O Verdadeiro PIB Nacional

Posted: segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Não é de hoje que estamos acostumados a importar modismos ou incorporar à nossa cultura algumas defenestrações artísticas criadas num gueto qualquer de subúrbio, à exemplo do funk carioca.
Um ritmo que banaliza a figura feminina, exalta o machismo e enaltece o erotismo (na forma mais escrachada). É ‘cantada’ por desocupados desafinados, malandros de morro, que nunca se qualificaram para enfrentar o mercado profissional na função de um ofício digno. É um ritmo que seu maior predicado é a esporadicação dos conceitos musicais.
Os meios de comunicação de massas, como a televisão, vêm se aproveitando exacerbadamente do apelo ridículo e irracional desse ritmo marginal, inserindo-o em suas programações, buscando atingir o público das classes C, D e E que, em sua grande maioria, é composta de analfabetos e semi-ignorantes que não sabem a diferença entre um “A” e um “O”, e preferem abduzir-se a imposição maciça dos horários televisivos à buscar cultura nos gêneros artísticos culturais do nosso país. Os publicitários, definitivamente, estão fazendo a festa!
Em reportagem recente, o programa Fantástico da Rede Globo, um pouco que promovendo e outro pouco que condenando, passeou numa praia do Rio de Janeiro acompanhada de um desses MCs da vida, o autor e cantor (pasmem!) do novo top hit da MPB que é a ‘Melô do Créu”!
Tentando demonstrar a imagem de politicamente correta, a reportagem abordou, de forma equânime, simpatizantes e críticos ao novo ‘hit’ do momento. E, ficou claro e evidente, que o cidadão com o mínimo de cultura, não precisa ser um universitário ou um catedrático, para se sentir até ridículo por estar comentando esse tipo de manifestação. Por outro lado, as massas populacionais dos tipos que freqüentam os piscinões de Ramos da vida se deleitaram com a performance e a ‘mensagem’ desentoada pelo ínclito representante da nova classe de menestréis.
Enquanto os políticos opositores tentam, à todo custo, derrubar o analfabeto, porém malandro-matreiro, Presidente Lula, esquecem que o que importa é conquistar as massas. Massas facilmente conquistadas com medidas vulgares como o funk e amplamente sustentadas pelos programas sociais do governo que faz com que esses brasileiros não se importem com a qualificação pessoal e a capacitação profissional.
Seguindo a política de Maquiavel, “Dá-lhes o pão e o circo”, e, da forma mais esdrúxula, está assegurada a governabilidade.

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