A Vingança de Ney Suassuna

Posted: terça-feira, 15 de julho de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Campina Grande contempla uma daquelas situações inesperadas, porém das mais aguardadas durante os períodos eleitorais: uma “virada de casaca”!

A mais nova reviravolta nas hostes partidárias é a posição explícita do ex-senador Ney Suassuna de apoiar o nome de Rômulo Gouveia em sua candidatura a prefeito de Campina Grande.

O fato explica-se! Desde o pleito de 2006, uma chaga ficara aberta no coração do ínclito empreendedor Ney Suassuna pela infelicidade de não ter sido reconduzido ao Senado Federal. Diga-se de passagem, uma injustiça do povo paraibano ao incansável batalhador dos conclames estaduais.

A amargura sentida tem nome, sobrenome e parentesco: o PMDB, na figura do seu líder-mor, o senador José Maranhão, e seus asseclas, entre eles o deputado Vital Filho e o prefeito Veneziano Vital.

À época, correu à boca-muída, em Campina Grande, que fora o deputado Vital Filho quem sugerira a retirada da figura de Ney da mídia posta ao lado de Zé Maranhão, na tentativa de justificar a queda nas intenções de voto do candidato do PMDB em pesquisas recentes .

As dúvidas são: Quem, realmente, tem a culpa pelo outrora “desapego” à candidatura de Ney ao senado em 2006? Quem sugeriu desvincular a imagem de Ney da figura do postulante ao cargo de governador, José Maranhão? Por que José Maranhão não defendeu com unhas e dentes a sugestiva idoneidade do seu amigo e companheiro de chapa?

Em um dos debates promovidos pela mídia televisiva, Cássio interpelou Maranhão sobre a participação do seu então companheiro de chapa no escândalo nacionalmente conhecido como “Máfia dos Sanguessugas”. Mal preparado para o páreo à Cássio Cunha Lima em um debate político, o popular Zé gaguejou e, simplesmente, numa falta de criatividade e de personalidade, afirmou que não era companheiro de chapa de ninguém envolvido em escândalo.

Confesso que tenho curiosidade de saber se essa mesma pergunta fosse feita à Cássio, qual seria a resposta! Garanto que a resposta teria um cunho apelativo forte, eloqüente, hipócrita, mas, nunca, conteria a covardia da evasão.

O candidato opositor, o atual governador Cássio Cunha, em momento nenhum titubeou em manter e defender Cícero Lucena como candidato a senador. Visto que o mesmo houvera sido investigado e preso pela Polícia Federal meses antes da campanha. Sem dúvida, com o caráter e a imagem muito mais arranhada do que a suposta participação de Ney no escândalo dos “sanguessugas”, fato verificado às vésperas do pleito eleitoral de 2006.

Sinto muito pela mágoa do ex-senador Ney Suassuna. Mas, se ele tem de encontrar culpado para sua derrota nas urnas, este culpado é o percentual do eleitorado paraibano que preferiu sufragar o nome de Cícero Lucena. Porém, sinto muito por esta parcela do eleitorado, também, por estar sendo tão mal representado no Senado Nacional.

Garanto que toda a Paraíba tem saudades de Ney Suassuna como sendo detentor de uma das vagas representativas do estado no Congresso Nacional.

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