira “baixa”.

Sejam quais forem os motivos do falecimento da Leila, sua morte pode ter servido para acender a luz amarela em relação a outras ex-celebridades que por ventura estejam na lista das abordagens desse novo mercado do cinema nacional. O retorno ao circuito midiático, através desse caminho, pode ter um preço altíssimo a ser pago, sua própria integridade!

Brasil, quem te viu, quem te vê!

Posted: quinta-feira, 26 de novembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Tenho muito nítida em minha memória uma entrevista concedida por Cid Moreira, então âncora do Jornal Nacional, o jornalista de maior credibilidade no Brasil até ser usurpado da cadeira de apresentador do noticiário mais influente do país.

Esta entrevista foi colhida nos famigerados Anos 80, pela também apresentadora da Rede Globo, Leda Nagle, para o Jornal Hoje, quando o Brasil não dispunha de nenhum crédito financeiro junto a entidades corporativas internas, externas, muito menos ao próprio povo brasileiro.

O peculiar em sua oitiva era que, diante da imagem de descrétido que nosso país apresentava, lhe fora perguntado qual a manchete que ele sonhava em anunciar no Jornal Nacional. Sua resposta não precisou mais do que o tempo de um piscar de olhos: "...a manchete que sonho um dia anunciar é: Brasil empresta 100 milhões de dólares aos Estados Unidos!".

Pois bem! E eis que, vinte anos depois desse desejo, nosso Brasil propõe uma imagem totalmente diferente da que era visualizada àquela época.

Alguns meses atrás foi William Bonner, atual âncora do Jornal Nacional, quem anunciou uma manchete que inflaria o peito de Cid Moreira de orgulho, noticiando que o Brasil (pasmém!) disponibilizaria um aporte de US$ 10 bilhões ao FMI, Fundo Monetário Internacional (grande algoz do nosso país em épocas de inflação), para o programa "New Arrangement to Borrow" (Novo Arranjo para Empréstimos).

Ou seja, viramos o placar do jogo!

A entidade que antes sufocava o Ministério da Fazenda, ao ponto de exigir que cada novo ministro lançasse planos e mais planos econômicos objetivando amenizar a crise financeira que teimava em nunca nos abandonar, agora é que recorre ao nosso prestígio financeiro, em constante crescência junto à comunidade internacional.

Como se já não bastasse este regozijo, hoje foi anunciado pelo Ministro Güido Mantega um aumento nesse aporte! O valor disponibilizado pelo Brasil ao FMI passa de US$ 10 bilhões para US$ 14 bilhões.

Com isso, o país (que integra o G20) passa a ter poder de veto junto as decisões do FMI relacionadas com o programa que servirá para ajudar os países com problemas econômicos diversos e para incentivo às exportações e importações.

Este é o nosso novo Brasil, quem te viu... quem te vê!

O Tempo não Pára, mas Devia ser Revisto!

Posted: segunda-feira, 23 de novembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Na semana passada, mais uma vez, me decepcionei com outro programa biográfico exibido pela Rede Globo, abordando o anárquico Cazuza como o mártir do Rock nacional.

Depois de ter sentido náuseas assistindo ao longa metragem de Walter Carvalho, produzido em 2004, protagonizado pelo ator Daniel de Oliveira, mais uma vez me senti estarrecido pela forma como se idolatram os piores exemplos de figuras da nossa cultura.

Até parece que a prática da vida devassa e insana foi o pré-requisito para que Cazuza fosse alçado à condição de eterno ídolo da MPB.

Cazuza, representa tudo de negativo que um ser humano pode possuir: mimado, insolente, orgulhoso, anárquico, viciado, promíscuo...

Tudo bem que existe o ponto de vista dúbio presente em ambas as produções: o cara foi ídolo de uma geração por compartilhar do que era modismo em sua época e/ou foi vítima da sua própria vida transloucada repleta de abusos e exageros.

Um e-mail no estilo carta-aberta vem circulando na internet nos últimos dias, como se tivera sido escrito por uma psicóloga (assina como "Karla Christina"), indicando o grau de insalubridade ao qual nossas filhos estão expostos diante do culto às práticas marginais por parte dos ícones culturais de grandes massas, como os apresentados nos longa-metragens e nos programas de TV.


Ela diz que a morte de Cazuza pode ser creditada à falta de rigidez na educação promovida pelos seus pais, nas figuras de uma mãe que "vivia para satisfazer as vontades do filho" e de um pai omisso que preferiu afastar-se das responsabilidades paternas, ante as atitudes geniosas do unigênito.

Independente de quem tem culpa no produto final, gerado na figura de um jovem rico e irresponsável, que viveu exclusivamente para chocar e confrontar tradições, a imagem que é passada para os seus fãs, entre eles essa nova geração de jovens, filhos da geração 80's, prefere abordar a imperfeição moral do indivíduo às suas produções musicais.

Aliás, músicas estas, tão mais construtivas para se edificar sua imagem de ídolo da Música Popular Brasileira e do Rock Nacional. 

Viver a Vida: Ao Som da Boa Música

Posted: segunda-feira, 16 de novembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Elogiar os roteiros criados por Manoel Carlos para suas telenovelas seria pleonasmo; chover no molhado, como costumamos tratar em linguagem coloquial.

Outro ponto positivo das suas colaborações ao ambiente da ficção, ao qual nos entregamos com profunda segurança de estamos assistindo uma ótima produção, no horário nobre da televisão brasileira, é a escolha das trilhas sonoras utilizadas em suas tramas.

Cuidadosamente selecionadas, até parece que as músicas foram compostas por encomenda para seus personagens, tamanha é a identificação que o conjunto letra/música impacta à cada ator na sua interpretação.

Atualmente em exibição, a novela “Viver a Vida” nos brindou com duas pérolas da MPB.

Além da qualidade musical citada, marca o retorno de dois ícones do gênero romântico aos temas de novela: Roberto Carlos, com sua canção “A Mulher Que Eu Amo” e o inesquecível Dalto, grande ídolo dos anos 80 com suas ótimas baladas românticas, resgatado ao cenário novelístico com “Faça um Pedido”.

Peço licença para credenciar um artista novato, mas de muito potencial, estreante no mercado fonográfico das soundtracks; o cantor Rick Vallen, revelado nos programas de calouros do apresentador Raul Gil, que interpreta a belíssima canção “Pra ser Amor”.

Contam os mais íntimos que Manoel Carlos, o Maneco, carinhosamente tratado por estes, escreve suas novelas ao som de Bossa Nova. Ou seja, a qualidade das suas produções começa bem antes das idéias se tornarem linhas gráficas digitadas ao computador.

As trilhas sonoras das novelas de Manoel Carlos são perenes. Composições que promovem um deleite aos nossos ouvidos, tão castigados pelo mercado fonográfico atual, repleto de músicas que propagam ritmos e letras voláteis, consumíveis a curto prazo.



Roberto Carlos - A Mulher que Eu Amo

Constrangimento na Uniban

Posted: segunda-feira, 9 de novembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Foram imagens impressionantes as captadas por dezenas de celurares de alunos da Uniban (Universidade Bandeirante) em São Bernardo do Campo-SP, acerca do incidente envolvendo a estudante do curso de Turismo Geisy Arruda, de 20 anos.

Assistindo ao vídeo/reportagem o incidente assusta, lembrando um motim em presídio. Cena, realmente, chocante de um tumulto generalizado dentro de uma instituição superior de ensino.

Resumindo, a aluna adentrou ao recinto trajando um minúsculo vestido, claramente intencional, buscando causar furor entre o elenco discente masculino.

O que ela não esperava é que seu propósito tomasse a proporção de mobilizar toda a comunidade acadêmica em uníssono, perjorativando-na com palavras de baixo calão, obrigando a reitoria solicitar reforço policial para conter os ânimos dos alunos e promover proteção à protagonista da confusão premeditada.

Na verdade, a Uniban tomou uma atitude drástica e expulsou a aluna da instituição, após a apuração do fato ocorrido.

Justificou que a aluna era reincidente na prática do sex appeal e que a mesma não demostrava comportamento condinzente com o ambiente acadêmico, tendo sido alertada e não modificando seu comportamento ao ponto de provocar o constrangedor caso policial registrado na última semana.

Aproveitando seus cinco minutos de fama, a jovem Geisy Arruda já coleciona em sua agenda diversos convites para participação em programas sensacionalistas da TV brasileira.

É o velho pão e circo da nossa cultura televisiva!

A garota mostrou o que quis - queiram ter visto ou não, os alunos, -reinou a falsa-hipocrisia da comunidade acadêmica! A instituição superior imputou-lhe a punição máxima, a mídia vem deitando e rolando sobre o caso e a promotora de toda essa balbúrdia colhe os "louros" da fama, por enquanto que sua presença for rentável aos programas de TV, claro, até outro caso absurdo tomar seu lugar na mídia.

Pedagogia Tecnológica

Posted: quinta-feira, 5 de novembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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É difícil estabelecer um paralelo entre a educação tradicional, recebida pelas nossas crianças em sala de aula, com o avanço tecnológico cotidianamente crescente.

Como buscar o direcionamento ideal entre o ensino pedagógico gradual, recebido durante a fase de alfabetização, e as diversas ferramentas de inclusão tecnológica presentes fora da escola?

Enquanto que nos educandários a catequização do “bê-a-bá” segue o ritmo natural do desenvolvimento psico-pedagógico determinado pela ciência, em casa estes infantes prodígios acham-se à mercê do autodidatismo tecnológico. Ou seja, desenvolvendo técnicas empíricas de escrita, linguagem e sinergia através do uso (às vezes deliberado) de aparelhos eletrônicos cada vez mais sofisticados, de uso prático e de ampla presença nos lares brasileiros.

Foi matéria em diversos programas de TV a dificuldade que professores, em diversos locais do Brasil, encontram na prática da produção textual entre seus alunos, justamente pela confusão praticada entre a linguagem coloquial adotada no uso de instrumentos virtuais e a linguagem culta promovida pelo ensino gramatical. Uma pesquisa realizada pela instituição britânica Cranfield School of Management apontou que os próprios entrevistados (alunos de 11 a 18 anos) reconhecem a deficiência em seu aprendizado pelo uso intenso de aparelhos eletrônicos (computadores, celulares, pagers, etc).

Entre os entrevistados, 60% disseram ser “muito” e "bastante" viciados na web, enquanto 50% afirmaram o mesmo sobre seus telefones celulares, e em relação a problemas no aprendizado, 39,3% dos adolescentes admitiram que as abreviações utilizadas em mensagens de textos prejudicam a qualidade de seu inglês, principalmente quando se trata de soletrar as palavras.

SMS, Twitter, Facebook, Orkut, MySpace, MSN, Torpedos, Blogs... Estas e mais uma infinidade de ferramentas de inter-relacionamento pessoal presentes na grande rede estão entrando, cada vez mais cedo, na vida das nossas crianças, promovendo uma verdadeira contramão no ensino recebido em sala de aula.

Como se já não bastasse alguns programas de TV que “deseducam”, agora é preciso também, que nos preocupemos com o momento ideal em que uma criança deve ser apresentada às mídias digitais e suas tecnologias cada vez mais avançadas e de simples utilização, evitando assim o confronto direto com o processo pedagógico de alfabetização.

Da forma como a tecnologia vem envolvendo todas as áreas do conhecimento e promovendo uma verdadeira dependência do homem ao universo digital, muito brevemente os conceitos tradicionais de alfabetização deverão passar por uma grande reforma buscando, justamente, traçar o caminho para que educação e avanço tecnológico trilhem o mesmo caminho, lado a lado, rumo aos novos milênios que hão de vir.

Blog Retalhos Históricos de C. Grande no Jornal da Paraiba

Posted: domingo, 25 de outubro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Através de uma matéria editada pelo jornalista Astier Basílio, o Blog Retalhos Históricos de Campina Grande foi notícia no Jornal da Paraíba em sua edição dominical.

O Caderno Vida & Arte, em sua página 3 destacou as curiosidades postadas pelos editores Emmanuel Sousa e Adriano Araújo, diariamente, sobre o passado de Campina Grande, em seus mais variados temas, seja esportes, política, fotos, vídeo ou áudio.

Os editores, claro, honrosamente agradecem a Astier Basílio e ao Jornal da Paraíba pela iniciativa de reconhecer o serviço prestado pelo blog, divulgando-o como "...um verdadeiro baú de cultura e memória".

São, apenas, três meses no ar mas que já conta muito da nossa História tão carente de memória física em nossas ruas e prédios.

Enquanto nosso Município não dispõe de um Museu do Áudiovisual, oferecemos nosso prazeroso trabalho de pesquisa, edição e publicação da vasta História da nossa "Venturosa Campina Querida".

O destaque do Caderno Vida & Arte na primeira página remete à transcrição do texto interno, que segue na íntegra:

"Campinenses criam, na internet, um museu sobre a história de CG

Por: ASTIER BASÍLIO

Foi o amor por Campina Grande que fez Adriano Araújo, administrador e bacharel em Direito, e Emmanuel Sousa, administrador e concluinte do curso de Ciências Contábeis, criarem um blog que é um verdadeiro tesouro sobre a história, a cultura, os esportes e, por fim, a tudo que se refere à Rainha da Borborema.

Há três meses no ar, o blog Retalhos Históricos de Campina Grande (http://cgretalhos.blogspot.com) veicula áudios e recortes de jornais sobre acontecimentos e curiosidades relativas à cidade. Há verdadeiras preciosidades como fotos de Marinês jovem ao lado de Luiz Gonzaga, áudios com o discurso do prefeito Newton Rique se pronunciando sobre sua cassação em 1964, além de uma variedade de fotografias sobre pontos da cidade que não mais existem, destruídos pela reforma empreendida pelo prefeito Vergniaud Wanderley, na década de 1940.

“Há muito tempo já colecionávamos material tido como relíquias da nossa História, principalmente na área política. O Blog surgiu como uma solução viável aos nossos intentos, uma vez que dispúnhamos de material e tínhamos a imensa vontade de compartilhar com a comunidade local”, explicou Adriano.

Sobre o material que recebem, os editores informam que tem contado, eventualmente, com o auxílio de amigos “que comungam com o propósito do Blog e nos enviam material valiosíssimo de conteúdos diversos, a exemplo de um senhor de 90 anos, José Modesto, que nos cedeu o áudio do pronunciamento histórico de Newton Rique”, relatou Emmanuel.

A atualização é diária. Os editores quando deram início ao blog contavam com um farto material. À caça de curiosidades e de fatos importantes, Adriano e Emmanuel vão às bibliotecas e pesquisam coleções de jornais. Há algumas matérias que são disponibilizadas. Uma delas, do Diário de Pernambuco, mostra como estava o clima da cidade às vésperas do “dilúvio” anunciado pelo líder da seita da Borboletas Azuis, Roldão Mangueira.

Sobre a perspectiva de transformar o conteúdo em livro, os editores afirmam que dispõem do espaço virtual para falar da história de Campina, pois é um meio barato de difundir o acervo. Mas, advertem: “Se o poder público não agir, como existe em São Paulo os Museus do Futebol e da Língua Portuguesa, utilizando-se da multimídia, nossa História esmaecerá e, aí sim, precisaremos contar com uma edição impressa”."

Jornal da Paraíba, Domingo, 25 de Outubro de 2009


Do Grêmio de Instrução Campinense ao Colégio Alfredo Dantas

Posted: quarta-feira, 21 de outubro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Nossa cidade tem o privilégio de contar em seu cast de estabelecimentos de ensino com a tradição quase centenária do Colégio Alfredo Dantas.

Apesar de, efetivamente, a instituição CAD comemorar 90 anos em 2009, sua história remonta ao século passado, quando nos primeiros anos de 1900 foi construído o prédio do Grêmio de Instrução Campinense, à Rua dos Armazéns (hoje Marquês do Herval), obra creditada aos ex-prefeitos João Lourenço Porto e o visionário Cristiano Lauritzen.

O estabelecimento foi idealizado por alguns abnegados da nossa sociedade que pretendiam prover seus filhos de uma educação mais qualificada que a oferecida pela rede pública de ensino. Antes de se transferir para o edifício, em definitivo, funcionou na sacristia da Catedral de Nossa Senhora da Conceição.

O programa pedagógico do Grêmio de Instrução incluía atividades artísticas extracurriculares, o que fez surgir o primeiro grupo teatral genuinamente campinense, formado por filhos da elite local.

Desativado no ano de 1903, em decorrência da ausência de professores capacitados para atender ao propósito intentado pelos idealizadores da instituição, suas instalações permaneceram à disposição da sociedade campinense como casa de teatro e cinema (em seu prédio funcionou o Cinema Brasil, em 1909) até sua obsolescência cultural transformá-lo em depósito de algodão.

Já em 1930, o Tenente Alfredo Dantas Correia de Góes, que detinha o Instituto Pedagógico desde 1919 (gênese do CAD), solicita à Prefeitura Municipal a autorização para transferir seu Curso Propedêutico de Peritos Contadores para o prédio do Grêmio, instalando em Campina Grande o primeiro curso secundário, onde mais tarde, em 1936, denominara seu educandário com seu próprio nome, nominando-o de Ginásio Alfredo Dantas.

À época do Instituto Pedagógico, havia o hino do educandário, feito na época pelo poeta Murilo Buarque. É claro notar a relação disciplinar entre ensino e prática militar:

"Quando alegre e felizes marchamos
sob o azul deste céu impoluto
sem querer a sorrir exaltamos
o áureo nome do nosso Instituto
Há do livro ser a couraça
e a caneta há de ser o fuzil
para a glória eterna desta raça
que é o orgulho do nosso Brasil."

Com seu falecimento, em 17 de Fevereiro de 1944, a propriedade do educandário é adquirida pelo Professor Severino Lopes Loureiro, membro do corpo docente da instituição, e sua esposa, a Professora Alcide Dantas Cartaxo, ambos fundadores do Colégio Pio XI.

Sob sua direção, o colégio passa por várias reformas e ampliações para adequação do seu espaço físico às necessidades do desenvolvimento paralelo do município e do ensino. Empreenderam-se integralmente à missão de promover o ensino, “...obedecendo ao ritmo dinamizador da cidade que crescia vertiginosamente”.

Em 1960 a Professora Lígia Loureiro, incorpora-se ao corpo docente com o afastamento de Professora Alcide (sua mãe) das atividades pedagógicas, vindo a assumir a direção efetiva do educandário em 1970 com a “aposentadoria” do Professor Loureiro, com o auxílio do seu esposo o Professor Jacinto Neves Santos.

Atualmente a direção da instituição, quando comemoramos os 90 anos da sua fundação desde o Instituto Pedagógico do Tenente Alfredo Dantas, é conferida aos senhores Paulo Gustavo Loureiro Marinho e Sérgio Catão Cartaxo Loureiro, netos do Professor Severino Lopes.

Com o apreço dos dois editores deste blog, ex-alunos saudosistas do educandário, ratificamos o slogan adotado pela atual direção da instituição... “CAD: Formando Cidadãos, Educando para a Vida”.

Fontes consultadas:
www.alfredodantas.com.br/memorial www.alfredodantas.com.br/blog
FONTES, Welton Souto. "Os Cine-Theatros em Campina Grande: Sensibilidades e Representações Sociais nas Três Primeira Décadas do Século XX"

GAUDÊNCIO, Bruno Rafael. “Imagens Literárias da Educação de Campina Grande (1907-1957)"

Minas Gerais, O Berço da Inconfidência

Posted: sexta-feira, 16 de outubro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Apraz-me registrar a viagem, não só geográfica, como também Histórica, que pude realizar nesta última semana, perfazendo parte do chamado Circuito do Ouro, em Minas Gerais, percorrendo a Estrada Real.

Desde pequeno a História do Brasil me fascina e um evento especial que sempre me comoveu foi a Inconfidência Mineira.

A região “das Gerais” sempre esteve em minhas predileções turísticas justamente pela possibilidade de poder conferir in loco um verdadeiro museu vivo, onde eu poderia passear por uma página viva de um livro de História a céu aberto!

Ainda na adolescência, tive o prazer de ler a obra “Tal Dia é o Batizado” do escritor mineiro Gilberto de Alencar, que conta a vida de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, desde sua infância até seu suplício à forca, passando, claro, pela conjuração planejada pelos conhecidos Inconfidentes, escrito em forma de Romance.

Foi este livro que me aguçou a ânsia de conhecer a região por onde aconteceu toda aquela epopéia.

Percorrer a travessia férrea ao som tradicional do trem e dos constantes apitos da Maria Fumaça ou ainda caminhar pelas ruas estreitas de Ouro Preto, Mariana e Tiradentes me trouxe um prazer diferente; um misto de incredibilidade e emoção.

Aquelas estradas, aqueles becos calçados com pedras e seixos com seus sobrados em arquitetura barroca foram palco das inúmeras idas e vindas de uma das maiores pretensões de liberdade intentada contra a Monarquia. Sem falar, claro, no escoamento do ouro usurpado das nossas regiões férteis, levados a Portugal para saciar a soberba da Corte Portuguesa.

Em Ouro Preto tive a única decepção de todo percurso: a proibição de registrar imagens fotográficas ou vídeo no interior do Museu da Inconfidência... Apesar do obstáculo, quase fui às lágrimas ao me deparar com parte da estrutura da forca utilizada para colgar o alferes Joaquim José, o Tiradentes, até sua morte.

Logo à frente do museu, um monumento gigante memorava o local onde afixaram sua cabeça, após o esquartejamento, cumprindo determinação da Rainha Maria I, de Portugal, fazendo-o “exemplo” a todo e qualquer outro semelhante que se opusesse aos interesses Reais.

Exemplo, esse, que o tornou mártir da Inconfidência. Um verdadeiro herói nacional.

Diante de tantos fatos que me comoviam, encerrei meu “périplo” visitando as ruínas da antiga Fazenda Pombal, em São João Del Rey, local onde Tiradentes nasceu e passou parte da sua infância.

Pisar naquele chão, atravessar a ponte sobre o Rio das Mortes e tocar nas paredes de pedra do antigo casarão que acolheram o ainda infante Joaquim José, realmente me emocionaram!

A obra de Alencar me fez imaginar cada detalhe ora vivido naquela fazenda. E eu estava ali, dentro da História... no berço do Herói.

Brasileiros, Uni-vos!!!

Posted: sexta-feira, 2 de outubro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Como se já não bastasse vivermos um ótimo momento da nossa economia, os brasileiros terão a oportunidade impar de sediar, em menos de dois anos, dois grandes eventos do cenário esportivo mundial.

Apraz-me assistir a incontenta emotividade do povo brasileiro ao receber o anúncio do que o Rio de Janeiro sediará os Jogos Olímpicos do ano de 2016!

Em 2014, como já era sapiente, nosso Brasil varonil será o país sede da Copa do Mundo de Futebol.

Portanto, enchamos nosso peito de orgulho e busquemos gritar para todo o globo escutar que o Brasil está vivendo seu melhor momento na Histórial Mundial.

E, claro, o espírito patriota que ainda existe no íntimo de cada cidadão torce para que essa corrente de otimismo nos leve ao patamar mais alto da respeitabilidade econômica mundial.

É na alegria desse povo aguerrido e trabalhador que nosso Brasil se faz grande!

Salve, salve, povo brasileiro...

Conheçam Ben Self, o Marqueteiro de Obama!

Posted: sexta-feira, 25 de setembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Está explicado porque o Congresso Nacional se empenhou tanto em promover as mudanças quanto a utilização ampla da internet nas campanhas eleitorais, com vistas ao pleito vindoudo de 2010...

Caríssimos leitores, conheçam Ben Self: cidadão americano, 32 anos, especialista em Ciência da Computação e... considerado o mais eficaz marqueteiro para os políticos que sonham alto.

Ben Self trabalhava nos departamentos de tecnologia de companhias do setor bancário e de seguros dos EUA quando, em 2008, ele se uniu à equipe de campanha do então candidato Barack Obama e, simplesmente, revolucionou os padrões tradicionais de campanhas políticas ao fazer da internet a principal ferramenta na promoção do candidato democrata à Casa Branca.

Segundo o Portal Terra, a Blue State Digital, empresa de Self, foi responsável por captar mais de US$ 300 milhões por meios virtuais, correspondendo a 47% do capital total arrecadado para a campanha que elegeu Barack Obama, o primeiro presidente negro da História americana.

Agora, vem a máxima. Claro, falemos de Brasil!

Pesquisas recentes demonstram com clarevidência que José Serra já desponta na preferência do eleitor brasileiro para suceder o presidente Luís Inácio nas eleições de 2010 e constatam, também, um alto índice de rejeição imposto à candidata natural do PT, a ministra Dilma Rousseff.

Pois bem! O desafio de Ben Self é desenvolver uma estratégia aos moldes utilizados na campanha de Obama para que a ministra-chefe da Casa Civil aporte ao Palácio do Planalto.

Ainda segundo o Portal Terra, que conseguiu uma entrevista exclusiva com o próprio Self, que disse "Estamos trabalhando com o partido (PT) a fim de ajudar a fazer planos para a próxima eleição presidencial", o PT nega a contratação da empresa Blue State Digital descartando, inclusive, parcerias futuras.

Depois de todo sucesso alcançado pelo presidente Lula, é improvável que o PT não esteja se articulando para reverter o quadro preferencial do eleitor à Dilma, para manter-se na conduta do Governo Federal Brasileiro.

O Filho do Demo, a Santinha e a Política Brasileira!

Posted: quinta-feira, 24 de setembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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Com esse mote que mais parece título de livreto de Literatura de Cordel, o autor Benedito Ruy Barbosa consegue pulverizar a putrefata classe dos políticos brasileiros.

Por detrás da trama que envolve o amor do “Filho do Demo” pela “Santinha” a novela Paraíso, exibida pela Rede Globo no horário das 18:00 traz uma acentuada carga crítica diretamente endereçada aos detentores de cargos eletivos do nosso país.

Utilizando-se de personagens emblemáticos o autor consegue, nesta versão da sua novela alcançar o objetivo que não lhe fora permitido à época da exibição da sua primeira versão, no ano de 1982, quando vivíamos sob a égide da Ditadura Militar, onde o livre pensamento político era suprimido através da censura aos meios de comunicação.

Durante todo o período em que a novela vem sendo exibida é comum a utilização dos personagens-chave “fazedores de opinião” como o radialista Alfredo Modesto ou o jornalista carioca Otavio para empenhar críticas fortes e oportunas à conduta moral dos nossos “homens de paletó”.

Aproveitando a “deixa” da imprensa nacional que volta e meia divulga um escândalo político, Edmara e Edilene Barbosa, filhas do autor e responsáveis pelo roteiro atual, inflam o cotidiano dos incautos moradores de uma pacata cidade do interior mato-grossense com discursos ásperos de desagrado com o rumo que o erário público toma após seu recolhimento aos cofres do Tesouro Nacional.

Um ponto de vista subtendido pelos autores, é que o dinheiro recolhido pelos contribuintes dificilmente retorna à origem na forma de benefícios. Portanto, é a renúncia popular de Receita promovida pelos moradores da cidade, impedindo que o Governo arrecade os impostos devidos, que faz com que a própria população seja beneficiada através de uma cooperativa local.

Uma clara alusão à “apropriação indébita” promovida pelos Governos em suas jurisdições, gerando uma má distribuição dos recursos arrecadados às áreas de maior necessidade, ou quiçá, às fontes originais da Receita.

Empiricamente sabemos o quanto um programa de televisão, principalmente uma novela, influencia na conduta e nos costumes do povo brasileiro. Uma vez que fora lançada a idéia de um “levante” popular aos maus políticos, esse mesmo público telespectador deveria tomar como exemplo a necessidade de se eleger políticos de conduta ilibada e com ficha limpa!

Se bem que, em se tratando de eleitor brasileiro, para a maioria, político só serve para compra de votos, ou troca de favores, no período eleitoral.

"Já Podeis da Pátria, Filhos!"

Posted: domingo, 13 de setembro de 2009 by Emmanuel do N. Sousa in
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É evidente que não dispomos de indicativos técnicos que constatem o fato, mas é indiscutível que o Brasil passou “folgado” pela crise financeira internacional que teve sua origem nos EUA e expandiu-se por todo o globo, através de um efeito cascata.

Quando digo que passamos “folgado” pela crise entendamos o fato de quê, em momento algum, termos ouvido falar em recessão na nossa economia. Muito pelo contrário, contamos com uma política de governo que, com visão de futuro, preparou nosso mercado para “receber” o momento crítico com um certo “conforto”.

Confesso que hoje em dia sou um entusiasta do Presidente Lula e da competência demonstrada pela equipe econômica dos Ministérios do Planejamento e da Fazenda.

Somos o 5º maior país do mundo em extensão, conseqüentemente um dos maiores mercados consumidores mundiais. Porém, a soberania do mercado fabril nacional superou, na circunscrição interna, a inconstância do mercado consumidor externo durante os últimos meses.

O consumidor brasileiro foi “brindado” com algumas medidas econômicas que visaram diminuir o impacto que a crise mundial causaria nas grandes indústrias, como por exemplo, as montadoras de veículos.

Uma dessas medidas foi a “renúncia” de Receita promovida pelo Governo Federal no que tange ao IPI aplicado aos veículos automotores e aos eletrodomésticos da chamada “linha branca”. Essa medida alavancou o mercado consumidor interno dessas duas linhas de produção, proporcionando o aquecimento da economia entre as classes A, B e C.

Aliando-se aos fatos anteriores, cito como principal fator para que nossa economia não sucumbisse à crise, os populares “vales” do assistencialismo promovido pelo Governo Lula, como o Bolsa-Família que manteve as economias locais girando, proporcionando a manutenção do consumo e o poder de compra dos classes D e E evitando, assim, que os vendedores varejistas também viessem sentir os efeitos macro da crise mundial.

A verdade é que, doa em quem doer, a equipe econômica do Governo Lula demonstrou total capacidade de antevir aos grandes impactos financeiros, tornando o Brasil uma economia altamente firme, estruturada e visivelmente “invejada” por outras grandes potências mundiais.

Vivemos um período áureo em que nosso País é visto como nunca assim o fora preteritamente com uma economia estável, uma moeda forte, um consumidor responsável, um governante admirado pelo Presidente dos EUA...

Enfim, subtraindo os escândalos políticos de caráter individuais, nosso Brasil nunca foi tão estável no conjunto dos fatores positivos.

Isso sem falar, ainda, no “pré-sal”!

Esse será um assunto para o futuro, até porque, aí está o primeiro passo para nos tornar uma grande potência mundial, definitivamente!

“Já podeis da Pátria, Filhos!”