"Ô Povo Maleducado..."

Posted: segunda-feira, 23 de julho de 2007 by Emmanuel do N. Sousa in
0




Está certo que o espírito nacionalista tem de prevalecer, o patriotismo (desses que só aparecem em época de competições esportivas), o fervor de torcer pelos nossos atletas tão perto, para imensa maioria, pela primeira vez...
Mas, venhamos e convenhamos, o povo brasileiro está abusando da sua tão famosa má-educação e do seu visível despreparo em respeitar os momentos, as autoridades e os visitantes!
O povo brasileiro, historicamente, convém confundir liberdade com libertinagem, e abusam da chamada ‘liberdade de expressão’ e do direito de ir e vir.
Sediar um evento do porte dos Jogos Pan-Americanos era um sonho antigo dos líderes nacionais. Por quê? Para provar justamente o contrário; que o Brasil é um país viável para o turismo esportivo, e de eventos, além de tentar desmanchar a imagem de país da corrupção, da exploração sexual e do crime. E, com isso, barganhar confiança para conseguir o sonho maior que é sediar uma edição da Copa do Mundo, no nosso caso, a do ano 2014.
Já não bastassem os comentários internacionais de que o brasileiro, em território estrangeiro, é considerado um bagunceiro inato, pois onde se formam turmas de brasileiros, a segurança local já se prepara para agir, como acontece na Disneylândia, por exemplo. Foi preciso um evento da grandeza do Pan-Americano, realizado em ‘terras brasilis’ para comprovar, mais uma vez, que o povo brasileiro é despreparado, mal educado e inconveniente.
Não quero nem me ater aos eventos de menor repercussão. Basta eu citar os mais marcantes, ocorridas na Cerimônia de Abertura, como a vaia ao líder maior da Nação (não interessa, nesse momento, o contexto político, mas, sim, a condição diplomática que ele está exercendo). Ainda no mesmo evento, houve as vaias aos atletas norte-americanos e a desorganização da ‘delegação’ dos atletas brasileiros na sua entrada no desfile oficial.
Ontem, mais uma vez, numa demonstração de total descontrole e despreparo do torcedor, ocorreu uma baderna no ginásio onde uma atleta brasileira disputava uma medalha de ouro no judô, e perdeu numa decisão dos árbitros. Além da confusão gerada nas arquibancadas (diga-se de passagem, no setor VIP!!!) uma chuva de objetos foi atirada ao centro do ginásio, atingindo os árbitros que já se retiravam do ambiente por falta de segurança.
É nessas horas que tenho vergonha do povo brasileiro.
Mas, tem uma ressalva: em eventos dessa grandeza, o público que prevalece nos ginásios são das classes sociais mais altas do Brasil, por conta dos acessos à ingressos, etc, o chamado ‘povão’ não está presente nesses locais, como na Cerimônia de Abertura. Portanto, credenciem-se tais manifestações banais de descontrole à elite brasileira.
Também não é o ‘povão’ que freqüenta a Disney, nem tampouco é o ‘povão’ que é expulso de hotéis em Londres.
Porém, voltando ao assunto, a soma dessas páginas, redigidas num relatório, vai gerar uma péssima imagem do Brasil. E, acarretará, conseqüentemente, uma maior e minuciosa avaliação do comitê que definirá o próximo país sede da Copa de 2014.
Será que o Brasil é capaz de gerar segurança e promover a organização necessária para sediar o maior evento esportivo do mundo? Será o Brasil é capaz de acolher TODOS os visitantes de TODAS as nações que se confraternizam durante uma Copa?
Será que o brasileiro sabe o significado de confraternizar?

ESCOLHAS

Posted: segunda-feira, 9 de julho de 2007 by Emmanuel do N. Sousa in
0


Eu acredito que o ser humano veio ao mundo, pra aproveitar a vida, trabalhar, e interagir com pessoas das mais variadas personalidades. Porém, ninguém é obrigado a ser amigo de ninguém, nem a gostar de ninguém, nem a sorrir pra ninguém. Temos sim que respeitar uns aos outros e mais nada. O que vem além disso é de nossa escolha...por isso muitas vezes nos queixamos de nossas amizades, de nossos relacionamentos, mas não fomos nós que escolhemos?
Muitos amigos nos decepcionam por atitudes, palavras ou omissões. Mas será que a gente nunca deixou ninguém triste?
Ai é onde está o problema: esperamos sempre um pouco mais dos nosso amigos, e os nossos amigos sempre esperam um pouco mais de nós. Se pararmos para pensar, não passa de um jogo de cobranças desnecessárias que no fim só traz coisas negativas, frustração, decepção, desprezo...
Sempre preferi respeito, verdade e sinceridade. Acho que são os sentimentos mais nobres do coração humano: A fidelidade é algo complicado, eu gosto de pessoas fieis. Mas será que eu serei fiel a essas pessoas? Ai que está e a sinceridade é o que é, nada mais do que a verdade. Se fossemos sinceros uns com os outros com certeza a gente sofreria menos e viveria mais. Ninguém é dono de ninguém, nem precisa estar preso a ninguém, muito menos se sentir dono da verdade ou personagem ímpar da perfeição.
Quando nos suportamos por um bem maior, tentamos superar as diferenças pessoais e alavancar o projeto comum. Mas, quando essas diferenças são colocadas à frente da missão, tudo começa a desandar.
Na minha opinião, radical, o melhor é evitar desgastes nos relacionamentos. E, pra mim, se evita desgaste, evitando os conflitos. E, tais conflitos seriam, justamente, ser verdadeiro e fiel. Minha verdade é baseada na capacidade de falar e exprimir meus sentimentos. Mas, sempre me arrependo disso.
Queria ser falso: assim evitaria o confronto e as divergências, mantendo as aparências duma amizade saudável e equânime. Mas, é difícil! Infelizmente, ser verdadeiro tem seu preço. A antipatia acirra-se e sua presença torna-se ‘non grata’.
Esse é o perfil do nossa sociedade hipócrita. Que prefere fazer ‘caras e bocas’ a provocar uma intolerância. E, eu sou um pouco diferente dessa sociedade.
Procuro ser humilde, sincero e verdadeiro. Esse meu perfil incomoda.
Infelizmente.