O PREÇO DA IRRESPONSABILIDADE

Posted: segunda-feira, 17 de dezembro de 2007 by Emmanuel do N. Sousa in
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A cidade de Campina Grande amanheceu sob o embate de mais um dilema proporcionado pela incompatibilidade política entre a maioria dos vereadores e o prefeito Veneziano Vital.
Comandados pelo não menos comandado João Crisóstomo Dantas, os vereadores da bancada de situação rejeitaram a proposta orçamentária para o exercício 2008 enviada pela Prefeitura Municipal.
Passado o final de semana, a manhã de segunda-feira foi o momento de abrir a janela e contemplar o horizonte! E esse horizonte não mostra um sol brilhante à brisa morna da primavera serrana. Mas, nem a imprensa campinense noticiou tamanha incompetência em suas implicações demandadas.
“Rejeitada a LOA 2008 pela Câmara Municipal” estampava a manchete matutina nos radio-jornais locais. Mal sabiam eles que daquela ínfima notícia sairia o fio ao qual se ‘eninharia’ um novelo transloucado de implicações onde o maior prejudicado, ao contrário do que a oposição pretendera, será o próprio Município de Campina Grande.
Apurado o fato da rejeição do projeto de lei para o Orçamento do ano vindouro, fica o Município de Campina Grande (e todas suas autarquias e, pasmem, a própria Câmara Municipal) desprovido da sua principal ferramenta técnico-contabil-administrativa voltada para gestão pública! Rejeitada a proposta, fica o município impossibilitado de contabilizar receitas e despesas durante seu exercício, pois também não pode contar com a utilização do orçamento do exercício próximo passado! Também não pode valer-se de Créditos Suplementares; suplementar o quê, se não existem dotações orçamentárias estipuladas?!?
A competência administrativa do gestor público paira à luz do planejamento. O orçamento é o planejamento financeiro do município. Portanto, atam-se as mãos e os pés do executivo municipal. E, com essa atitude irresponsável, também, sela-se a conduta dos vereadores como parlamentares, porque o termo deriva-se de ‘parlar’ que quer dizer ‘falar; discutir’, verbo esse que não faz parte do cotidiano da Câmara Municipal, quando se trata de projetos originados pelo Poder Executivo na figura do Prefeito Veneziano Vital.
Ao Município cabem duas alternativas: ou os vereadores se reúnem, mais uma vez, pra avaliar as conseqüências impensadas dos seus atos e redefinem sua condição de representantes dos anseios do povo campinense, ou a Prefeitura parte para mais um combate jurídico, onde todos os fatos ocorridos concorrem à favor da manutenção da governabilidade e, não, à favor de um grupo de vereadores que têm como única finalidade em seu mandato, o de dificultar a administração municipal, sem medirem conseqüências de atos irresponsáveis, apenas para satisfazer o ‘cacique’ político que os detêm como gado em seu curral eleitoral.

2 comentários:

  1. karina Leal says:

    É isso mesmo!!! Não sei até quando vai durar esse embate "político" da Câmara Municipal contra o Prefeito de Campina Grande!!! Os vereadores não veem ou se fazem "da oposisão" mas já estão levando para o lado pessoal apenas para prejudicar a administração do Prefeito! Pq eles não vão atrás de projetos e verbas para as suas comunidades e seus eleitores!! ISSO JÁ ESTÁ SE TORNADO RIDÍCULO!!!!

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