Parafraseando

Posted: quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Como seria bom se nós tivéssemos a liberdade de invadir aquela última sessão da Suprema Corte Eleitoral e falarmos, cada um de nós brasileiros, o quanto nos sentimos envergonhados em tê-los como detenedores da conduta ética e moral da política nacional.

Parafraseando o ínclito ministro Joaquim Barbosa, quando a Justiça atinge o estágio do descrédito, não adianta mais nada; está tudo acabado!

E esse estágio já se encontra ora evidenciado.

Julgamentos elevados corte, após corte, apenas recheia o espetáculo circence ao qual nos passamos a assistir passivamente, ao tempo em que determinados casos repercutem nos amplos espaços multimídia.

Aqui na Paraíba virou mania entre certa casta de políticos corruptos festejar do ridículo promovido pelos estágios recorrentes e vencidos, instância após instância.

E como parece fácil para eles quebrarem as regras do que é ético e moral em detrimento às 'brechas' cirscunscritas nas magníficas peças do Direito Jurídico!

Tudo isso é um escárnio!

(enquanto isso, a delinqüencia exacerbada toma conta das ruas campinenses em comemoraçao a mais um espetáculo mambembe ao qual protagonizamos, esta noite... como os palhaços do circo!)


Um Crime Americano

Posted: terça-feira, 9 de dezembro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Não sei se escrevo para muitos cinéfilos. Mas, dentre os fãs de bons filmes, conto com pelo menos UM entre meus leitores que se enquadra na primeira opção, meu amigo Beto Costa Guerra.

O sentimento que me aflige, ao expô-lo dessa forma, é uma intensa perturbação que me incomoda e me persegue nos últimos três dias, desde quando assisti ao filme “Um Crime Americano”.

Deus do céu! Eu que sou um grande fã de blockbusters do tipo dramas de guerra, Sexta-Feira XIII, O Grito, O Chamado, Jogos Mortais... Mas, NENHUMA dessas mais sanguinolentas películas é tão dura com o sentimento de quem o assiste quanto a produção do diretor americano, Tommy O’Haver que, inclusive é natural de Indiana - EUA, região onde ocorrera o fato narrado pelo filme, no ano de 1965.

É inexplicável; não consigo, até agora, me desprender das imagens protagonizadas pela jovem, e já ‘oscarizada’ Ellen Page, ao representar tão bem a dramaticidade, de uma forma tão verdadeira, o flagelo sofrido através de torturas vãs praticadas por uma mulher seca, doente e viciada a quem fora lhe confiada os cuidados junto à sua irmã na provinciana Indianápolis, na década de 60.

A perversidade retratada no filme me torturou junto à jovem Sylvia Likes. A narrativa me prendeu, de forma que quanto mais me doía assistir tanta atrocidade, mais me comovia com o fato de serem acontecidos reais e, além do quê, a história me forçou a suportar toda aquela carga emocional à espera do final (pasmem!) feliz, impedindo-me de desligar o aparelho de DVD.

A história não é muito conhecida no Brasil, mas rendeu muita polêmica, comoção e revolta entre os americanos à época!

Ainda falando do incômodo, cheguei à conclusão de que o comovente é o fato de que toda aquela violência gratuita estava sendo aplicada à uma criança inocente e mostrada de forma explícita, excelentemente dramatizado pela vítima e seus algozes. Além do mais, os fatos nos remete a vários lares brasileiros por entre as periferias do nosso país, onde sabemos o quanto é comum haverem maus tratos à crianças e idosos.

A jovem Sylvia não foi simplesmente mal-tratada! Além da violência doméstica sofrida, ainda passou pelo ridículo de ter sido transformada num ‘monstro’ de circo; uma 'criatura' a qual todos os vizinhos e colegas de escola visitavam, no porão onde era mantida incomunicável (e imóvel já que fora jogada escada abaixo lhe comprometendo as funções motoras na queda), para ‘extravasar’ se divertindo, lhe aplicando as maiores torturas possíveis e inconcebíveis que iam desde murros até queimaduras com isqueiro ou ferro quente, sem que nenhum, posteriormente ao tribunal, apresentasse qualquer motivo para que tivessem desprendido tais atitudes.

Ainda estou atônito...

Se te aconselho a assistir ao DVD? Não sei se devo aconselhar assisti-lo. Para os psicólogos, é obrigatório! Aos demais, porém, garanto que apesar de duro, explícito, tenso e perverso, trata-se de uma ótima produção, com magníficas interpretações de Ellen Page (Juno, 2007) e Catherine Keener (Capote, 2005) ou, ainda, pelo fato do diretor Tommy O’Haver não ter aplicado nenhum juízo de valor à qualquer das personagens, narrando os fatos à luz dos autos processuais do caso julgado.

Pérola dos bastidores políticos!

Posted: segunda-feira, 1 de dezembro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Li, neste final de semana, um artigo publicado em um dos blogs mais lidos do Estado de Pernambuco, do jornalista Magno Martins, cidadão de muita influência no meio político federal.

Em seu texto publicado em 30.11.2008, ele transcreve uma narrativa de um fato acontecido há 19 anos, quando o Brasil vivia a expectativa de eleger, de forma democrática, seu primeiro presidente da República.

Eram 21 os postulantes ao cargo, entre eles um dos homens mais valorosos da nossa política: Ulisses Guimarães, maior cacique do MDB e do PMDB até o dia do seu desaparecimento às águas de Angra dos Reis, litoral fluminense.

O fato ocorrera entre esse ícone da política histórica nacional e um menino novato, recém chegado ao Congresso Nacional. Eis o texto:

http://www.blogdomagno.com.br/ - 30/11/2008
"A maldição do Velho!
Vale a pena transcrever esta nota na coluna de Jorge Bastos Moreno: "Um dos personagens da semana é sem dúvida o governador cassado da Paraíba, Cássio Cunha Lima, hoje tucano. A minha agradável memória guarda do rapaz um episódio interessante.

Na eleição presidencial de 1989, o então arrebatado jovem invade o comitê do candidato do seu partido, na época PMDB, Ulysses Guimarães:

“Vim desmentir pessoalmente os boatos de que iria traí-lo, aderindo ao PSDB de Covas”.

No dia seguinte, no programa eleitoral do meio-dia, Ulysses salta da cadeira quando vê Cássio Cunha Lima abraçado com Covas, no horário tucano. Foi uma das raras vezes que ouvi um palavrão da boca de Ulysses:

“Filho da p...! Política deveria ser só para homens, não para moleques!”

Presenciaram essa cena, além deste repórter, o então presidente do PMDB, Jarbas Vasconcelos, e o secretário particular de Ulysses, Oswaldo Manicardi.

Nota do blog: Meu amigo Jorge Bastos Moreno, na época em que presenciou a cena, era assessor de Imprensa de Ulysses. Hoje, é um dos mais talentosos repórteres de O Globo, tem seu blog e assina uma coluna no mesmo jornal aos sábados com o título “Nhenhenhém”. "


Esse fato era desconhecido dos nossos bastidores estaduais. Dessa feita, fica clarividenciado as más intenções do jovem Cássio que, ainda no berço do PMDB, já cogitava seu ingresso nas hostes tucanas, muito tempo antes de assumir sua filiação.

Eu vi um menino correndo... (Parte III)

Posted: segunda-feira, 24 de novembro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Em seu primeiro mandato, de início lento e turbulento, Cássio apenas se incomodava em denunciar as perseguições sofridas pelo Sistema Correio de Comunicação e, atribuía o marasmo administrativo à situação dita “deplorável” encontrada nas finanças estaduais através da ‘herança’ do governo anterior.
Enquanto o Estado tentava ‘engrenar’ administrativamente, o governador já articulava seus abnegados vereadores campinenses e os detentores de assessorias na Prefeitura, buscando obstacular qualquer tentativa de sucesso na administração Cozete Barbosa, sendo esta catolicamente ‘aliada’ do governador, inclusive tendo participado da sua eleição para o governo, insurgindo-se ao PT, seu partido, que apresentara candidatura própria, na figura de Avenzoar Arruda.
No entanto, seu plano era simples: depois de ‘jogada aos leões’ Cozete seria facilmente deletada do Palácio do Bispo e, bastava encontrar um nome de consenso para readmitir a PMCG ao seu comando total e irrestrito.
Enquanto a oposição lançara o nome do vereador Veneziano Vital como candidato do grupo maranhista à prefeitura, a palavra de Cássio ainda não louvara o nome de ninguém, até meados do mês de junho, às vésperas da campanha eleitoral.
O nome escolhido foi o do Deputado Estadual Rômulo Gouveia, primeiro acólito do clã Cunha Lima.
Usando, e abusando, da sua figura pessoal e institucional, Cássio participa ativamente do processo como sendo o personagem principal da disputa: parecendo que o ínclito Rômulo Gouveia, apenas, o representaria no comando da Prefeitura Municipal.
Em uma campanha épica, Veneziano Vital é eleito, com uma diferença, inacreditável, de 791 votos sobre Rômulo, ao qual representava toda a máquina administrativa estadual empenhada em sua campanha, incluindo a astúcia do, agora já experiente, Governador Cássio C. Lima.
Dotado da maioria dos vereadores no legislativo campinense, o governador não dá trégua ao gestor campinense em nenhum momento. Através de manipulações, seus bonifrates edis sequer discutiam as matérias do executivo: reprovavam-nas sumariamente.
Assim fora durante os quatro últimos anos!
Porém, em meio ao embate pessoal entre os vereadores campinenses e o prefeito Veneziano Vital, ocorrem as eleições do ano de 2006, onde o projeto de re-eleição do governador Cássio se vê ameaçado pelo retorno do forte adversário José Maranhão em busca da retomada do Palácio da Redenção.
A verdade é que Cássio se utilizou de toda a estrutura institucional disponível para manter-se no comando do governo estadual.
A força de José Maranhão era impressionante.
Provavelmente, se não fosse o escândalo dos “sanguessugas” que envolvia o senador e candidato à re-eleição Ney Suassuna, Zé Maranhão pudesse ter demonstrado um poder maior de embate, e debate, já no primeiro turno.
Vários escândalos foram protocolados na mídia e na justiça eleitoral naquele ano! Os maios famosos foram denunciados e ficaram conhecidos como: Caso Cheques da FAC, Caso Edifício Concorder e Caso A União.
Cada um com sua peculiaridade em especial, os casos FAC e A União renderam ao, até então, intocável e inimputável Cássio Cunha Lima dois processos no TRE-PB, no ano de 2007, dos quais, ambos lhe promoveram a cassação do mandato, multas de R$ 50.000,00 e inelegibilidade de três anos.
Ancorado à uma medida cautelar expedida pelo TSE, continuara no mandato até o julgamento do mérito pelo mesmo órgão.
E, eis que chegamos ao corrente ano!
O ano de 2008 ficará lembrado na memória de qualquer campinense. De qualquer paraibano!
Foi o ano em que a Dinastia Cunha Lima veio ao chão.
Mais uma vez o governador indicara o Deputado Federal Rômulo Gouveia como candidato a prefeito de Campina Grande. E, desta feita, pra ganhar!
Para os que conhecem um pouco da História da Paraíba, o grau de sandice do governador extrapolava qualquer noção de bom senso ou de responsabilidade político-administrativa. Sua conduta remetia à lembrança do ex-presidente João Pessoa: frio, calculista, maquiavélico, perverso, petulante, violento, arrogante e, acima de tudo, a soberba lhe sobrava!
Após transferir o governo do Estado para Campina Grande e participar ativamente, utilizando de todos os recursos pessoais e institucionais, seja como governador, como líder do grupo político e como eleitor, atribuindo os expedientes mais escusos na obtenção de votos para o seu preposto, Cássio e seu grupo sucumbe à Veneziano Vital mais uma vez.
Ah, quem me dera ter presenciado seu semblante nessa hora!
Em Campina Grande, incrivelmente, o Cassismo estava derrotado novamente. A população não atendeu aos clamores de “...pelo amor de Deus, não vamos deixar essa oportunidade passar!”. Os campinenses disseram “não” ao governador em seu “...me dêem um prefeito!”.
Encerrado mais um apoteótico embate político, tudo se manteria na mesma rotina se não fosse, mais uma vez, a petulância do governador ao celebrar em uma confraternização natalina antecipada a tranqüila conveniência na condução dos trabalhos administrativos, afirmando que seus processos de cassação não seriam analisados pelo TSE tão cedo!
E, por ironia do destino, o Ministro-relator Eros Grau pede pauta para julgar o Caso FAC: Instala-se o pânico no Estado!
Em menos de uma semana, as instâncias estaduais se esvaziam com a ‘debandanda’ de todo um aparato jurídico-parlamentar em vistas ao êxito no intento junto ao TSE.
Dia 20 de Novembro de 2008: O dia que ficará registrado na História da Paraíba como dia em que Cássio Cunha Lima tivera o mandato cassado pela análise dos ínclitos ministros do TSE. Primeira derrota pessoal de Cássio, não obtendo voto algum a seu favor, sendo destituído do cargo de governador à unanimidade dos votantes da Suprema Corte Eleitoral: 7 x 0.
Não bastasse o desgaste político após a derrota do seu grupo na disputa pela Prefeitura Municipal de Campina Grande, agora vem a derradeira ‘pá de cal’ em seus mais ambiciosos projetos político-pessoais.
De forma inesperada, através das forças jurídicas, e não nas urnas, Cássio Cunha Lima é destituído de um dos seus cargos. Acentua-se, aí, sua primeira derrota pessoal! Pela primeira vez, a sua pessoa perde uma disputa.
A Justiça, até que enfim, agiu contra um dos Cunha Lima e obteve êxito.

Cássio Cunha Lima, brasileiro, campinense: de menino a homem; de amado a odiado; de vencedor à vencido; quem sabe, daqui pra frente, passe também, de político mais lembrado ao homem de caráter esquecido!
“Eu vi o menino correndo, eu vi o tempo brincando ao redor daquele menino...” (Caetano Veloso).

Eu vi um menino correndo... (Parte II)

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Utilizou-se do cargo de prestígio que ocupara para barganhas políticas, promoção pessoal e desvio de verbas, segundo denúncias de corrupção fartamente divulgadas pela mídia. Inclusive, fato esse que levou seu pai, na época Governador do Estado, a balear o ex-governador Tarcísio Burity, no conhecido “Caso Gulliver”, em 1993 (www.jampanews.com/admin/modules/noticia/?id=5736).
Em 1994, já com a imagem desgastada pela conturbada passagem pela Sudene, elege-se, mais uma vez, Deputado Federal pela Paraíba. Desta feita, o candidato mais votado no pleito, obtendo 157.609 sufrágios.
Nessa época, já em meados de 1996, surge um boato em toda Campina Grande, da insatisfação do já líder político Cássio Cunha Lima com o seu sectário Félix Araújo Filho, prefeito municipal. Inclusive, até hoje permeia-se uma dúvida: houve, ou não houve, o tão versada agressão (fala-se em um murro dado por Cássio em Félix, em pleno Calçadão da Cardoso Vieira)?
O que ocorrera, na verdade, foram discussões e mais discussões acerca de qual o nome seria indicado para suceder Félix no comando do paço municipal.
Na reunião definitiva, eu estava lá! Ainda menino, mas muito presente nessas questões, passivamente acompanhando meu pai nos eventos políticos.
Definitivamente, Cássio já era o líder maior do grupo político, e ouvira de sua própria boca da insatisfação com que tomava conhecimento dos desmandos administrativos e do desgaste do atual prefeito e, conseqüentemente, do seu paiol. E, anunciava, que não haveria outro jeito, apesar de não fazer parte do seu projeto, mas o candidato deveria ser ele próprio.
Foi nessa reunião que Rômulo Gouveia foi escolhido para ser seu candidato a vice. No mesmo dia, à noite, o Gordinho seria anunciado. Ao invés disso, para surpresa do próprio Rômulo, o anunciado como companheiro de chapa fora o histórico vereador Lindaci Medeiros.
A disputa em 1996, mais uma vez contra o outrora arqui-rival Enivaldo Ribeiro, geraria o terceiro e decisivo ‘round’, onde Cássio fora alçado vencedor, garantindo-se com a expressiva votação obtida na Zona Rural campinense, totalizando 72.185 votos, colocando 8.111 votos de maioria sobre Enivaldo.
Foi daí que surgiu a mítica de que a Zona Rural era área impenetrável do Grupo Cunha Lima.
Pela primeira vez Cássio Cunha Lima conclui um dos mandatos ao qual fora eleito! Pasmem, visiona seu cargo até o último ano, uma vez que era reconduzido à disputa do pleito, através do instituto da re-eleição, agora permitida aos mandatários de cargos do Executivo.
A peculiaridade, absurdamente inacreditável, ocorrida na campanha de 2000, demonstrava com clarividência, o menosprezo do homem Cássio ante seus adversários, ou até para com seus próprios aliados: através de uma manobra maquiavélica, de uma atitude vil, anunciava Cozete Barbosa como candidata à vice-prefeita em sua chapa!
Cozete Barbosa era vereadora, à época, porém elegera-se através das inconfundíveis participações à frente do Sintab, onde se confundia o sindicato à sua própria figura altiva e ativa! Dessa forma, Cozete era a principal vilã de todos os gestores municipais campinenses e, mais que qualquer outro, do próprio Cássio Cunha Lima, do qual fora idealizadora de um funeral simbólico, certa feita, conduzindo um féretro para a porta da Prefeitura Municipal representando o gestor campinense.
Pela terceira vez é reconduzido ao cargo de prefeito municipal, obtendo 122.718 votos, contra ínfimos 36.727 votos do, mais uma vez derrotado, Enivaldo Ribeiro que tinha como companheiro de chapa, o atual Deputado Federal Vital do Rego Filho, o Vitalzinho.
Como era de se esperar, sua segunda gestão não ‘começa’; de forma que se evidenciava sua plena candidatura ao governo estadual, ainda quando disputava a re-eleição como prefeito. Em meio ao projeto inevitável, renuncia ao mandato em abril de 2002, objetivando eleger-se governador do Estado.
Em dois combates, o já amado e odiado Cássio Cunha Lima derrota Roberto Paulino, atual vice-governador e postulante à vaga máxima, e é proclamado vencedor em 2º turno, obtendo 752.297 votos em todo o Estado, contra 637.239 de Paulino.
Estava sacramentado o projeto político-pessoal do outrora ‘menino de Ronaldo’, agora, líder máximo da política estadual, tendo como algoz o senador eleito José Maranhão e suas hostes.

Eu vi um menino correndo... (Parte I)

Posted: by Emmanuel do N. Sousa in
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Lembro-me do processo eleitoral de 1986, quando o saudoso tribuno Raimundo Asfora era aclamado candidato à vice-governador na chapa encabeçada pelo grande Tarcísio Burity. O peculiar fora a determinação de que o herdeiro dos votos, e conseqüentemente, da vaga na Câmara Federal de Asfora seria o então “menino de Ronaldo”, o Cássio Cunha Lima, à época com 21 anos de idade e sem nenhuma experiência profissional ou política.
Facilmente assimilado como ‘candidato do grupo’, Cássio é eleito Deputado Federal com a segunda maior votação no Estado, somando 93.236 votos, sendo superado por Antonio Mariz que obteve 106.591 votos naquele pleito.
Começava ali a caminhada política do ‘menino de Ronaldo’, adentrando ao Congresso Nacional em uma época histórica para nossa política contemporânea, para ser um dos nossos Constituintes na elaboração da Carta Magna do Brasil pós-ditadura.
Dois anos mais tarde, em 1988, as forças situacionistas do município de Campina Grande ‘engolem’ a determinação do prefeito Ronaldo C. Lima e dos caciques do PMDB local, entre eles Lindaci Medeiros e Mário Araújo, de lançar (ainda que legalmente impossível – mas, lembremos que falamos de Campina Grande, PB, Cunha Lima... entendem?!?) como candidato à sucessão municipal, o Deputado Federal Cássio C. Lima.
Em meio à promulgação da nova Constituição Brasileira, Cássio disputa uma campanha memorável com o ex-prefeito Enivaldo Ribeiro, onde se sagra vitorioso em 15 de Outubro. Eleito prefeito do município de Campina Grande, com 53.720 votos, uma maioria de 11.954 votos sobre o antigo gestor.
A saga que transformaria o ‘menino de Ronaldo’ no homem Cássio Cunha Lima começava ali!
Cumprira quatro anos de mandato à frente da Prefeitura Municipal de Campina Grande. Nessa época, uma nova forma de governar era implementada em nossa região: um governo jovem, dinâmico, inovador e um governante totalmente avesso à tradicionalismos ou modismos cerimoniais.
Foi nesse primeiro mandato que se implementaram feitos marcantes como a construção do Ginásio “O Meninão”, início da construção do Parque da Criança e a criação da Micarande, além de inúmeras obras de infra-estrutura.
Uma curiosidade dessa época: Cássio era visto, constantemente, passeando pelas ruas da cidade dirigindo seu próprio carro aos finais de tarde, fato esse que o fez um exímio conhecedor do mapa geográfico de Campina Grande em suas vias e em suas deficiências.
Faltando pouco mais de um mês para encerrar seu mandado em 1992, renunciou ao cargo, em favor do seu vice-prefeito, o empresário Francisco (Tico) Dantas Lira, aceitando a indicação para assumir a Superintendência da Sudene, em Recife-PE.
Foi aí onde a metamorfose do menino para homem se concretizou!

O Novo Homem!

Posted: segunda-feira, 27 de outubro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Apraz-nos contemplar o revigorante sol que nos abraça nesta manhã de segunda-feira - o "day after"! A luz pujante anuncia o coroamento de mais um novo tempo para nossa cidade: a Era Veneziano continua!

Ao contrário do que pressupunha qualquer expectativa, até dos mais crédulos, o atual prefeito fora reconduzido ao cargo por mais de 6.800 votos!

Pesquisas e mais pesquisas - até algumas de cunho interno das coligações – não apontavam mais que 1% (um por cento) das intenções pró-Vené!

Há alguns dias, fora necessário um ensaio assinado pelo ínclito jornalista Apolinário Pimentel, que indagava aos confins do vasto Universo em busca de uma declaratória acerca de “Quem é esse Cabeludo?” para que os mais desavisados, ou os que se puseram marginais ao pleito (posto praticamente impossível tendo em vista o intenso acirramento no embate), pudessem dimensionar o imenso prestígio detido pelo prefeito Veneziano Vital junto ao eleitorado campinense!

Nos anos de 2005 e 2006 o atual prefeito já contava com índices absurdamente positivos de aprovação administrativa. Não fosse a conduta de alguns parlamentares bonifrates, o ano de 2007 poderia ter fundamentado, de forma decisiva, a predileção absoluta da maioria tenra do cidadão e do eleitor campinense, voltada ao pleito recentemente findo.

A verdade, dita por quem participou ativamente do certame, é que concentraram-se em Campina Grande todas as atenções destas Eleições 2008, haja visto o desfecho prenunciado da disputa em João Pessoa, antes mesmo do processo ter início.

E mais verdade ainda é denotarmos a ação pujante do chefe maior do estado, com a utilização de todas as forças disponíveis ao seu ‘comando’, empenhado em deslustrar a imagem do prefeito-postulante em, pelo menos, tentar vingar seu candidato na disputa. Este, pois, visivelmente despreparado e desmotivado em mais uma contenda política na Rainha da Borborema.

Parafraseando Pimentel; de onde vinham as forças desse Cabeludo incansável?

O prestígio do governador em determinados meios sociais fez com que se instalasse em Campina Grande um estado de sítio!

Tudo era censurado! Tudo era proibido!

Encerrado o primeiro turno com o resultado inesperado para a Coligação Amor Sincero por Campina, era chegada a segunda chance pretendida pelos asseclas do Governador: vai-se à campo com carta branca para agir da forma que for preciso! Era necessário vencer de qualquer forma, à qualquer custo, “Com Deus, ou sem Deus!” como disseram ter ouvido o próprio chefe da trupe pronunciar em uma das últimas preleções.

Com a Polícia Militar agindo como antes agia a desonrada Polícia Política durante o Regime Militar, coube à própria população reagir às atitudes ditatoriais impostas ao eleitorado rubro e repudiar as tentativas (muitas delas com aplicação de violência desmedida) de cerceamento ao direito constitucional do ir e vir.

Contudo, não houve dinheiro, violência, prestígio, intimidação, Governador, Ney, Assembléia, NADA evitou o desfecho evidente! O sagaz Cabeludo sagrou-se vitorioso em 2º turno totalizando uma maioria consagradora de 116.222 votos, não deixando margem à qualquer contestação por parte do ‘concílio’ oposicionista.

Cabendo lembrar que o atual governador encontra-se em vias de cassação efetiva de mandato, ainda aplicando-lhe o processo a inelegibilidade, convém-nos aceitar que as autoridades postas, atualmente, nos maiores colégios eleitorais do Estado, são as maiores forças políticas da região, já se projetando os destinos da política paraibana com vistas ao ano de 2010 vindouro.

Atendo-nos ao presente, é tempo de comemorar o logro no êxito pela incansável labuta de três infindáveis meses de campanha, onde o próprio prefeito re-eleito se disse renovado!

Aos homens e mulheres que acreditaram, e acreditam, que Campina Grande é maior que a vontade de um único homem; e, à nós mesmos, guerreiros da verdade, parabéns por esta valorosa e inequívoca conquista.

Obrigado Campina, parabéns Vené - O Novo Homem!

Eleições 2008 em Campina Grande: Sem prazo de prescrição!

Posted: quinta-feira, 25 de setembro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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O processo ‘sucessório’ à Prefeitura Municipal de Campina Grande não está, nem de longe, próximo de encerrar-se em 05 de Outubro vindouro!

Haja visto as constantes manipulações jurídicas das coligações dos dois principais postulantes ao cargo de prefeito municipal, não será a consagração nas urnas, através do sufrágio popular, que inibirá quem quer que seja o derrotado no pleito! A exemplo da campanha para governador do Estado, em 2006, onde até hoje perduram processos de cassação sobre o atual gestor.

No processo eleitoral de 2004, eximido de qualquer vantagem que pudesse lhe desqualificar ante a vitória obtida, Veneziano Vital recebeu do seu principal adversário, Rômulo Gouveia, o reconhecimento da derrota. Dificilmente isso ocorrerá este ano!

No calor da disputa, vislumbramos nossos personagens; protagonista e antagonista de uma epopéia inédita na política contemporânea de Campina Grande!

O “incauto” Gordinho vislumbra a possibilidade de tomar a dianteira, através da esfera judicial, na disputa no jogo, diante da impossibilidade verificada em pesquisas de intenções, onde constata que, à luz do voto direto, ele não teria chance de sagrar-se vencedor.

Por outro lado, com a armadura rachada, já há ponto de se romper de tanto suportar os ardores que a responsabilidade do cargo que ocupa lhe condiz, encontra-se o outrora ‘ficha-limpa’ e atual gestor, Veneziano Vital, revestido de glórias por ter caído no gosto popular e trazer consigo o objeto mais passível da cobiça, desenvolvido durante o seu mandato: o carisma junto ao eleitor!

Entre denúncias oferecidas ao Ministério Público e, conseqüentemente, alçadas ao magistrado, as mais graves a serem especuladas pelos ‘cientistas políticos de banco de praça’, encontram-se: beneficiamento da máquina administrativa em favor da campanha do atual prefeito e confecção e distribuição de brindes por parte do seu adiposo adversário.

Como já se encontra verificado, desde o início desde certame, o Ministério Público está muito interessado em fazer história. Em meio a inúmeras proibições incorridas durante o pleito, atos arbitrários, incontáveis denúncias pessoais recheiam os birôs dos ínclitos promotores. E, inflamados pela publicidade vinculada aos seus atos, é esperado que algo grandioso sele o destino de um dos candidatos a prefeito campinense.

Em se considerando as denúncias pautadas no MP, ambos os candidatos estão aptos a concorrer ao “prêmio” que o judiciário concederá ao infeliz contemplado.

Minha dúvida é a seguinte: e se AMBOS forem impossibilitados de permanecerem na disputa, ou até serem posteriormente impedidos de serem diplomados, será que já devemos nos acostumar com a idéia de que o próximo prefeito campinense pode vir a ser...ÉRICO FEITOSA?!?!?!?

Aguardem as cenas do nosso próximo capítulo!

Voto de Cabresto em Tempos de Democracia

Posted: quinta-feira, 11 de setembro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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O Brasil conta com pouco menos de 25 anos desde seu processo de redemocratização, após um longo período ditatorial militar.

Em 1984, os brasileiros bradavam em uníssono pelo direito de votar para presidente no tão aclamado “Diretas Já!”. Movimento que serviu de plataforma de campanha para a inserção de Tancredo Neves como candidato natural à presidente da república, livre da repressão.

Se contarmos a partir das eleições de 1986 até 2006, somamos vinte anos de prática democrática através do exercício livre do voto.

Livre?!?! Democrático?!?!? Que nada!

Se contemplarmos a política numa conjuntura macro da nossa história, constataremos que o voto, apenas, tentou ser livre.

Contamos com uma ampla maioria do nosso eleitorado formada por pessoas da mais baixa renda, desprovida da formação escolar condizente com o nível de esclarecimento que um governo democrático exige. O que provoca a má conduta do voto em direção aos maus políticos. Àqueles que se aproveitam da politicagem para perpetuarem-se nos cargos, tornando-os suas profissões e seus meios de obtenção de barganhas pessoais e institucionais.

Alguns picaretas, em época de campanhas eleitorais, esbravejam em suas propagandas que todos devem valorizar seus votos, a fim de escolher bem o “seu” representante, seja ao parlamento, seja ao executivo.

Porém, o que se constata, através de análises minuciosas ou na plena participação nos pleitos, em geral em verificações in-loco, nos chamados “bastidores” do meio político, é que estas belíssimas palavras recheadas de frases de efeito, somente servem para preencher o recheio dos espaços destinados à mídia. Na prática, os grandes nomes do cenário político brasileiro são construídos, e mantidos, pelo mote popular do “toma lá, dá cá”!

O clientelismo (candidato/eleitor) que se desenvolve na politicagem nacional nada mais é, do que a evolução corporativa do antigo “voto de cabresto”. Desenvolvido e praticado através de uma visão gerencial, utilizando-se de meios modernos de controle de gestão, inclusive Sistemas de Banco de Dados Informatizados!

Claro, que tudo às margens das vistas da Justiça Eleitoral.

Aliás, Justiça, essa, que vem cerceando algumas manifestações de direito cívico e, adversativamente, favorecendo outros, uma vez que os gastos com determinadas mídias agora são destinadas a fins alheios, através das práticas abusivas empregadas nas campanhas.

Tomara que a Justiça não espere ser provocada para começar a agir, pois será tarde demais! A cada alvorada, o dia 05 de Outubro vai se aproximando e as condutas são as mesmas. E ainda vale aquela máxima que diz que “O pior cego é aquele que não quer ver”!

Caiu o Monopólio da Rede Globo?

Posted: quinta-feira, 28 de agosto de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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A Rede Record regozija-se à mídia brasileira por adquirir a concessão dos direitos de exibição televisiva do chamado “Tripé Olímpico” para os anos vindouros, detendo os direitos de transmissão dos Jogos de Inverno de Vancouver, dos Jogos Pan-Americanos em Guadalajara, até o ápice, que serão os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Para tanto, a emissora do Bispo Edir Macedo, desembolsou a bagatela de US$ 70.000.000,00. Isso mesmo!!! Setenta Milhões de dólares investidos num mega projeto de alavancagem promocional, onde a emissora pretende resgatá-los na forma de pacotes publicitários entre os anunciantes pretensos a vincularem-se às imagens dos jogos.

Especula-se que o pacote completo para inserções vinculadas para os próximos quatro anos, gire em torno de US$ 54 Milhões!!!

Conforme o título acima, não tratemos do caso "Transmissão Esportiva" como monopólio. Tratemos friamente como um contrato comercial, em que ganha a vantagem quem tem mais "bala na agulha" para deter tais direitos.

Claro que também sou revoltado com o tipo de transmissão promovida pela Rede Globo. Principalmente as que envolvem campeonatos de futebol.

Em se tratando da empresa Record, independente de onde venha seu capital social, como rede de televisão vem se mostrando detentora de uma visão macro e de expansão progressiva.

É muito provável que esta iniciativa desenvolva, ainda mais, essa repartição voltada aos esportes, fazendo com que tenhamos verdadeiras jornadas esportivas e, não, os velhos "flashes" exibidos pela TV Globo, entre um comercial e outro da sua intocável grade de programação fixa.

Os departamentos de jornalismo e teledramaturgia já promovem uma verdadeira caça às outrora estrelas globais para compor as atuais produções, haja visto a intensa participação de jornalistas e atores consagrados na rede rival os quais, por um bom tempo, jaziam esquecidos à margem de uma mídia televisiva quase que totalmente à mercê dos produções desenvolvidas pela “Vênus Platinada”.

Torçamos, agora, pela ratificação da exibição, também, do Campeonato Brasileiro. Onde a Rede TV já dá sinais de ter assimilado a praga difundida pela Rede Globo, onde privilegia a exibição das partidas de futebol de um ÚNICO time na série B.

Seja quem for o detentor dos direitos das exibições esportivas mas, por favor, respeitem o telespectador! Esse humilde consumidor de todo material televisivo disponibilizado para que, ao menos, tenha o direito de assistir a uma partida de futebol em que um dos times não seja Corinthians ou Flamengo!

O que aconteceria se...

Posted: terça-feira, 12 de agosto de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Sabemos que a truculência dos agentes policiais, não só no Brasil, mas em qualquer parte do planeta, é a responsável pela resolução de inúmeros crimes seja qual for sua ordem.

O que estamos acompanhando na mídia estadual nos últimos dias é um caso extraordinário de ‘tiro-pela-culatra’ das hostes policiais: O Caso Andreza.

Em 1998 a imprensa local comoveu toda a população com o, até então, crime de homicídio e ocultação de cadáver da jovem Andreza Guedes Costa, noticiando todo o passo-a-passo do caso, até o indiciamento dos acusados e seu posterior julgamento popular.

Por ironia do destino, os acusados foram inocentados pelo júri. E agora?

Agora, 10 anos depois, surge um depoimento misterioso de um mascarado junto à CPI da Pedofilia, esclarecendo que a jovem Andreza se encontra viva, e convivendo com o bando do traficante Fernandinho Beira-Mar, no Rio de Janeiro.

Seria um fato a ser comemorado, se fosse feita vista grossa à todo teatro promovido pela Polícia paraibana em torno desse acontecido, inclusive indiciando e julgando os possíveis autores do “crime”.

Neste momento, acende-se a luz amarela no gabinete do Secretário de Política Penitenciária Estadual, Sr Pedro Adelson, também Secretário de Segurança Pública à época, no que diz respeito a sua intensa participação em toda a encenação promovida em 1998.

Amparado pela provável conotação de armação impetrada pela polícia local, o acusado Flávio Jores reafirmou sua inocência e intensificou sua acusação de que fora o ‘bode-espiatório‘ encontrado para satisfazer a sociedade e a imprensa junto ao ‘Caso Andreza’.

Até agora, mexeu-se num ninho de vespeiro. Ainda estamos nas discussões iniciais de um polêmico caso de brutalidade, truculência e encenação articulado pela polícia que veio à tona dez anos após sua evidência. Os acusados regozijam do respaldo público e satisfação pessoal, o Secretário Pedro Adelson prefere ‘acreditar’ no processo judicial, a impressa ‘catuca’ dos lados, mas afinal...

Onde está a “vítima”? O que realmente aconteceu com ela? Em todos esses anos ela nunca manteve contatos com sua família na Paraíba? E seu namorado, Alexsandro Fontinelli, o que sua morte representou para esse ‘caso’?

É melhor irmos com calma acerca de qualquer conclusão. O crime nunca fora evidenciado pela inexistência do corpo. Porém, agora que se supõe que a outrora ‘jovem’ Andreza esteja com vida e, mais, vivendo em companhia de criminosos durante todos esses anos... No mínimo, é necessário localizá-la e tirar a derradeira prova de todo esse caso que, em se comprovada a farsa, somente levará um balaio de homens públicos entre policiais e políticos à bancarrota e, posteriormente, desencadeará um efeito dominó passando pelas várias esferas do poder público estadual.

Como sempre, agora é esperar!

Câmara de C.Grande: História Interrompida

Posted: sexta-feira, 18 de julho de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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O município de Campina Grande, em sua contemporaneidade, observa a formação da sua egrégia Câmara de Vereadores com uma particularidade singular a momentos pretéritos da política local.

Buscando alguns nomes, pela remota lembrança, encontramos alguns personagens caricatos, entre outros que não somos provocados a lembrar pela inexpressividade dos seus atos legislativos ao longo de toda uma (ou mais) legislatura... Nomes sem nenhuma tradição no cenário político municipal, mas possuidores de cadeiras, algumas delas “cativas”, na Câmara Campinense.

O contexto ao qual me refiro, trata-se da conjectura servil aos interesses sociais e populares circunscrito aos antigos legisladores ora eleitos pelo sufrágio dos campinenses. Os detentores dos mandatos eletivos eram grandes batalhadores das causas públicas. Grandes homens e mulheres que serviam, primeiro, à sociedade como cidadãos para, posteriormente, serem alçados à condição de representantes legisladores, muitas vezes atendendo o apelo comunitário.

Essa composição atual, que já não é a primeira nesse sentido, faz da política o inverso do que a História construiu ao longo dos processos eleitorais: personagens já abastados, que beneficiam-se das suas condições sociais, conseqüentemente, abusando do emprego de importâncias financeiras, para ingressarem na política com o objetivo de deterem-se de status quo junto à sociedade, provocando o continuísmo e o comodismo que tanto prejudicam o exercício da democracia, inclusive promovendo a permanência da corrupção ativa e passiva nos processos eleitorais.

Não temos mais engajadas famílias tradicionais como os Barbosa, os Araújo, os Agra, personalidades que se destacaram na História de Campina Grande pelas suas lutas de vida e, também, de morte pelas causas sociais. O grande tribuno Félix Araújo, por exemplo, foi assassinado abraçado à documentos da Câmara Municipal, e em detrimento à dor, clamava que impedissem seu algoz de valer-se de tais laudas.

Esses sobrenomes fazem falta no nosso campo político. Foram grandes batalhas travadas que foram interrompidas e jazem na fraca memória histórica do nosso povo.

Os grandes homens e as grandes mulheres aos quais supra referi-me, ainda estão na batalha cotidiana. Mas, são preteridos à cultura do ‘toma lá, dá cá’ impetrada pelos atuais mandatários das nossas vagas no legislativo mirim.

Infelizmente, essa cultura do eleitor brasileiro desceu a um nível de promiscuidade tal que, nem as Leis impeditivas impostas no período dos pleitos impedem as práticas abusivas e ilegais dos candidatos que se valem da corrupção para almejarem seu sucesso e a manutenção dos seus mandatos como profissão.

Como a casta dos formadores de opinião está diretamente ligada ao nível de escolaridade do nosso eleitorado, votar consciente ainda é um privilégio para poucos. Vendo “de fora” parece que a brava luta dos que se sacrificaram pela instituição da democracia em nosso Brasil foi em vão, visto que os mandatos eletivos não oferecem oportunidade de renovação.

E, nesse caso, o fiel da balança somos nós mesmos! Porém, esse “nós” está cansado de desmandos e descuidos, ao ponto de não mais se importar com quem elege, ou com o quê esse eleito lidará em seu período mandatário do cargo.

Sejamos como a abelha tentando apagar o incêndio da floresta: façamos a nossa parte. E, quando formos notados, quem sabe seremos imitados!

A Vingança de Ney Suassuna

Posted: terça-feira, 15 de julho de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Campina Grande contempla uma daquelas situações inesperadas, porém das mais aguardadas durante os períodos eleitorais: uma “virada de casaca”!

A mais nova reviravolta nas hostes partidárias é a posição explícita do ex-senador Ney Suassuna de apoiar o nome de Rômulo Gouveia em sua candidatura a prefeito de Campina Grande.

O fato explica-se! Desde o pleito de 2006, uma chaga ficara aberta no coração do ínclito empreendedor Ney Suassuna pela infelicidade de não ter sido reconduzido ao Senado Federal. Diga-se de passagem, uma injustiça do povo paraibano ao incansável batalhador dos conclames estaduais.

A amargura sentida tem nome, sobrenome e parentesco: o PMDB, na figura do seu líder-mor, o senador José Maranhão, e seus asseclas, entre eles o deputado Vital Filho e o prefeito Veneziano Vital.

À época, correu à boca-muída, em Campina Grande, que fora o deputado Vital Filho quem sugerira a retirada da figura de Ney da mídia posta ao lado de Zé Maranhão, na tentativa de justificar a queda nas intenções de voto do candidato do PMDB em pesquisas recentes .

As dúvidas são: Quem, realmente, tem a culpa pelo outrora “desapego” à candidatura de Ney ao senado em 2006? Quem sugeriu desvincular a imagem de Ney da figura do postulante ao cargo de governador, José Maranhão? Por que José Maranhão não defendeu com unhas e dentes a sugestiva idoneidade do seu amigo e companheiro de chapa?

Em um dos debates promovidos pela mídia televisiva, Cássio interpelou Maranhão sobre a participação do seu então companheiro de chapa no escândalo nacionalmente conhecido como “Máfia dos Sanguessugas”. Mal preparado para o páreo à Cássio Cunha Lima em um debate político, o popular Zé gaguejou e, simplesmente, numa falta de criatividade e de personalidade, afirmou que não era companheiro de chapa de ninguém envolvido em escândalo.

Confesso que tenho curiosidade de saber se essa mesma pergunta fosse feita à Cássio, qual seria a resposta! Garanto que a resposta teria um cunho apelativo forte, eloqüente, hipócrita, mas, nunca, conteria a covardia da evasão.

O candidato opositor, o atual governador Cássio Cunha, em momento nenhum titubeou em manter e defender Cícero Lucena como candidato a senador. Visto que o mesmo houvera sido investigado e preso pela Polícia Federal meses antes da campanha. Sem dúvida, com o caráter e a imagem muito mais arranhada do que a suposta participação de Ney no escândalo dos “sanguessugas”, fato verificado às vésperas do pleito eleitoral de 2006.

Sinto muito pela mágoa do ex-senador Ney Suassuna. Mas, se ele tem de encontrar culpado para sua derrota nas urnas, este culpado é o percentual do eleitorado paraibano que preferiu sufragar o nome de Cícero Lucena. Porém, sinto muito por esta parcela do eleitorado, também, por estar sendo tão mal representado no Senado Nacional.

Garanto que toda a Paraíba tem saudades de Ney Suassuna como sendo detentor de uma das vagas representativas do estado no Congresso Nacional.

O pulso, ainda pulsa!

Posted: quarta-feira, 9 de julho de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Maio de 1994, morria Ayrton Senna e, com ele, a esperança do quarto título no Campeonato Mundial de Fórmula 1.

À época, brilhava ainda que timidamente, a estrela de Rubens Barrichello à bordo da pequena e quase que inexpressiva Jordan Racing Team. Cabia-lhe um pouco mais de personalidade e prestígio do que demonstrava o outro brasileiro, no mesmo ano, Christian Fittipaldi.

Ao final de 1994 todos esperavam uma contratação de Barrichello por uma das chamadas “grandes” da F1. Um boato forte surgiu entre seu nome e a McLaren de Ron Dennis. Meros boatos. Ou melhor, mais adiante soubemos que houve sim uma proposta. Mas, o ínclito Rubinho dispensara, em detrimento à promessa da Jordan em utilizar-se dos motores Peogeot no projeto de torná-la equipe grande nas temporadas seguintes.

Resultado: Barrichello joga pelo ralo a chance de ter sido o grande piloto brasileiro da era pós-Senna.

Até sua chegada à Ferrari, em 2000, colecionou poucos resultados expressivos, à exceção do segundo lugar conquistado em Mônaco, em 1997, pilotando na chuva um dos carros da fraca Stewart Racing Team, do escocês Jackie Stewart e, ainda, obtendo uma pole position, em 1999, na França.

Pilotando o segundo carro da Ferrari alcançou as primeiras vitórias, as primeiras decepções e o status de “perdedor” por se tornar subalterno na equipe e ao próprio Schumacher por 5 anos!

Mas, o fato é que, particularmente, NUNCA consegui deixar de torcer pelo “desinfeliz”!

Me decepciono a cada mal resultado, a cada frustração, a cada “chacota” da imprensa humorística...

E, neste domingo, os fãs e torcedores do eterno “Rubinho” foram agraciados com uma pilotagem a la Senna provando, incondicionalmente, que sempre foi um piloto de talento e o que lhe faltou em todos esses anos, foi estar com o carro certo, na equipe exata.

Às vésperas da aposentadoria, fica o saudosismo do “chorar pelo leite derramado” e um desgosto por faltar tão pouco tempo para vê-lo ainda em cena no “circo” da Fórmula 1.

Seleção?! Que "seleção"?!?!

Posted: segunda-feira, 16 de junho de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Enquanto vivemos a expectativa do advento do processo eleitoral deste ano, o assunto que impera ainda é o futebol!

Depois do fiasco do Treze FC no Campeonato Paraibano e da incompetência do São Paulo FC na Copa Libertadores, ambos no primeiro semestre, sou obrigado a engolir um bando de moleques egoístas e mercenários que compõem o atual selecionado dos “melhores” jogadores brasileiros, comandados pelo ínclito técnico Dunga.

Continuo sendo redundante quando o assunto é este: é preciso que o Brasil deixe de participar de, pelo menos, UMA Copa do Mundo!

Eu explico: Chegamos a um ponto tal que jogador de futebol é uma das profissões de alto luxo mais almejada hoje em dia. É sonho de todo brasileiro ter salários altíssimos, morar na Europa, desfrutar das benéfices da fama e, ainda por cima, garantir um “status” de mega-star. Pois, ser jogador de futebol é o melhor caminho para tal intento, podendo até ser convidado a jogar pela Seleção Brasileira e manter-se nesse “status” por força de uma mancumunência existente entre CBF e Nike, com a total conivência da FIFA.

O garoto que pratica futebol hoje, seja pobre ou rico, já sonha com os Euros. A Seleção não é mais objetivo primordial, como dantes.

Os clubes brasileiros não conseguem mais manter um elenco fixo por uma temporada completa nas principais competições nacionais porque todo garoto recém lançado já almeja os campões internacionais em busca de dinheiro e fama!

Portanto, voltando ao assunto, no momento em que o Brasil não mais estiver em cima do salto alto ao qual fora alçado e nunca descera por ser o único participante de todas as Copas e eterno favorito em todos os Mundiais disputados, provavelmente uma corrente que já existe ganhará voz, vez e força buscando desmanchar essa “panelinha” gerenciada por Ricardo Teixeira. O rebuliço que se geraria com uma possibilidade dessas abriria o precedente que se necessita para abrirem-se investigações nos diversos âmbitos para apurarem-se as várias denúncias engavetadas sobre a gestão da CBF e, principalmente, o gerenciamento da Seleção Brasileira e suas convocações.

Basta lembrar que temos uma “bancada da bola” no Congresso Nacional que consegue abafar todos os escândalos futebolísticos às custas de alguma conquista esportiva. Para o brasileiro, o que importa é ganhar. Trazendo o título pode deixar o desmando rolando!

A contrapartida seria a destituição de Ricardo Teixeira, a volta do espírito esportivo ao invés do financeiro, o fim do contrato de exclusividade com Rede Globo, Nike, etc... Enfim, voltar a valorizar o esforço dos mais de 800 jogadores que participam do Campeonato Brasileiro das séries A e B, que buscam à cada rodada fortalecer os clubes aos quais defendem sabendo que NUNCA, definitivamente NUNCA, serão lembrados para compor uma das equipes da Seleção Brasileira para disputar sequer um amistoso internacional, por saber que bastaria estar em qualquer time de pouquíssimo, OU NENHUMA, expressividade no cenário Europeu para ser convocado pelo conglomerado CBF-Nike.

Torço! Mas torço muito para que essa Seleção de #$%$# que está jogando a história construída por Pelé, Garrincha, Zico, Falcão e Sócrates na lama em detrimento de um “status quo” e falindo a esperança do torcedor brasileiro não se classifique para o próximo Mundial.

Em 2014, já está garantida sua participação. E, porque será realizada em nosso território, torçamos para que a história esteja mudada nestes próximos oito anos para que possamos ter jogadores vibrantes e, acima de tudo, aguerridos heróis nacionais. Não só em campo, como também fora dele.

XIII EJC Catedral

Posted: segunda-feira, 9 de junho de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Lá pelos idos de 1995, mais precisamente mês de Agosto, numa segunda-feira, sentira uma sensação de bem estar que nunca experimentara! Era uma misto de emoção com leveza, um alívio na alma que me levara a prospectar o quão bom seria a minha vida à partir daquele dia...

Era o Day After ao EJC...

Antes disso, uma coisa que já me impressionava, à época, era a amizade imperante na turma original do 1º EJC; o carinho com o qual se tratavam e a constância com que se reuniam tanto em atividades práticas da Igreja/EJC como para se divertirem.

Pouco à pouco fui me inserindo nessa turma, começando a me fazer presente nos eventos, até que busquei viver as mesmas emoções que os levaram a conhecer Jesus, dentro de si mesmo, através do EJC.

Depois do encontro entrei de vez na turma!

Desenvolvi uma aptidão, ainda que pouco eficiente, para a música: comecei a tocar violão porque as músicas entoadas pela Bandinha não saíam da minha cabeça!

Nesse momento, criava-se, definitivamente, minha identidade dentro do EJC! Não haveria nenhum evento em que eu não estivesse, muito menos que eu não portasse meu violão em baixo do braço, conduzindo melodias para Renata de Lourdes alegrar toda uma geração.

Contemporâneos de uma época áurea, Renata, Mano, Alexandre Lazer, Herlon, Eu... Esse grupo era a base musical para tudo o que houvesse de eventos juvenis do EJC, da Crisma do Seminário ou das missas da Catedral.

Somente anos mais tarde, “aprendi” a cantar...

Na verdade, todo esse prelúdio acima foi para justificar o quanto eu me sentia útil em todo o meu tempo de EJC, que hoje posso separá-lo por fases. E essa foi minha 1ª fase!

Em 2000, o EJC Catedral apadrinhara as paróquias de São Francisco e São Cristóvão. À época, começara um novo curso universitário e abdicara da condição de integrante dessas duas Bandinhas e, desde então, nunca mais voltara a compor qualquer equipe, ou participar de qualquer outro evento promovido pelo EJC.

Voltemos ao presente: ano 2007! Eis que me surge um convite para integrar a Bandinha do EJC, agora na condição de casado.

A sensação do retorno foi esquisita. Voltava para o lugar que me formara espiritualmente, mas não me sentia mais à vontade. Não conhecia mais ninguém e, o pior: NINGUÉM MAIS ME CONHECIA!

Afora alguns poucos veteranos, apenas Herlon me acompanhava da época do EJC Zonal Centro-Urbano.

Porém, o retorno foi sensacional! Fiz novos amigos, reatei alguns laços mal atados no passado, me reencontrei comigo mesmo no que sempre gostei de fazer.

Em 2008, retorna-me o convite! Pela primeira vez, depois de 14 anos, integraria outra equipe. Nada de Bandinha, o convite era para integrar a Vigília e Liturgia!

Relutei em aceitar o chamado.

Consciente das minhas convicções, do meu perfil e do meu temperamento explosivo e muito pouco espiritualizado, precisei refletir muito para me convencer que eu seria uma boa conduta para a equipe de oração e interseção.

Até que, como que por providência divina, recebi um e-mail com um daqueles famosos “.pps” que me arrepia até hoje só de lembrar. Se tratava de uma mensagem como se fosse o próprio Deus falando. E, juro, aquela mensagem era mesmo para mim! Tudo que a mensagem continha, dizia respeito às minhas dúvidas e inquietações. E, foi o bastante! Daquele momento em diante, já sabia que poderia assumir a condição de “clausura” que a Vigília exigiria.

O fato, é que a primeira impressão que tive, na primeira reunião da Vigília, foi a competência espiritual dos coordenadores! Naquele dia, o casal coordenador me surpreendeu. Ali mesmo já “abri o verbo” sobre minha frustração e meu receio. Mas, fui acalentado... e encorajado!

Mais tarde, no decorrer dos encontros, me deparei com figuras do meu recente círculo de amigos, provenientes da minha 2ª fase. Egressos da Bandinha de 2007, lá estavam: Karla, Juliane, Aluska, João e Brígida.

É preciso confessar que o ritmo dos encontros não me agradava. Um marasmo, um “nada à fazer”... tudo muito diferente do cotidiano das Bandinhas. Até deixei de levar o violão para as reuniões porque já me sentia inútil.

Até o dia em que a coordenação junta em um canto de parede; Eu, João e Thiago e nos chama o “feito à ordem” para a responsabilidade que teríamos em musicalizar o ambiente da Vigília nos três dias de encontro.

Foi nesse momento que se apresentou a pessoa que, para mim, foi fundamental para nosso intento: mais um novo amigo, Adriano.

O cara se dispôs a fazer o que, até aquele momento, eu mesmo não tinha feito: elencou uma série de músicas de louvor e adoração, às quais usaríamos durante o encontro, e ainda nos cobrou um certo empenho em ensaiarmos previamente todas elas.

Agora, sim!

Chegava minha vez de me sentir útil e ambientado. Seccionamos o grupo e uma equipe, dentro da equipe, preparou em alguns ensaios o embasamento musical para a Vigília.

A primeira noite de EJC me trouxe uma angústia, logo dissipada: a tradicional abertura do encontro não contou com as demais equipes e, somente a Vigília assistiu à exposição do Santíssimo por Pe. Márcio e o conduziu à sala da Vigília.

Em tempos pretéritos, uma grande procissão acompanhava a adoração e o cortejo até a sala do repouso!

Encurtando, lembram daquela sensação que tive, contada lá no princípio desse relato? Em todos os anos que desempenhei minhas funções nas diversas Bandinhas, nunca sentira novamente. Mas, dessa vez, eu senti. Ou melhor, ainda estou sentindo nesse momento em que escrevo. E é bom demais senti-la novamente.

A equipe da Vigília, dignissimamente conduzida por Romerinho, Cecília, Laércio e Valquíria fez com que eu me sentisse muito, mas muito útil, não só ao grupo, mas à todas as demais equipes do EJC 2008.

Depois de tanto tempo experimentando a mesma sensação em todos os outros encontros, participando da mesma equipe, este ano me realizei e me abasteci. Senti que fui eu mesmo, fiz o que faço de melhor, ajudei a unir todas as equipes num mesmo espírito e, acima de tudo, estou redefinindo minha identidade nessa minha 2ª fase desse renovado EJC.

EJC, estou de volta!

E, definitivamente, sentindo novamente a chama ardente do servir.

Obrigado a todos os colegas da equipe Vigília e Liturgia, meus mais novos amigos. Onde estivemos, estamos, e sempre estaremos reunidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!

Vias Públicas: Zonas de Exploração Particular

Posted: segunda-feira, 7 de abril de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Foi destaque no programa “Fantástico” da Rede Globo, neste último domingo, uma matéria polêmica que envolve um certo descaso do poder público e uma larga malandragem por parte dos chamados “flanelinhas” que, ao invés do pedido da antiga gorjeta, agora figuram como “proprietários” de vias públicas e cobram o direito pelo estacionamento de veículos nas áreas de domínio público.

Em Campina Grande essa prática já é adotada há alguns anos em eventos artísticos e esportivos, gerando transtornos e constrangimentos aos condutores de veículos que já não dispõem da liberdade de utilização das áreas vagas em vias públicas para estacionarem seus veículos sem serem importunados pelos “guardadores autônomos” que estipulam um certo valor e distribuem senhas informando a quantia a ser paga pelo estacionamento, sob pena de receberem ameaças se não as cumprirem.

Esse expediente constrangedor acentua-se em nossa cidade no período das festas juninas. As imediações do Parque do Povo se tornam áreas “particulares” de exploração do bem público como fonte de renda para malandros travestidos de guardadores de carros.
Como esse período festivo já se aproxima, convoco a imprensa, nosso 4º poder, aquele ao qual cabe a pressão necessária para ações dos poderes públicos, para que, à partir deste ano de 2008, seja desenvolvida uma ação enérgica do poder executivo, em conjunto com o poder judiciário e a curadoria pública cabível, para coibir essa prática marginal em nosso Município, proporcionando tranqüilidade aos condutores de veículos e prevenindo o exercício dessas atividades ilegais camufladas e, até agora, inimputáveis.

Não se credite a UEPB...

Posted: sexta-feira, 4 de abril de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Não é de hoje que a cidade de Campina Grande é considerada um dos pólos de formação tecnológica e de engenharia de todo o território nacional. A Universidade Federal, desde quando era UFPB, já formou inúmeros profissionais da chamada “Área 1” do setor acadêmico. Os alunos dos diversos cursos de engenharia são sondados por grandes empresas antes mesmo de concluírem o período da graduação.
A qualidade do ensino, o nível de formação do quadro docente, a constante capacitação desse mesmo quadro e o imenso incentivo da instituição voltado às pesquisas e à extensão têm feito com que a, hoje, Universidade Federal de Campina Grande mantenha o status de uma das maiores escolas de engenharia e tecnologia do Brasil, contribuindo não só para a formação de profissionais competentes, como para a edificação da intelectualidade brasileira.
Ao contrário do trabalho que desenvolve a UFCG, temos em outra vertente a ínclita e guerreira UEPB.
A Universidade Estadual da Paraíba, apesar dos esforços da atual Reitoria, não consegue se desvincular do rótulo de entidade ‘sub’; detentora de cursos de nível secundário, alunos desinteressados, professores mal formados e incapacitados em seus diversos centros de formação!
Apesar de fornecer mais de 400 novos profissionais ao mercado a cada semestre, a UEPB não consegue atingir o nível de excelência em seus cursos. O comércio local e as empresas prestadoras de serviços estão abastecidas de incontáveis profissionais graduados, nível superior, atuando em cargos subalternos, que não conseguem assumir uma posição de destaque em seu próprio nicho profissional.
O ensino superior desenvolvido pela UEPB e pelos seus professores não consegue preparar seus alunos satisfatoriamente para assumir o cotidiano que suas futuras profissões exige.
Como testemunha (ou vítima) da incapacidade da instituição em preparar alunos e transformá-los em profissionais, credito toda a responsabilidade dessa estagnação acadêmica aos professores da instituição.
Salvo raríssimas exceções em seus diversos Centros Acadêmicos, o quadro efetivo dos professores da UEPB é composto de professores veteranos (para não dizer: velhos), de didática retrógrada e pouca, ou nenhuma, atualização contemporânea para seus métodos e conteúdos ministrados.
Quando, em uma das últimas eleições para Diretoria de Centro, indaguei em um debate entre as candidatas o porquê de não haver reciclagens, ou capacitações, para os docentes, pasmem, a resposta não me surpreendeu: já houvera processos semelhantes, mas fracassara pela falta de interesse dos próprios professores!
Enquanto a UFCG não precisa, sequer, esperar pela formatura para introduzir seus pupilos no cenário profissional brasileiro, e ainda emblemá-los com o selo UFCG de qualidade, a UEPB detém em suas estatísticas os cursos que mais formam, e menos empregam, como: Direito, Administração e as Licenciaturas diversas.
É uma pena!
Dos meus leitores, terão aqueles que contestarão, alegando que Fulano ou Sicrano são profissionais bem sucedidos formados pela UEPB. Mas, lhes garanto, só os são por esforço próprio! Os grandes profissionais formados pela UEPB são guerreiros. Pessoas que batalharam muito para chegar à uma universidade e foram vitoriosos no afulinamento do processo seletivo natural do mercado. Mas, não creditemos tamanha qualificação pessoal à instituição formadora.

Do Cinematógrafo ao Blu-Ray

Posted: terça-feira, 19 de fevereiro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Em 1895, em Paris, os Irmãos Lumière patenteavam seu ‘invento’ conceituando-o de cinematógrafo. Um aparelho híbrido capaz de capturar, revelar e reproduzir imagens captadas através de um método revolucionário à máquina fotográfica, outrora apenas imagens estáticas: surge o cinema!
Anos mais tarde, o aperfeiçoamento dos filmes de rolo deu origem ao conceituadíssimo VCR, ou Video Cassete Record, nos EUA, ou Vídeo K-7 no Brasil, massificando o mercado filmográfico mundial.
Com o advento dos vídeo-cassetes e, posteriormente das máquinas filmadoras, sendo a Sony e a Sharp dominantes do mercado, eis que surgem os cidadãos comuns transformados em cinegrafistas.
A espontaneidade cotidiana, o esporte amador, os primeiros passos dos filhos, tudo virava motivo para o registro em VHS, o vídeo home system ou em Betamax, um sistema similar que apresentava suas fitas em tamanho menor e maior qualidade de gravação e reprodução (mas, há quem conteste).
A tecnologia analógica empregada nas populares fitas de VHS dominaram o mercado videográfico mundial. O surgimento do disc laser, o CD, na forma como conhecemos hoje, no final da década de 80 e princípio dos anos 90, utilizando de tecnologia digital voltada para o áudio era o prenúncio do ocaso do VHS.
No final da década de 90, o CD-ROM, voltado para usuários de computadores era um misto de áudio, vídeo e interatividade. Nessa fase, já se lançava no mercado japonês, americano e europeu, as primeiras produções em DVD. Estava decretado o fim dos VHS.
Com a desvalorização do Real ante às moedas estrangeiras, como o Dólar, o mercado brasileiro demorou cerca de um ano a popularizar as produções em DVD. Mas, a partir de 2003, o mercado definitivamente ‘abraça’ o DVD como nova febre entre os consumidores de filmes e documentários.
O primeiro filme em DVD lançado nos Estados Unidos foi o Twister em 1996. O filme foi um teste para o surround sistem 2.1. No Brasil o primeiro DVD foi Era uma Vez na América, da FlashStar lançado em 1998.
Menos de dez anos após a massificação do Digital Versatile Disc, o DVD, surge o primeiro indício de sua substituição por mais uma inovação tecnológica, o Blu-Ray.
O BD, como deverá ser chamado, é um formato de disco óptico da nova geração. Tem seu tamanho igual ao CD e DVD. É voltado para vídeo de alta definição e armazenamento de dados de alta densidade.
O Blu-ray obteve o seu nome a partir da cor azul do raio laser ("blue ray" em inglês significa "raio azul"). Este raio azul mostra um comprimento de onda curta conjuntamente com outras técnicas, permitindo armazenar mais dados que um DVD ou um CD.
A tecnologia Blu-Ray já é utilizada notoriamente pela Sony, através dos novíssimos games para PlayStation 3.
No último ano, Blu-ray e HD DVD concorreram pela sucessão do DVD. No entanto, hoje, 19 de Fevereiro de 2008, a Toshiba comunicou a decisão de não continuar com o desenvolvimento, fabrico e comercialização do HD DVD. Segundo Atsutoshi Nishida, presidente da Toshiba, a decisão da Warner Bros. em usar exclusivamente o Blu-ray foi preponderante para a tomada dessa decisão. O Blu-ray ganhou assim a guerra contra o HD DVD e é o novo sucessor do DVD.

O Verdadeiro PIB Nacional

Posted: segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008 by Emmanuel do N. Sousa in
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Não é de hoje que estamos acostumados a importar modismos ou incorporar à nossa cultura algumas defenestrações artísticas criadas num gueto qualquer de subúrbio, à exemplo do funk carioca.
Um ritmo que banaliza a figura feminina, exalta o machismo e enaltece o erotismo (na forma mais escrachada). É ‘cantada’ por desocupados desafinados, malandros de morro, que nunca se qualificaram para enfrentar o mercado profissional na função de um ofício digno. É um ritmo que seu maior predicado é a esporadicação dos conceitos musicais.
Os meios de comunicação de massas, como a televisão, vêm se aproveitando exacerbadamente do apelo ridículo e irracional desse ritmo marginal, inserindo-o em suas programações, buscando atingir o público das classes C, D e E que, em sua grande maioria, é composta de analfabetos e semi-ignorantes que não sabem a diferença entre um “A” e um “O”, e preferem abduzir-se a imposição maciça dos horários televisivos à buscar cultura nos gêneros artísticos culturais do nosso país. Os publicitários, definitivamente, estão fazendo a festa!
Em reportagem recente, o programa Fantástico da Rede Globo, um pouco que promovendo e outro pouco que condenando, passeou numa praia do Rio de Janeiro acompanhada de um desses MCs da vida, o autor e cantor (pasmem!) do novo top hit da MPB que é a ‘Melô do Créu”!
Tentando demonstrar a imagem de politicamente correta, a reportagem abordou, de forma equânime, simpatizantes e críticos ao novo ‘hit’ do momento. E, ficou claro e evidente, que o cidadão com o mínimo de cultura, não precisa ser um universitário ou um catedrático, para se sentir até ridículo por estar comentando esse tipo de manifestação. Por outro lado, as massas populacionais dos tipos que freqüentam os piscinões de Ramos da vida se deleitaram com a performance e a ‘mensagem’ desentoada pelo ínclito representante da nova classe de menestréis.
Enquanto os políticos opositores tentam, à todo custo, derrubar o analfabeto, porém malandro-matreiro, Presidente Lula, esquecem que o que importa é conquistar as massas. Massas facilmente conquistadas com medidas vulgares como o funk e amplamente sustentadas pelos programas sociais do governo que faz com que esses brasileiros não se importem com a qualificação pessoal e a capacitação profissional.
Seguindo a política de Maquiavel, “Dá-lhes o pão e o circo”, e, da forma mais esdrúxula, está assegurada a governabilidade.