Eleições 2008 em Campina Grande: Sem prazo de prescrição!

Posted: quinta-feira, 25 de setembro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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O processo ‘sucessório’ à Prefeitura Municipal de Campina Grande não está, nem de longe, próximo de encerrar-se em 05 de Outubro vindouro!

Haja visto as constantes manipulações jurídicas das coligações dos dois principais postulantes ao cargo de prefeito municipal, não será a consagração nas urnas, através do sufrágio popular, que inibirá quem quer que seja o derrotado no pleito! A exemplo da campanha para governador do Estado, em 2006, onde até hoje perduram processos de cassação sobre o atual gestor.

No processo eleitoral de 2004, eximido de qualquer vantagem que pudesse lhe desqualificar ante a vitória obtida, Veneziano Vital recebeu do seu principal adversário, Rômulo Gouveia, o reconhecimento da derrota. Dificilmente isso ocorrerá este ano!

No calor da disputa, vislumbramos nossos personagens; protagonista e antagonista de uma epopéia inédita na política contemporânea de Campina Grande!

O “incauto” Gordinho vislumbra a possibilidade de tomar a dianteira, através da esfera judicial, na disputa no jogo, diante da impossibilidade verificada em pesquisas de intenções, onde constata que, à luz do voto direto, ele não teria chance de sagrar-se vencedor.

Por outro lado, com a armadura rachada, já há ponto de se romper de tanto suportar os ardores que a responsabilidade do cargo que ocupa lhe condiz, encontra-se o outrora ‘ficha-limpa’ e atual gestor, Veneziano Vital, revestido de glórias por ter caído no gosto popular e trazer consigo o objeto mais passível da cobiça, desenvolvido durante o seu mandato: o carisma junto ao eleitor!

Entre denúncias oferecidas ao Ministério Público e, conseqüentemente, alçadas ao magistrado, as mais graves a serem especuladas pelos ‘cientistas políticos de banco de praça’, encontram-se: beneficiamento da máquina administrativa em favor da campanha do atual prefeito e confecção e distribuição de brindes por parte do seu adiposo adversário.

Como já se encontra verificado, desde o início desde certame, o Ministério Público está muito interessado em fazer história. Em meio a inúmeras proibições incorridas durante o pleito, atos arbitrários, incontáveis denúncias pessoais recheiam os birôs dos ínclitos promotores. E, inflamados pela publicidade vinculada aos seus atos, é esperado que algo grandioso sele o destino de um dos candidatos a prefeito campinense.

Em se considerando as denúncias pautadas no MP, ambos os candidatos estão aptos a concorrer ao “prêmio” que o judiciário concederá ao infeliz contemplado.

Minha dúvida é a seguinte: e se AMBOS forem impossibilitados de permanecerem na disputa, ou até serem posteriormente impedidos de serem diplomados, será que já devemos nos acostumar com a idéia de que o próximo prefeito campinense pode vir a ser...ÉRICO FEITOSA?!?!?!?

Aguardem as cenas do nosso próximo capítulo!

Voto de Cabresto em Tempos de Democracia

Posted: quinta-feira, 11 de setembro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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O Brasil conta com pouco menos de 25 anos desde seu processo de redemocratização, após um longo período ditatorial militar.

Em 1984, os brasileiros bradavam em uníssono pelo direito de votar para presidente no tão aclamado “Diretas Já!”. Movimento que serviu de plataforma de campanha para a inserção de Tancredo Neves como candidato natural à presidente da república, livre da repressão.

Se contarmos a partir das eleições de 1986 até 2006, somamos vinte anos de prática democrática através do exercício livre do voto.

Livre?!?! Democrático?!?!? Que nada!

Se contemplarmos a política numa conjuntura macro da nossa história, constataremos que o voto, apenas, tentou ser livre.

Contamos com uma ampla maioria do nosso eleitorado formada por pessoas da mais baixa renda, desprovida da formação escolar condizente com o nível de esclarecimento que um governo democrático exige. O que provoca a má conduta do voto em direção aos maus políticos. Àqueles que se aproveitam da politicagem para perpetuarem-se nos cargos, tornando-os suas profissões e seus meios de obtenção de barganhas pessoais e institucionais.

Alguns picaretas, em época de campanhas eleitorais, esbravejam em suas propagandas que todos devem valorizar seus votos, a fim de escolher bem o “seu” representante, seja ao parlamento, seja ao executivo.

Porém, o que se constata, através de análises minuciosas ou na plena participação nos pleitos, em geral em verificações in-loco, nos chamados “bastidores” do meio político, é que estas belíssimas palavras recheadas de frases de efeito, somente servem para preencher o recheio dos espaços destinados à mídia. Na prática, os grandes nomes do cenário político brasileiro são construídos, e mantidos, pelo mote popular do “toma lá, dá cá”!

O clientelismo (candidato/eleitor) que se desenvolve na politicagem nacional nada mais é, do que a evolução corporativa do antigo “voto de cabresto”. Desenvolvido e praticado através de uma visão gerencial, utilizando-se de meios modernos de controle de gestão, inclusive Sistemas de Banco de Dados Informatizados!

Claro, que tudo às margens das vistas da Justiça Eleitoral.

Aliás, Justiça, essa, que vem cerceando algumas manifestações de direito cívico e, adversativamente, favorecendo outros, uma vez que os gastos com determinadas mídias agora são destinadas a fins alheios, através das práticas abusivas empregadas nas campanhas.

Tomara que a Justiça não espere ser provocada para começar a agir, pois será tarde demais! A cada alvorada, o dia 05 de Outubro vai se aproximando e as condutas são as mesmas. E ainda vale aquela máxima que diz que “O pior cego é aquele que não quer ver”!