Parafraseando

Posted: quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Como seria bom se nós tivéssemos a liberdade de invadir aquela última sessão da Suprema Corte Eleitoral e falarmos, cada um de nós brasileiros, o quanto nos sentimos envergonhados em tê-los como detenedores da conduta ética e moral da política nacional.

Parafraseando o ínclito ministro Joaquim Barbosa, quando a Justiça atinge o estágio do descrédito, não adianta mais nada; está tudo acabado!

E esse estágio já se encontra ora evidenciado.

Julgamentos elevados corte, após corte, apenas recheia o espetáculo circence ao qual nos passamos a assistir passivamente, ao tempo em que determinados casos repercutem nos amplos espaços multimídia.

Aqui na Paraíba virou mania entre certa casta de políticos corruptos festejar do ridículo promovido pelos estágios recorrentes e vencidos, instância após instância.

E como parece fácil para eles quebrarem as regras do que é ético e moral em detrimento às 'brechas' cirscunscritas nas magníficas peças do Direito Jurídico!

Tudo isso é um escárnio!

(enquanto isso, a delinqüencia exacerbada toma conta das ruas campinenses em comemoraçao a mais um espetáculo mambembe ao qual protagonizamos, esta noite... como os palhaços do circo!)


Um Crime Americano

Posted: terça-feira, 9 de dezembro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Não sei se escrevo para muitos cinéfilos. Mas, dentre os fãs de bons filmes, conto com pelo menos UM entre meus leitores que se enquadra na primeira opção, meu amigo Beto Costa Guerra.

O sentimento que me aflige, ao expô-lo dessa forma, é uma intensa perturbação que me incomoda e me persegue nos últimos três dias, desde quando assisti ao filme “Um Crime Americano”.

Deus do céu! Eu que sou um grande fã de blockbusters do tipo dramas de guerra, Sexta-Feira XIII, O Grito, O Chamado, Jogos Mortais... Mas, NENHUMA dessas mais sanguinolentas películas é tão dura com o sentimento de quem o assiste quanto a produção do diretor americano, Tommy O’Haver que, inclusive é natural de Indiana - EUA, região onde ocorrera o fato narrado pelo filme, no ano de 1965.

É inexplicável; não consigo, até agora, me desprender das imagens protagonizadas pela jovem, e já ‘oscarizada’ Ellen Page, ao representar tão bem a dramaticidade, de uma forma tão verdadeira, o flagelo sofrido através de torturas vãs praticadas por uma mulher seca, doente e viciada a quem fora lhe confiada os cuidados junto à sua irmã na provinciana Indianápolis, na década de 60.

A perversidade retratada no filme me torturou junto à jovem Sylvia Likes. A narrativa me prendeu, de forma que quanto mais me doía assistir tanta atrocidade, mais me comovia com o fato de serem acontecidos reais e, além do quê, a história me forçou a suportar toda aquela carga emocional à espera do final (pasmem!) feliz, impedindo-me de desligar o aparelho de DVD.

A história não é muito conhecida no Brasil, mas rendeu muita polêmica, comoção e revolta entre os americanos à época!

Ainda falando do incômodo, cheguei à conclusão de que o comovente é o fato de que toda aquela violência gratuita estava sendo aplicada à uma criança inocente e mostrada de forma explícita, excelentemente dramatizado pela vítima e seus algozes. Além do mais, os fatos nos remete a vários lares brasileiros por entre as periferias do nosso país, onde sabemos o quanto é comum haverem maus tratos à crianças e idosos.

A jovem Sylvia não foi simplesmente mal-tratada! Além da violência doméstica sofrida, ainda passou pelo ridículo de ter sido transformada num ‘monstro’ de circo; uma 'criatura' a qual todos os vizinhos e colegas de escola visitavam, no porão onde era mantida incomunicável (e imóvel já que fora jogada escada abaixo lhe comprometendo as funções motoras na queda), para ‘extravasar’ se divertindo, lhe aplicando as maiores torturas possíveis e inconcebíveis que iam desde murros até queimaduras com isqueiro ou ferro quente, sem que nenhum, posteriormente ao tribunal, apresentasse qualquer motivo para que tivessem desprendido tais atitudes.

Ainda estou atônito...

Se te aconselho a assistir ao DVD? Não sei se devo aconselhar assisti-lo. Para os psicólogos, é obrigatório! Aos demais, porém, garanto que apesar de duro, explícito, tenso e perverso, trata-se de uma ótima produção, com magníficas interpretações de Ellen Page (Juno, 2007) e Catherine Keener (Capote, 2005) ou, ainda, pelo fato do diretor Tommy O’Haver não ter aplicado nenhum juízo de valor à qualquer das personagens, narrando os fatos à luz dos autos processuais do caso julgado.

Pérola dos bastidores políticos!

Posted: segunda-feira, 1 de dezembro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Li, neste final de semana, um artigo publicado em um dos blogs mais lidos do Estado de Pernambuco, do jornalista Magno Martins, cidadão de muita influência no meio político federal.

Em seu texto publicado em 30.11.2008, ele transcreve uma narrativa de um fato acontecido há 19 anos, quando o Brasil vivia a expectativa de eleger, de forma democrática, seu primeiro presidente da República.

Eram 21 os postulantes ao cargo, entre eles um dos homens mais valorosos da nossa política: Ulisses Guimarães, maior cacique do MDB e do PMDB até o dia do seu desaparecimento às águas de Angra dos Reis, litoral fluminense.

O fato ocorrera entre esse ícone da política histórica nacional e um menino novato, recém chegado ao Congresso Nacional. Eis o texto:

http://www.blogdomagno.com.br/ - 30/11/2008
"A maldição do Velho!
Vale a pena transcrever esta nota na coluna de Jorge Bastos Moreno: "Um dos personagens da semana é sem dúvida o governador cassado da Paraíba, Cássio Cunha Lima, hoje tucano. A minha agradável memória guarda do rapaz um episódio interessante.

Na eleição presidencial de 1989, o então arrebatado jovem invade o comitê do candidato do seu partido, na época PMDB, Ulysses Guimarães:

“Vim desmentir pessoalmente os boatos de que iria traí-lo, aderindo ao PSDB de Covas”.

No dia seguinte, no programa eleitoral do meio-dia, Ulysses salta da cadeira quando vê Cássio Cunha Lima abraçado com Covas, no horário tucano. Foi uma das raras vezes que ouvi um palavrão da boca de Ulysses:

“Filho da p...! Política deveria ser só para homens, não para moleques!”

Presenciaram essa cena, além deste repórter, o então presidente do PMDB, Jarbas Vasconcelos, e o secretário particular de Ulysses, Oswaldo Manicardi.

Nota do blog: Meu amigo Jorge Bastos Moreno, na época em que presenciou a cena, era assessor de Imprensa de Ulysses. Hoje, é um dos mais talentosos repórteres de O Globo, tem seu blog e assina uma coluna no mesmo jornal aos sábados com o título “Nhenhenhém”. "


Esse fato era desconhecido dos nossos bastidores estaduais. Dessa feita, fica clarividenciado as más intenções do jovem Cássio que, ainda no berço do PMDB, já cogitava seu ingresso nas hostes tucanas, muito tempo antes de assumir sua filiação.