O pulso, ainda pulsa!

Posted: quarta-feira, 9 de julho de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Maio de 1994, morria Ayrton Senna e, com ele, a esperança do quarto título no Campeonato Mundial de Fórmula 1.

À época, brilhava ainda que timidamente, a estrela de Rubens Barrichello à bordo da pequena e quase que inexpressiva Jordan Racing Team. Cabia-lhe um pouco mais de personalidade e prestígio do que demonstrava o outro brasileiro, no mesmo ano, Christian Fittipaldi.

Ao final de 1994 todos esperavam uma contratação de Barrichello por uma das chamadas “grandes” da F1. Um boato forte surgiu entre seu nome e a McLaren de Ron Dennis. Meros boatos. Ou melhor, mais adiante soubemos que houve sim uma proposta. Mas, o ínclito Rubinho dispensara, em detrimento à promessa da Jordan em utilizar-se dos motores Peogeot no projeto de torná-la equipe grande nas temporadas seguintes.

Resultado: Barrichello joga pelo ralo a chance de ter sido o grande piloto brasileiro da era pós-Senna.

Até sua chegada à Ferrari, em 2000, colecionou poucos resultados expressivos, à exceção do segundo lugar conquistado em Mônaco, em 1997, pilotando na chuva um dos carros da fraca Stewart Racing Team, do escocês Jackie Stewart e, ainda, obtendo uma pole position, em 1999, na França.

Pilotando o segundo carro da Ferrari alcançou as primeiras vitórias, as primeiras decepções e o status de “perdedor” por se tornar subalterno na equipe e ao próprio Schumacher por 5 anos!

Mas, o fato é que, particularmente, NUNCA consegui deixar de torcer pelo “desinfeliz”!

Me decepciono a cada mal resultado, a cada frustração, a cada “chacota” da imprensa humorística...

E, neste domingo, os fãs e torcedores do eterno “Rubinho” foram agraciados com uma pilotagem a la Senna provando, incondicionalmente, que sempre foi um piloto de talento e o que lhe faltou em todos esses anos, foi estar com o carro certo, na equipe exata.

Às vésperas da aposentadoria, fica o saudosismo do “chorar pelo leite derramado” e um desgosto por faltar tão pouco tempo para vê-lo ainda em cena no “circo” da Fórmula 1.

1 comentários:

  1. J. Junior says:

    Apos a morte do inesquecivel Ayrton, a Formula 1 tornou-se monotona face o Shumi, como dizia nosso grande Galvao Buena, onde ninguem mais tinha vez no Grid, nem mesmo dentro da propria equipe. Que diga nosso amigo Rubinho. Com a aposentadoria do Shumi, e o ingresso das novas "estrelas" na F1, como o Hamilton,Robert Cubtsa e o proprio Nelsinho, me fe zretornar a assistir com satisfaçao uma corrida onde agora temos uma competicao real e justa. Tao justa que o atual Campeonato tem tres lideres.