Do Cinematógrafo ao Blu-Ray

Posted: terça-feira, 19 de fevereiro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
1


Em 1895, em Paris, os Irmãos Lumière patenteavam seu ‘invento’ conceituando-o de cinematógrafo. Um aparelho híbrido capaz de capturar, revelar e reproduzir imagens captadas através de um método revolucionário à máquina fotográfica, outrora apenas imagens estáticas: surge o cinema!
Anos mais tarde, o aperfeiçoamento dos filmes de rolo deu origem ao conceituadíssimo VCR, ou Video Cassete Record, nos EUA, ou Vídeo K-7 no Brasil, massificando o mercado filmográfico mundial.
Com o advento dos vídeo-cassetes e, posteriormente das máquinas filmadoras, sendo a Sony e a Sharp dominantes do mercado, eis que surgem os cidadãos comuns transformados em cinegrafistas.
A espontaneidade cotidiana, o esporte amador, os primeiros passos dos filhos, tudo virava motivo para o registro em VHS, o vídeo home system ou em Betamax, um sistema similar que apresentava suas fitas em tamanho menor e maior qualidade de gravação e reprodução (mas, há quem conteste).
A tecnologia analógica empregada nas populares fitas de VHS dominaram o mercado videográfico mundial. O surgimento do disc laser, o CD, na forma como conhecemos hoje, no final da década de 80 e princípio dos anos 90, utilizando de tecnologia digital voltada para o áudio era o prenúncio do ocaso do VHS.
No final da década de 90, o CD-ROM, voltado para usuários de computadores era um misto de áudio, vídeo e interatividade. Nessa fase, já se lançava no mercado japonês, americano e europeu, as primeiras produções em DVD. Estava decretado o fim dos VHS.
Com a desvalorização do Real ante às moedas estrangeiras, como o Dólar, o mercado brasileiro demorou cerca de um ano a popularizar as produções em DVD. Mas, a partir de 2003, o mercado definitivamente ‘abraça’ o DVD como nova febre entre os consumidores de filmes e documentários.
O primeiro filme em DVD lançado nos Estados Unidos foi o Twister em 1996. O filme foi um teste para o surround sistem 2.1. No Brasil o primeiro DVD foi Era uma Vez na América, da FlashStar lançado em 1998.
Menos de dez anos após a massificação do Digital Versatile Disc, o DVD, surge o primeiro indício de sua substituição por mais uma inovação tecnológica, o Blu-Ray.
O BD, como deverá ser chamado, é um formato de disco óptico da nova geração. Tem seu tamanho igual ao CD e DVD. É voltado para vídeo de alta definição e armazenamento de dados de alta densidade.
O Blu-ray obteve o seu nome a partir da cor azul do raio laser ("blue ray" em inglês significa "raio azul"). Este raio azul mostra um comprimento de onda curta conjuntamente com outras técnicas, permitindo armazenar mais dados que um DVD ou um CD.
A tecnologia Blu-Ray já é utilizada notoriamente pela Sony, através dos novíssimos games para PlayStation 3.
No último ano, Blu-ray e HD DVD concorreram pela sucessão do DVD. No entanto, hoje, 19 de Fevereiro de 2008, a Toshiba comunicou a decisão de não continuar com o desenvolvimento, fabrico e comercialização do HD DVD. Segundo Atsutoshi Nishida, presidente da Toshiba, a decisão da Warner Bros. em usar exclusivamente o Blu-ray foi preponderante para a tomada dessa decisão. O Blu-ray ganhou assim a guerra contra o HD DVD e é o novo sucessor do DVD.

O Verdadeiro PIB Nacional

Posted: segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
0


Não é de hoje que estamos acostumados a importar modismos ou incorporar à nossa cultura algumas defenestrações artísticas criadas num gueto qualquer de subúrbio, à exemplo do funk carioca.
Um ritmo que banaliza a figura feminina, exalta o machismo e enaltece o erotismo (na forma mais escrachada). É ‘cantada’ por desocupados desafinados, malandros de morro, que nunca se qualificaram para enfrentar o mercado profissional na função de um ofício digno. É um ritmo que seu maior predicado é a esporadicação dos conceitos musicais.
Os meios de comunicação de massas, como a televisão, vêm se aproveitando exacerbadamente do apelo ridículo e irracional desse ritmo marginal, inserindo-o em suas programações, buscando atingir o público das classes C, D e E que, em sua grande maioria, é composta de analfabetos e semi-ignorantes que não sabem a diferença entre um “A” e um “O”, e preferem abduzir-se a imposição maciça dos horários televisivos à buscar cultura nos gêneros artísticos culturais do nosso país. Os publicitários, definitivamente, estão fazendo a festa!
Em reportagem recente, o programa Fantástico da Rede Globo, um pouco que promovendo e outro pouco que condenando, passeou numa praia do Rio de Janeiro acompanhada de um desses MCs da vida, o autor e cantor (pasmem!) do novo top hit da MPB que é a ‘Melô do Créu”!
Tentando demonstrar a imagem de politicamente correta, a reportagem abordou, de forma equânime, simpatizantes e críticos ao novo ‘hit’ do momento. E, ficou claro e evidente, que o cidadão com o mínimo de cultura, não precisa ser um universitário ou um catedrático, para se sentir até ridículo por estar comentando esse tipo de manifestação. Por outro lado, as massas populacionais dos tipos que freqüentam os piscinões de Ramos da vida se deleitaram com a performance e a ‘mensagem’ desentoada pelo ínclito representante da nova classe de menestréis.
Enquanto os políticos opositores tentam, à todo custo, derrubar o analfabeto, porém malandro-matreiro, Presidente Lula, esquecem que o que importa é conquistar as massas. Massas facilmente conquistadas com medidas vulgares como o funk e amplamente sustentadas pelos programas sociais do governo que faz com que esses brasileiros não se importem com a qualificação pessoal e a capacitação profissional.
Seguindo a política de Maquiavel, “Dá-lhes o pão e o circo”, e, da forma mais esdrúxula, está assegurada a governabilidade.