Caiu o Monopólio da Rede Globo?

Posted: quinta-feira, 28 de agosto de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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A Rede Record regozija-se à mídia brasileira por adquirir a concessão dos direitos de exibição televisiva do chamado “Tripé Olímpico” para os anos vindouros, detendo os direitos de transmissão dos Jogos de Inverno de Vancouver, dos Jogos Pan-Americanos em Guadalajara, até o ápice, que serão os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Para tanto, a emissora do Bispo Edir Macedo, desembolsou a bagatela de US$ 70.000.000,00. Isso mesmo!!! Setenta Milhões de dólares investidos num mega projeto de alavancagem promocional, onde a emissora pretende resgatá-los na forma de pacotes publicitários entre os anunciantes pretensos a vincularem-se às imagens dos jogos.

Especula-se que o pacote completo para inserções vinculadas para os próximos quatro anos, gire em torno de US$ 54 Milhões!!!

Conforme o título acima, não tratemos do caso "Transmissão Esportiva" como monopólio. Tratemos friamente como um contrato comercial, em que ganha a vantagem quem tem mais "bala na agulha" para deter tais direitos.

Claro que também sou revoltado com o tipo de transmissão promovida pela Rede Globo. Principalmente as que envolvem campeonatos de futebol.

Em se tratando da empresa Record, independente de onde venha seu capital social, como rede de televisão vem se mostrando detentora de uma visão macro e de expansão progressiva.

É muito provável que esta iniciativa desenvolva, ainda mais, essa repartição voltada aos esportes, fazendo com que tenhamos verdadeiras jornadas esportivas e, não, os velhos "flashes" exibidos pela TV Globo, entre um comercial e outro da sua intocável grade de programação fixa.

Os departamentos de jornalismo e teledramaturgia já promovem uma verdadeira caça às outrora estrelas globais para compor as atuais produções, haja visto a intensa participação de jornalistas e atores consagrados na rede rival os quais, por um bom tempo, jaziam esquecidos à margem de uma mídia televisiva quase que totalmente à mercê dos produções desenvolvidas pela “Vênus Platinada”.

Torçamos, agora, pela ratificação da exibição, também, do Campeonato Brasileiro. Onde a Rede TV já dá sinais de ter assimilado a praga difundida pela Rede Globo, onde privilegia a exibição das partidas de futebol de um ÚNICO time na série B.

Seja quem for o detentor dos direitos das exibições esportivas mas, por favor, respeitem o telespectador! Esse humilde consumidor de todo material televisivo disponibilizado para que, ao menos, tenha o direito de assistir a uma partida de futebol em que um dos times não seja Corinthians ou Flamengo!

O que aconteceria se...

Posted: terça-feira, 12 de agosto de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Sabemos que a truculência dos agentes policiais, não só no Brasil, mas em qualquer parte do planeta, é a responsável pela resolução de inúmeros crimes seja qual for sua ordem.

O que estamos acompanhando na mídia estadual nos últimos dias é um caso extraordinário de ‘tiro-pela-culatra’ das hostes policiais: O Caso Andreza.

Em 1998 a imprensa local comoveu toda a população com o, até então, crime de homicídio e ocultação de cadáver da jovem Andreza Guedes Costa, noticiando todo o passo-a-passo do caso, até o indiciamento dos acusados e seu posterior julgamento popular.

Por ironia do destino, os acusados foram inocentados pelo júri. E agora?

Agora, 10 anos depois, surge um depoimento misterioso de um mascarado junto à CPI da Pedofilia, esclarecendo que a jovem Andreza se encontra viva, e convivendo com o bando do traficante Fernandinho Beira-Mar, no Rio de Janeiro.

Seria um fato a ser comemorado, se fosse feita vista grossa à todo teatro promovido pela Polícia paraibana em torno desse acontecido, inclusive indiciando e julgando os possíveis autores do “crime”.

Neste momento, acende-se a luz amarela no gabinete do Secretário de Política Penitenciária Estadual, Sr Pedro Adelson, também Secretário de Segurança Pública à época, no que diz respeito a sua intensa participação em toda a encenação promovida em 1998.

Amparado pela provável conotação de armação impetrada pela polícia local, o acusado Flávio Jores reafirmou sua inocência e intensificou sua acusação de que fora o ‘bode-espiatório‘ encontrado para satisfazer a sociedade e a imprensa junto ao ‘Caso Andreza’.

Até agora, mexeu-se num ninho de vespeiro. Ainda estamos nas discussões iniciais de um polêmico caso de brutalidade, truculência e encenação articulado pela polícia que veio à tona dez anos após sua evidência. Os acusados regozijam do respaldo público e satisfação pessoal, o Secretário Pedro Adelson prefere ‘acreditar’ no processo judicial, a impressa ‘catuca’ dos lados, mas afinal...

Onde está a “vítima”? O que realmente aconteceu com ela? Em todos esses anos ela nunca manteve contatos com sua família na Paraíba? E seu namorado, Alexsandro Fontinelli, o que sua morte representou para esse ‘caso’?

É melhor irmos com calma acerca de qualquer conclusão. O crime nunca fora evidenciado pela inexistência do corpo. Porém, agora que se supõe que a outrora ‘jovem’ Andreza esteja com vida e, mais, vivendo em companhia de criminosos durante todos esses anos... No mínimo, é necessário localizá-la e tirar a derradeira prova de todo esse caso que, em se comprovada a farsa, somente levará um balaio de homens públicos entre policiais e políticos à bancarrota e, posteriormente, desencadeará um efeito dominó passando pelas várias esferas do poder público estadual.

Como sempre, agora é esperar!