O que aconteceria se...

Posted: terça-feira, 12 de agosto de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Sabemos que a truculência dos agentes policiais, não só no Brasil, mas em qualquer parte do planeta, é a responsável pela resolução de inúmeros crimes seja qual for sua ordem.

O que estamos acompanhando na mídia estadual nos últimos dias é um caso extraordinário de ‘tiro-pela-culatra’ das hostes policiais: O Caso Andreza.

Em 1998 a imprensa local comoveu toda a população com o, até então, crime de homicídio e ocultação de cadáver da jovem Andreza Guedes Costa, noticiando todo o passo-a-passo do caso, até o indiciamento dos acusados e seu posterior julgamento popular.

Por ironia do destino, os acusados foram inocentados pelo júri. E agora?

Agora, 10 anos depois, surge um depoimento misterioso de um mascarado junto à CPI da Pedofilia, esclarecendo que a jovem Andreza se encontra viva, e convivendo com o bando do traficante Fernandinho Beira-Mar, no Rio de Janeiro.

Seria um fato a ser comemorado, se fosse feita vista grossa à todo teatro promovido pela Polícia paraibana em torno desse acontecido, inclusive indiciando e julgando os possíveis autores do “crime”.

Neste momento, acende-se a luz amarela no gabinete do Secretário de Política Penitenciária Estadual, Sr Pedro Adelson, também Secretário de Segurança Pública à época, no que diz respeito a sua intensa participação em toda a encenação promovida em 1998.

Amparado pela provável conotação de armação impetrada pela polícia local, o acusado Flávio Jores reafirmou sua inocência e intensificou sua acusação de que fora o ‘bode-espiatório‘ encontrado para satisfazer a sociedade e a imprensa junto ao ‘Caso Andreza’.

Até agora, mexeu-se num ninho de vespeiro. Ainda estamos nas discussões iniciais de um polêmico caso de brutalidade, truculência e encenação articulado pela polícia que veio à tona dez anos após sua evidência. Os acusados regozijam do respaldo público e satisfação pessoal, o Secretário Pedro Adelson prefere ‘acreditar’ no processo judicial, a impressa ‘catuca’ dos lados, mas afinal...

Onde está a “vítima”? O que realmente aconteceu com ela? Em todos esses anos ela nunca manteve contatos com sua família na Paraíba? E seu namorado, Alexsandro Fontinelli, o que sua morte representou para esse ‘caso’?

É melhor irmos com calma acerca de qualquer conclusão. O crime nunca fora evidenciado pela inexistência do corpo. Porém, agora que se supõe que a outrora ‘jovem’ Andreza esteja com vida e, mais, vivendo em companhia de criminosos durante todos esses anos... No mínimo, é necessário localizá-la e tirar a derradeira prova de todo esse caso que, em se comprovada a farsa, somente levará um balaio de homens públicos entre policiais e políticos à bancarrota e, posteriormente, desencadeará um efeito dominó passando pelas várias esferas do poder público estadual.

Como sempre, agora é esperar!

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