Vias Públicas: Zonas de Exploração Particular

Posted: segunda-feira, 7 de abril de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Foi destaque no programa “Fantástico” da Rede Globo, neste último domingo, uma matéria polêmica que envolve um certo descaso do poder público e uma larga malandragem por parte dos chamados “flanelinhas” que, ao invés do pedido da antiga gorjeta, agora figuram como “proprietários” de vias públicas e cobram o direito pelo estacionamento de veículos nas áreas de domínio público.

Em Campina Grande essa prática já é adotada há alguns anos em eventos artísticos e esportivos, gerando transtornos e constrangimentos aos condutores de veículos que já não dispõem da liberdade de utilização das áreas vagas em vias públicas para estacionarem seus veículos sem serem importunados pelos “guardadores autônomos” que estipulam um certo valor e distribuem senhas informando a quantia a ser paga pelo estacionamento, sob pena de receberem ameaças se não as cumprirem.

Esse expediente constrangedor acentua-se em nossa cidade no período das festas juninas. As imediações do Parque do Povo se tornam áreas “particulares” de exploração do bem público como fonte de renda para malandros travestidos de guardadores de carros.
Como esse período festivo já se aproxima, convoco a imprensa, nosso 4º poder, aquele ao qual cabe a pressão necessária para ações dos poderes públicos, para que, à partir deste ano de 2008, seja desenvolvida uma ação enérgica do poder executivo, em conjunto com o poder judiciário e a curadoria pública cabível, para coibir essa prática marginal em nosso Município, proporcionando tranqüilidade aos condutores de veículos e prevenindo o exercício dessas atividades ilegais camufladas e, até agora, inimputáveis.

Não se credite a UEPB...

Posted: sexta-feira, 4 de abril de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Não é de hoje que a cidade de Campina Grande é considerada um dos pólos de formação tecnológica e de engenharia de todo o território nacional. A Universidade Federal, desde quando era UFPB, já formou inúmeros profissionais da chamada “Área 1” do setor acadêmico. Os alunos dos diversos cursos de engenharia são sondados por grandes empresas antes mesmo de concluírem o período da graduação.
A qualidade do ensino, o nível de formação do quadro docente, a constante capacitação desse mesmo quadro e o imenso incentivo da instituição voltado às pesquisas e à extensão têm feito com que a, hoje, Universidade Federal de Campina Grande mantenha o status de uma das maiores escolas de engenharia e tecnologia do Brasil, contribuindo não só para a formação de profissionais competentes, como para a edificação da intelectualidade brasileira.
Ao contrário do trabalho que desenvolve a UFCG, temos em outra vertente a ínclita e guerreira UEPB.
A Universidade Estadual da Paraíba, apesar dos esforços da atual Reitoria, não consegue se desvincular do rótulo de entidade ‘sub’; detentora de cursos de nível secundário, alunos desinteressados, professores mal formados e incapacitados em seus diversos centros de formação!
Apesar de fornecer mais de 400 novos profissionais ao mercado a cada semestre, a UEPB não consegue atingir o nível de excelência em seus cursos. O comércio local e as empresas prestadoras de serviços estão abastecidas de incontáveis profissionais graduados, nível superior, atuando em cargos subalternos, que não conseguem assumir uma posição de destaque em seu próprio nicho profissional.
O ensino superior desenvolvido pela UEPB e pelos seus professores não consegue preparar seus alunos satisfatoriamente para assumir o cotidiano que suas futuras profissões exige.
Como testemunha (ou vítima) da incapacidade da instituição em preparar alunos e transformá-los em profissionais, credito toda a responsabilidade dessa estagnação acadêmica aos professores da instituição.
Salvo raríssimas exceções em seus diversos Centros Acadêmicos, o quadro efetivo dos professores da UEPB é composto de professores veteranos (para não dizer: velhos), de didática retrógrada e pouca, ou nenhuma, atualização contemporânea para seus métodos e conteúdos ministrados.
Quando, em uma das últimas eleições para Diretoria de Centro, indaguei em um debate entre as candidatas o porquê de não haver reciclagens, ou capacitações, para os docentes, pasmem, a resposta não me surpreendeu: já houvera processos semelhantes, mas fracassara pela falta de interesse dos próprios professores!
Enquanto a UFCG não precisa, sequer, esperar pela formatura para introduzir seus pupilos no cenário profissional brasileiro, e ainda emblemá-los com o selo UFCG de qualidade, a UEPB detém em suas estatísticas os cursos que mais formam, e menos empregam, como: Direito, Administração e as Licenciaturas diversas.
É uma pena!
Dos meus leitores, terão aqueles que contestarão, alegando que Fulano ou Sicrano são profissionais bem sucedidos formados pela UEPB. Mas, lhes garanto, só os são por esforço próprio! Os grandes profissionais formados pela UEPB são guerreiros. Pessoas que batalharam muito para chegar à uma universidade e foram vitoriosos no afulinamento do processo seletivo natural do mercado. Mas, não creditemos tamanha qualificação pessoal à instituição formadora.