Seleção?! Que "seleção"?!?!

Posted: segunda-feira, 16 de junho de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
0


Enquanto vivemos a expectativa do advento do processo eleitoral deste ano, o assunto que impera ainda é o futebol!

Depois do fiasco do Treze FC no Campeonato Paraibano e da incompetência do São Paulo FC na Copa Libertadores, ambos no primeiro semestre, sou obrigado a engolir um bando de moleques egoístas e mercenários que compõem o atual selecionado dos “melhores” jogadores brasileiros, comandados pelo ínclito técnico Dunga.

Continuo sendo redundante quando o assunto é este: é preciso que o Brasil deixe de participar de, pelo menos, UMA Copa do Mundo!

Eu explico: Chegamos a um ponto tal que jogador de futebol é uma das profissões de alto luxo mais almejada hoje em dia. É sonho de todo brasileiro ter salários altíssimos, morar na Europa, desfrutar das benéfices da fama e, ainda por cima, garantir um “status” de mega-star. Pois, ser jogador de futebol é o melhor caminho para tal intento, podendo até ser convidado a jogar pela Seleção Brasileira e manter-se nesse “status” por força de uma mancumunência existente entre CBF e Nike, com a total conivência da FIFA.

O garoto que pratica futebol hoje, seja pobre ou rico, já sonha com os Euros. A Seleção não é mais objetivo primordial, como dantes.

Os clubes brasileiros não conseguem mais manter um elenco fixo por uma temporada completa nas principais competições nacionais porque todo garoto recém lançado já almeja os campões internacionais em busca de dinheiro e fama!

Portanto, voltando ao assunto, no momento em que o Brasil não mais estiver em cima do salto alto ao qual fora alçado e nunca descera por ser o único participante de todas as Copas e eterno favorito em todos os Mundiais disputados, provavelmente uma corrente que já existe ganhará voz, vez e força buscando desmanchar essa “panelinha” gerenciada por Ricardo Teixeira. O rebuliço que se geraria com uma possibilidade dessas abriria o precedente que se necessita para abrirem-se investigações nos diversos âmbitos para apurarem-se as várias denúncias engavetadas sobre a gestão da CBF e, principalmente, o gerenciamento da Seleção Brasileira e suas convocações.

Basta lembrar que temos uma “bancada da bola” no Congresso Nacional que consegue abafar todos os escândalos futebolísticos às custas de alguma conquista esportiva. Para o brasileiro, o que importa é ganhar. Trazendo o título pode deixar o desmando rolando!

A contrapartida seria a destituição de Ricardo Teixeira, a volta do espírito esportivo ao invés do financeiro, o fim do contrato de exclusividade com Rede Globo, Nike, etc... Enfim, voltar a valorizar o esforço dos mais de 800 jogadores que participam do Campeonato Brasileiro das séries A e B, que buscam à cada rodada fortalecer os clubes aos quais defendem sabendo que NUNCA, definitivamente NUNCA, serão lembrados para compor uma das equipes da Seleção Brasileira para disputar sequer um amistoso internacional, por saber que bastaria estar em qualquer time de pouquíssimo, OU NENHUMA, expressividade no cenário Europeu para ser convocado pelo conglomerado CBF-Nike.

Torço! Mas torço muito para que essa Seleção de #$%$# que está jogando a história construída por Pelé, Garrincha, Zico, Falcão e Sócrates na lama em detrimento de um “status quo” e falindo a esperança do torcedor brasileiro não se classifique para o próximo Mundial.

Em 2014, já está garantida sua participação. E, porque será realizada em nosso território, torçamos para que a história esteja mudada nestes próximos oito anos para que possamos ter jogadores vibrantes e, acima de tudo, aguerridos heróis nacionais. Não só em campo, como também fora dele.

XIII EJC Catedral

Posted: segunda-feira, 9 de junho de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
1

Lá pelos idos de 1995, mais precisamente mês de Agosto, numa segunda-feira, sentira uma sensação de bem estar que nunca experimentara! Era uma misto de emoção com leveza, um alívio na alma que me levara a prospectar o quão bom seria a minha vida à partir daquele dia...

Era o Day After ao EJC...

Antes disso, uma coisa que já me impressionava, à época, era a amizade imperante na turma original do 1º EJC; o carinho com o qual se tratavam e a constância com que se reuniam tanto em atividades práticas da Igreja/EJC como para se divertirem.

Pouco à pouco fui me inserindo nessa turma, começando a me fazer presente nos eventos, até que busquei viver as mesmas emoções que os levaram a conhecer Jesus, dentro de si mesmo, através do EJC.

Depois do encontro entrei de vez na turma!

Desenvolvi uma aptidão, ainda que pouco eficiente, para a música: comecei a tocar violão porque as músicas entoadas pela Bandinha não saíam da minha cabeça!

Nesse momento, criava-se, definitivamente, minha identidade dentro do EJC! Não haveria nenhum evento em que eu não estivesse, muito menos que eu não portasse meu violão em baixo do braço, conduzindo melodias para Renata de Lourdes alegrar toda uma geração.

Contemporâneos de uma época áurea, Renata, Mano, Alexandre Lazer, Herlon, Eu... Esse grupo era a base musical para tudo o que houvesse de eventos juvenis do EJC, da Crisma do Seminário ou das missas da Catedral.

Somente anos mais tarde, “aprendi” a cantar...

Na verdade, todo esse prelúdio acima foi para justificar o quanto eu me sentia útil em todo o meu tempo de EJC, que hoje posso separá-lo por fases. E essa foi minha 1ª fase!

Em 2000, o EJC Catedral apadrinhara as paróquias de São Francisco e São Cristóvão. À época, começara um novo curso universitário e abdicara da condição de integrante dessas duas Bandinhas e, desde então, nunca mais voltara a compor qualquer equipe, ou participar de qualquer outro evento promovido pelo EJC.

Voltemos ao presente: ano 2007! Eis que me surge um convite para integrar a Bandinha do EJC, agora na condição de casado.

A sensação do retorno foi esquisita. Voltava para o lugar que me formara espiritualmente, mas não me sentia mais à vontade. Não conhecia mais ninguém e, o pior: NINGUÉM MAIS ME CONHECIA!

Afora alguns poucos veteranos, apenas Herlon me acompanhava da época do EJC Zonal Centro-Urbano.

Porém, o retorno foi sensacional! Fiz novos amigos, reatei alguns laços mal atados no passado, me reencontrei comigo mesmo no que sempre gostei de fazer.

Em 2008, retorna-me o convite! Pela primeira vez, depois de 14 anos, integraria outra equipe. Nada de Bandinha, o convite era para integrar a Vigília e Liturgia!

Relutei em aceitar o chamado.

Consciente das minhas convicções, do meu perfil e do meu temperamento explosivo e muito pouco espiritualizado, precisei refletir muito para me convencer que eu seria uma boa conduta para a equipe de oração e interseção.

Até que, como que por providência divina, recebi um e-mail com um daqueles famosos “.pps” que me arrepia até hoje só de lembrar. Se tratava de uma mensagem como se fosse o próprio Deus falando. E, juro, aquela mensagem era mesmo para mim! Tudo que a mensagem continha, dizia respeito às minhas dúvidas e inquietações. E, foi o bastante! Daquele momento em diante, já sabia que poderia assumir a condição de “clausura” que a Vigília exigiria.

O fato, é que a primeira impressão que tive, na primeira reunião da Vigília, foi a competência espiritual dos coordenadores! Naquele dia, o casal coordenador me surpreendeu. Ali mesmo já “abri o verbo” sobre minha frustração e meu receio. Mas, fui acalentado... e encorajado!

Mais tarde, no decorrer dos encontros, me deparei com figuras do meu recente círculo de amigos, provenientes da minha 2ª fase. Egressos da Bandinha de 2007, lá estavam: Karla, Juliane, Aluska, João e Brígida.

É preciso confessar que o ritmo dos encontros não me agradava. Um marasmo, um “nada à fazer”... tudo muito diferente do cotidiano das Bandinhas. Até deixei de levar o violão para as reuniões porque já me sentia inútil.

Até o dia em que a coordenação junta em um canto de parede; Eu, João e Thiago e nos chama o “feito à ordem” para a responsabilidade que teríamos em musicalizar o ambiente da Vigília nos três dias de encontro.

Foi nesse momento que se apresentou a pessoa que, para mim, foi fundamental para nosso intento: mais um novo amigo, Adriano.

O cara se dispôs a fazer o que, até aquele momento, eu mesmo não tinha feito: elencou uma série de músicas de louvor e adoração, às quais usaríamos durante o encontro, e ainda nos cobrou um certo empenho em ensaiarmos previamente todas elas.

Agora, sim!

Chegava minha vez de me sentir útil e ambientado. Seccionamos o grupo e uma equipe, dentro da equipe, preparou em alguns ensaios o embasamento musical para a Vigília.

A primeira noite de EJC me trouxe uma angústia, logo dissipada: a tradicional abertura do encontro não contou com as demais equipes e, somente a Vigília assistiu à exposição do Santíssimo por Pe. Márcio e o conduziu à sala da Vigília.

Em tempos pretéritos, uma grande procissão acompanhava a adoração e o cortejo até a sala do repouso!

Encurtando, lembram daquela sensação que tive, contada lá no princípio desse relato? Em todos os anos que desempenhei minhas funções nas diversas Bandinhas, nunca sentira novamente. Mas, dessa vez, eu senti. Ou melhor, ainda estou sentindo nesse momento em que escrevo. E é bom demais senti-la novamente.

A equipe da Vigília, dignissimamente conduzida por Romerinho, Cecília, Laércio e Valquíria fez com que eu me sentisse muito, mas muito útil, não só ao grupo, mas à todas as demais equipes do EJC 2008.

Depois de tanto tempo experimentando a mesma sensação em todos os outros encontros, participando da mesma equipe, este ano me realizei e me abasteci. Senti que fui eu mesmo, fiz o que faço de melhor, ajudei a unir todas as equipes num mesmo espírito e, acima de tudo, estou redefinindo minha identidade nessa minha 2ª fase desse renovado EJC.

EJC, estou de volta!

E, definitivamente, sentindo novamente a chama ardente do servir.

Obrigado a todos os colegas da equipe Vigília e Liturgia, meus mais novos amigos. Onde estivemos, estamos, e sempre estaremos reunidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!