UM LUGAR NO CORAÇÃO (Roberto Benton, 1984)

Posted: segunda-feira, 17 de setembro de 2018 by Emmanuel do N. Sousa in
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Um noite de pouco sono me levou a zapear pelos canais fechados parei, aproveitando um filme que começava, com fotografia similar a western, chamado "Um Lugar no Coração". 

Curiosamente, era uma produção do ano de 1984, com Sally Field, Danny Glover e John Malkovich, com participação de Ed Harris.

Um doce drama ambientado em 1935, mostrando a difícil luta de uma viúva, Edna Spalding, em tocar sua fazenda no Texas, e criar seus dois filhos, na ausência do marido e diante da possibilidade de perda da propriedade para um banco!

A providência lhe coloca frente ao experiente Moze, um negro forte interpretado por Danny Glover, que lhe traz técnicas de produção de algodão, o que, à duras custas, lhe permite pagar as parcelas da dívida com o banco. (contrassenso da história, visto seu marido ter sido assassinado por um negro embriagado).

O ambiente bucólico contrasta com os resquícios da época nos Estados Unidos; no contexto econômico com a Grande Depressão e no social, com a Ku Klux Klan agindo com suas práticas vis e torpes de caráter racista.

O filme, em tese, é o retrato de uma época, de um lugar; seus costumes e sua fé! 

A tenacidade de Edna Spalding rendeu a Sally Field o Oscar de Melhor Atriz, em 1985!

Filadélfia (1993)

Posted: segunda-feira, 23 de julho de 2018 by Emmanuel do N. Sousa in
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Eu acho que já estou na fase de começar meus textos com a frase “Quando se atinge certa idade...”, ou “Eu sou de um tempo...”; coisas de quem gosta de contar causos, ou quer criar uma grande ponte cronológica entre a narrativa e o momento presente!

Pois bem, no último sábado, zapeando pelos canais de filmes me deparei no TCM (Turner Classic Movies) com os créditos iniciais de uma produção que eu assistira há 25 anos; o filme era o polêmico (para a época) “Filadélfia”, de Jonathan Demme.

Confesso que minha grande referência desse filme é a bela e marcante música “Streets of Philadelfia”, de Bruce Springsteen, ganhadora do Oscar de Melhor Canção Original, um dos motivos que me fez querer revê-lo.

Aliás, a experiência de rever filmes que marcaram nosso passado é inexplicável depois de certo tempo... Em 1993, quando ‘Filadélfia’ foi lançado, eu era aficionado por leitura de críticas de cinema, colecionador da revista SET e assistia todos os lançamentos baseados na opinião de jornalistas do gênero, como Rubens Ewald Filho.

Esse hiato que me separa hoje da época em que assisti esse e outros filmes me leva a assisti-los com outros olhos... esse grande drama estrelado magistralmente por Tom Hanks (vencedor do Oscar de Melhor Ator) e Denzel Washington pode não ter me tocado como seus diretores quiseram quando eu tinha 16 anos mas, agora, a vida me deu subsídios para extrair várias lições de um clássico desse tipo!

O enredo da trama continua atual, atemporal, com relação ao preconceito aos homossexuais. Porém, há de se reconhecer dois avanços: a descaracterização da AIDS como “câncer gay”, como se propagou nos anos 80 e, claro, a capacidade do soropositivo poder conviver com o vírus, sob um rigoroso controle medicamentoso; drogas que buscam manter o HIV sob controle o maior tempo possível, diminuindo a multiplicação do HIV no corpo, recuperando as defesas do organismo. Justamente o oposto do que o roteiro do filme apresentou, com o personagem principal definhando em pouco tempo após constatado seu diagnóstico.

Agora, 2018, despido de qualquer opinião que me induza a um prejulgamento, e munido da experiência que a maturidade me traz, extraio de “Filadélfia” a lição da compaixão. A compaixão na capacidade de podermos nos aplanar com o próximo, entender aquele seu problema como se fosse conosco.

O exercício da compaixão pode ser perfeitamente exercitado em nosso cotidiano, nos garantindo, a médio ou longo prazo, uma profunda mudança de perspectiva de entender nosso papel neste mundo.


PRA MIM, ACABOU!

Posted: segunda-feira, 19 de março de 2018 by Emmanuel do N. Sousa in
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Dispamo-nos das ideologias, doutrinas e/ou quaisquer sentimentos dicotômicos que têm permeado nosso cotidiano nos últimos anos para refletir o ocaso da vida...

A vida, dom macro!

Aprendemos desde cedo, ainda nos alicerces da alfabetização, que os seres obedecem um ciclo vital que envolve o nascer, o crescer, o reproduzir, tudo isso antes de morrer!

Ocorre que nossa sociedade resolveu banalizar este ciclo natural, através de atitudes vis de pessoas que desrespeitam as normas morais de conduta social, para agir às margens do que a ética e a legalidade nos impõe.

Por que é necessário nos despir de todo ranço que tem nos inflado ultimamente?

Para que possamos parar e nos solidarizar com as famílias que perdem, todos os dias, algum ente familiar para as circunstâncias da insustentável onda de criminalidade que assola nosso país, do Oiapoque ao Chuí!

O que se quer, neste momento, é que tenhamos a capacidade de, enlutados, chorar por esta catarse que vive nosso Brasil! Um país castigado por péssimos exemplos de líderes políticos, que apesar de serem eleitos para representação de grupos de pessoas, são capazes de quaisquer atrocidades para alcançar seus objetivos pessoais. Irônico, isso... 

Assim como num fronte, ao ocaso de uma batalha, ousemos hastear uma bandeira branca para que recolhamos nossos mortos, que não são poucos! Homens, mulheres, crianças... seres humanos que um dia receberam o dom da vida e, num dia comum, sem motivo algum, as perdem, mesmo que não tenham delegado tal poder a outrem, que não ao Criador, tornando-se vítimas de uma horda que não permite a convivência pacífica da sociedade. 

Com frieza, a biologia dá lugar à matemática; vidas tornam-se estatísticas! 

O crime que inunda nossa mídia noticiosa desde a última semana, o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco poderia ser só mais um número. Mas não foi, não é, como não devemos deixar que seja. 

Larguemos essa sanha horrenda dos ataques, das provocações, dos revides... Não é hora pra isso!

Se estávamos à espera de um sinal para que tudo caminhasse para outro destino, este deveria ser o momento. O momento dos dois lados pararem e refletirem sobre os rumos que esta dualidade ideológica está tomando, e nos levando junto.

Não é justo o que estamos fazendo uns com os outros. Somos todos bárbaros; bárbaros de um novo tempo, os ‘cyber-bárbaros’! Assim como na História antiga, estamos agindo como nas sipes bárbaras, onde uma ofensa a um, significava uma ofensa a todos e, incondicionalmente, temos feito pessoas sangrar com verborragia, com provocações, com ofensas, com frieza! As palavras têm sido mortais...

O Brasil atingiu um ponto crítico da sua trajetória no que tange à ética e à moral, em todos os âmbitos e sentidos. Minha vista não consegue alcançar à que altura está o contorno desse caminho; parece ser sem saída, ou sem volta, uma estrada que aparenta não ter fim.

Se não querem enxergar este trágico fato como um ponto de ignição para um novo tempo, assim eu enxergo... Pra mim, acabou! 

Tenho minhas ideologias, minhas condutas, minhas crenças e minhas convicções, mas este fato da vereadora, em seu contexto na forma como tenho acompanhado o comportamento das pessoas de um lado e de outro, se digladiando em ágoras virtuais, aumentando e inflamando um sentimento mesquinho e pequeno, a partir de agora, entrego minhas armas. Meu teclado não será mais utilizado para este fim, por mais que em alguns momentos seja necessário, mas não mais alimentarei este dragão que tem promovido o ódio no convívio social.

O Brasil é muito mais que uma disputa ideológica. Se eu pudesse, lá de dentro, lutaria para mudá-lo. Como não posso assim fazê-lo, não piorarei as coisas aqui fora.


Lembranças de Momo...

Posted: segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018 by Emmanuel do N. Sousa in
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Os anos vão se passando, a idade vai pesando e da memória vão esmaecendo as primeiras lembranças... Não posso deixar isso acontecer!

Gabo-me de ter pequenas lembranças de fatos ocorridos quando ainda era muito, muito criança e às vezes lembro que estou me esquecendo disso; contraditório, não?!

O período momesco em Campina Grande, por exemplo. Dele busco boas memórias, felizes lembranças da minha infância.

Lembro, em pequenos lampejos de memória, de um baile de carnaval no Clube dos Caçadores, levado por uma das minhas tias... lembro da orquestra, das marchinhas, até do cantor! Não dançava, nem ‘frevava’, mas curtia como toda criança as serpentinas e os confetes. A orquestra de metais me remetia ao meu avô, que era músico!  

Como o título de uma das obras do escritor Rubem Alves, ‘se eu pudesse viver minha vida novamente’, certeza que queria curtir mais essa fase; a alegria infantil no saudoso bairro de José Pinheiro de outrora, muito diferente do atual em pessoas, em cultura e em comportamento.

Tudo começava na manhã do sábado!

Lembro dos corsos para lá e para cá pelas ruas do bairro; grupos de amigos – alguns uniformizados - ocupando Opalas e Mavericks sem os vidros, carros pela metade, Jeeps, camionetas...

Lembro das máscaras de cartolina (as de pirata eram minhas preferidas), da Maizena, ou melhor, da Arrozina que era mais barata para o famoso mela-mela. Falando em mela-mela, ainda havia a turma ‘da pesada’ que teimava em usar as odientas mão-de-graxa! Era graxa mesmo, de oficina! Ou até tinta! Certa vez resolvi me fantasiar e usei uma capa de chuva de papai, dos Correios, de quando ele era carteiro, voltou toda suja de tinta e fui obrigado a lavá-la e tirar todas as manchas!

Lembro da primeira "lança", uma réplica de plástico, brinquedo d'água, comprada por mamãe em um pequeno mercado. Mas, quanto a esse assunto, a maior glória foi anos mais tarde quando fabriquei a minha primeira bomba-d'água de cano de PVC; era uma verdadeira bazuca! A principal munição era a lama que naquela época corria pelos canteiros dos meio-fios.

Lembro dos índios, dos bumba-meus-bois com as ‘véias-das-bundonas’, das 'laússas' e dos papangús que não revelavam quem estava sob as máscaras... Ah, e não há como esquecer das escolas de samba 'Bambas do Ritmo' e 'Acadêmicos de Monte Castelo', às quais preenchiam nossos domingos de prévia com ensaios pelas ruas dos bairros de José Pinheiro e Monte Castelo, respectivamente.

Lembro da multidão alegre e dançante na Av. Dr. Severino Cruz, no carnaval promovido pela Prefeitura. Era o epicentro da folia de rua às tardes. Haviam canos de PVC furados ao alto, atravessando de calçada à calçada, para molhar os foliões.  Minha memória me remete ainda a uma moça de pouca roupa, em cima de uma camioneta distribuindo cachaça patrocinada pela Sucata Zé do Bode, no meio do povo!

O “bom” de tudo isso era voltar pra casa ao final do dia, tomar banho ouvindo reclamação de mamãe por estar imundo, com o cabelo cheio de amido de milho e o corpo sujo de tinta e graxa.

Suspiro... Minha lembrança começa a não me fornecer mais arquivos dessa época! Já começo a  entrar nas lembranças da adolescência em carnavais de praia ou melhor, do anti-carnaval. Foi quando os clubes sociais já não ofereciam os tradicionais bailes e o campinense começou a preferir a brisa litorânea, e o carnaval de rua de Campina Grande foi perdendo a força e o entusiasmo que, historicamente, sempre lhe foi peculiar.

Lembro saudosamente de tudo isso; apesar de parecer pouco em linhas escritas foram muitas alegrias! Um tempo áureo do cotidiano em nossa cidade, eventos vividos intensamente e, por isso, tão marcantes em minha memória... Por mais que eu fale, ou venha falar, sobre isso às minhas filhas, elas nunca imaginarão o quanto eu fui feliz!


Fotografias do acervo de Jóbedis Magno (in memorian) 
e Blog Retalhos Históricos de Campina Grande

“13 Reasons Why”

Posted: segunda-feira, 5 de junho de 2017 by Emmanuel do N. Sousa in
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por Emmanuel do Nascimento Sousa

Quantos termos não serviriam para adjetivar uma das séries mais comentadas disponibilizada recentemente pelo ‘streaming’ NETFLIX?! Tensa... Densa... Chocante... Perturbadora...

13 Reasons Why” - e suas fitas cassetes - poderia ser mais uma série que reverencia o saudosismo oitentista, como a também famosa “Stranger Things” da mesma produtora mas, ela é muito mais que isso!

Em uma visão contextualizada, não dá para assistir o desenrolar da trama e, como qualquer outro entretenimento do gênero, desprezar sua narrativa e não fazer com que os fatos ali demonstrados não sejam frutos de discussões em nossos meios sociais!

Somos pais, hoje, mas nos reconhecemos em várias situações ilustradas ao longo dos episódios, coisas que sempre fizeram parte do nosso cotidiano escolar; grupinhos, rivalidade, timidez, concorrência, vaidade e, principalmente, o hoje tratado como ‘bullying’. No entanto, sob a perspectiva da atualidade, onde a difusão de tudo isso gera repercussão fora das quatro paredes da escola, através das ferramentas de discussão social, gerando o ‘cyberbullying’!

Nossa geração e as anteriores, sempre souberam lidar com essas questões, alguns se defendiam, outros se vingavam, alguns ignoravam e, resolvendo-se ou não, a vida seguia, porque ao voltar pra casa, nada disso nos acompanhava...

O ‘puzzle’ montado ao longo dos episódios de ’13 Reasons Why’ coloca o telespectador em um instigante desejo de montar todas as peças e decifrar todos estes motivos, que levaram uma garota a cometer suicídio em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos, sendo ela a narradora de toda a ação da série, em 07 fitas cassetes, gravadas por ela, explicando os motivos que a levaram a tomar a drástica decisão.

A abordagem do contexto que levou a jovem a tirar sua própria vida, espelhado no modo de vida americano, pode não ser o mesmo ao qual, freqüentemente, expõem-se os adolescentes brasileiros mas, em sua maioria, são temas que estão presentes em nosso dia-a-dia, mesmo que de forma analógica, e precisam ser discutidos, profundamente, em nossos espaços de formação social, moral e educacional.

Algumas críticas livres trataram o conteúdo como uma expectativa de fraqueza da nossa atual geração de adolescentes, em não saber lidar com questões do cotidiano escolar, outras taxaram o roteiro como uma instigação ao ato do suicídio, ou que este seria a fuga para todos os problemas... No entanto, recebo esta série como um alerta para que nós, pais e mães, tenhamos mais atenção com a vida dos nossos filhos fora do ambiente doméstico e isto inclui o ‘cyberespaço’, onde muitas discussões começam, terminam, ou se perpetuam!

Não temos que comparar a forma com que lidávamos com nossos ‘monstros’ em nossa época, temos de ensiná-los a enfrentar os desafios diários de uma vida cada dia mais voltada a um convívio virtual, que muitas vezes fornece um encorajamento ausente no meio físico.

Como telespectador, somos encaminhados a entender como cada personalidade, das 13 envolvidas, conspiraram direta ou indiretamente para o abalo emotivo da personagem principal e, claro, como tudo poderia ter sido diferente se (ah, não podem faltar os “se”!) um, pelo menos um, desses 13 jovens tivesse tomado uma atitude diferente para com a protagonista: Clay Jensem, o ‘mocinho’ da trama que teve medo de assumir seu amor e que, nem por isso, ou por isso mesmo, estava em uma das fitas; era um dos ‘por quês’!  

“13 Reasons Why não é uma série agradável de se assistir: não poupa o espectador ao mostrar, sem disfarces, cenas de estupro (essas múltiplas vezes) e um dos suicídios mais sangrentos que já vi na televisão. As questões levantadas por 13 Reasons Why são vitais e podem inspirar valiosas discussões entre pais e filhos.” (João Abbade, site Jovem Nerd)

Ademais, fica claro que a personagem Hannah Baker, ao longo da sua exposição dos fatos, em momento algum, demonstra qualquer distúrbio psicológico. Existe, sim, um crescente conflito sobre a desconstrução de uma jovem a partir de atitudes vis e do mau-caratismo intrínseco no estereótipo de alguns dos conhecidos ‘valentões’ do ensino médio.  Transparece que sua intenção era demonstrar, para todos os envolvidos, como cada um contribuiu em culpa para sua drástica atitude, além de envolver a escola nesse rol de ‘whys’, já que a instituição também se fez presente em um dos 13 motivos, levantando uma das questões do drama se a escola teria responsabilidade sobre o fato ocorrido, por via da omissão.

A série não teve a intenção de tornar o suicídio como foco principal mas, de nos fazer pensar e atentar que cada atitude tomada tem uma conseqüência, que o universo adolescente é vasto e vai muito além do ir e vir entre nossas casas e suas escolas. Vários transtornos de comportamento estiveram presentes na trama e, deles, cada um representou uma das razões elencadas nas gravações de Hannah Baker, que encontrou no personagem Clay Jensen o paladino da sua justiça.

Aliás, o enredo nos leva a formar o par romântico Clay-Hannah. Em alguns momentos até nos pegamos torcendo por eles... sic! Não dava pra esperar um final feliz entre eles porém, Clay tratou de promover para ela um final justo.

No mais, é uma série com estética simples e muito bem executada, que prende o espectador episódio após episódio, sem alívio cômico, sempre deixando a expectativa pela próxima fita, nos levando para um final já esperado, e infelizmente, inevitável.

"Se Deus Me Ouvisse"

Posted: terça-feira, 3 de janeiro de 2017 by Emmanuel do N. Sousa in
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“Perfeição caracteriza algo ideal que reúne todas as qualidades e não tem nenhum defeito, e designa uma circunstância que não possa ser melhorada.”

Conceitualmente é assim que concretizamos o que vem a ser a perfeição!

Na arte musical, a perfeição envolve alguns elementos tais quais voz, afinação, melodia, ritmo, harmonia, canção... elementos majestosamente presentes nesta interpretação à quatro vozes, presente na música “Se Deus me Ouvisse”, composta por Almir Rogério, cantor famoso por músicas como ‘Fuscão Preto’ e ‘Estrada da Vida’, sucessos nos anos 70.

Sandy, uma das mais belas vozes femininas do Brasil, conduz de forma consagradora esta canção junto a Xororó, sobre as nuances em segunda voz de Chitãozinho e Júnior, em um espetáculo emocionante de excelência artística, e sem esquecer a base orquestral que deu ares de 'Clássico sinfônico' a um grande sucesso da música popular brasileira.

ELEIÇÕES 2016 - Campina Grande - Voto consciente, é voto com critério!

Posted: sexta-feira, 30 de setembro de 2016 by Emmanuel do N. Sousa in
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Próximo domingo todo o Brasil viverá mais uma eleição municipal. E ratificaremos a eleição de alguns e a re-eleição de uma série de carreiristas políticos que, bem ou mal, servem aos Poderes Executivo e Legislativo. Alguns merecedores da recondução, outros, MUITOS outros, inegavelmente, não mereciam essa oportunidade. 

Mas, infelizmente, o "fazer" política também obedece a uma máxima que presume a "essência sobre a forma", que transformou o processo eleitoral em um imenso balcão de negócio, que envolve milhares de promovedores de corrupção ativa e passiva em nossos 5.565 municípios.

Uma coisa certa de tudo isso, é que nosso Brasil não mudará de cima pra baixo; não adianta cortar a cabeça da Hidra, já que outras surgirão para substitui-la. Não é trocando de presidente que teremos um Brasil diferente mas, sim, mudando nossos conceitos na escolha da base da pirâmide política nacional; escolhendo grandes homens e mulheres para ocuparem as Prefeituras e nossos Legislativos mirins!

Independente que votemos em um novo nome, ou para a recondução de um atual detentor de mandato, tenhamos a capacidade de votar pela constatação de que sua presença no Poder Público é fundamental para o engrandecimento do nosso Município. 

Prefeito é um só mas, a Câmara Municipal da nossa cidade comporta 23 parlamentares, dos quais somos co-responsáveis por sua atuação, já que lhes credenciamos para "parlar" em nosso nome pelos quatro anos vindouros... Sejamos criteriosos; conheçamos seu passado, seu curriculum, seus projetos, sua capacidade intelectual, sua formação escolar e acadêmica, suas conquistas, sua ação parlamentar... 

Enfim, não desperdice seu voto! Vote consciente, vote em quem merece, vote para fazer Campina Grande orgulhosa do seu Gestor mas, acima de todo, dos seus vereadores!

“Se eu pudesse viver minha vida novamente...”

Posted: terça-feira, 6 de setembro de 2016 by Emmanuel do N. Sousa in
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Certa vez li um livro do Rubem Alves, de título “Se eu pudesse viver minha vida novamente...”, presente da minha esposa, que tem tudo a ver comigo, um saudosista convicto!

Mas, hipoteticamente, se eu pudesse mesmo viver minha vida novamente, ou parte dela, que fosse o ano de 1994! Aquele ano!!!

Foi lá que senti, pela primeira vez, três dos maiores sentimentos que podem preencher o âmago de um ser humano: dor, alegria e saudade.

1.: A experiência de sentir a dor pela perda de um ídolo, ainda que muito distante mas, figurava como o herói das manhãs de domingo; em uma dessas manhãs, em 1º de maio, um acidente em plena prova da Fórmula 1, morria o piloto Ayrton Senna.

2.: A expectativa renovada em mais uma Copa do Mundo foi recompensada, em 17 de julho, com a conquista de um título até então inédito pra mim, me fazendo experimentar a maior explosão de alegria já vivida no famoso tetra campeonato da Seleção Brasileira de Futebol.

3.: Já no segundo semestre, e aos dezessete anos, era difícil aceitar que naquele ano se encerrava um ciclo de mais de uma década de convivência no ambiente escolar e que, ao final daquele período, a freqüência ao Colégio Alfredo Dantas e todos os elementos que circundavam o cotidiano escolar deixaria de existir pra sempre... 

Eis que, em Dezembro, se concretizava o último encontro daquela turma de amigos, alguns alunos daquele educandário desde sempre, outros que foram incorporados ao longo da formação escolar básica e, este evento, principiou o surgimento da saudade que persiste em me acompanhar por todos os dias da minha vida, nos últimos vinte e dois anos!

Certo que a vida me apresentou a outras dores piores, outras alegrias maiores mas saudade, a saudade é única. Não dosamos qual maior, ou menor saudade, apenas sentimos indistintamente!

O peso da palavra saudade é tão grande, que não permite nem tradução para outras línguas. De certo que só sentimos saudades das coisas boas que nos aconteceram, daquilo que nos marcou, de todas as coisas, momentos e pessoas que queríamos ter, sentir e viver novamente.

Se existe uma vida após a morte, que seja eterna, mas que me transporte para o ano de 1994...

“Se eu pudesse viver minha vida novamente...”

Posted: by Emmanuel do N. Sousa in
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Certa vez li um livro do Rubem Alves, de título “Se eu pudesse viver minha vida novamente...”, presente da minha esposa, que tem tudo a ver comigo, um saudosista convicto!

Mas, hipoteticamente, se eu pudesse mesmo viver minha vida novamente, ou parte dela, que fosse o ano de 1994! Aquele ano!!!

Foi lá que senti, pela primeira vez, os três maiores sentimentos que podem preencher o âmago de um ser humano: dor, alegria e saudade.

1.: A experiência de sentir a dor pela perda de um ídolo, ainda que muito distante mas, figurava como o herói das manhãs de domingo; em uma dessas manhãs, em 1º de maio, um acidente em plena prova da Fórmula 1, morria o piloto Ayrton Senna.

2.: A expectativa renovada em mais uma Copa do Mundo foi recompensada, em 17 de julho, com a conquista de um título até então inédito pra mim, me fazendo experimentar a maior explosão de alegria já vivida no famoso tetra campeonato da Seleção Brasileira de Futebol.

3.: Já no segundo semestre, e aos dezessete anos, era difícil aceitar que naquele ano se encerrava um ciclo de mais de uma década de convivência no ambiente escolar e que, ao final daquele período, a freqüência ao Colégio Alfredo Dantas e todos os elementos que circundavam o cotidiano escolar deixaria de existir pra sempre... 

Eis que, em Dezembro, se concretizava o último encontro daquela turma de amigos, alguns alunos daquele educandário desde sempre, outros que foram incorporados ao longo da formação escolar básica e, este evento, principiou o surgimento da saudade que persiste em me acompanhar por todos os dias da minha vida, nos últimos vinte e dois anos!

Certo que a vida me apresentou a outras dores piores, outras alegrias maiores mas saudade, a saudade é única. Não dosamos qual maior, ou menor saudade, apenas sentimos indistintamente!

O peso da palavra saudade é tão grande, que não permite nem tradução para outras línguas. De certo que só sentimos saudades das coisas boas que nos aconteceram, daquilo que nos marcou, de todas as coisas, momentos e pessoas que queríamos ter, sentir e viver novamente.

Se existe uma vida após a morte, que seja eterna, mas que me transporte para o ano de 1994...

O Trágico Destino de Rebecca Schaeffer

Posted: quinta-feira, 31 de março de 2016 by Emmanuel do N. Sousa in
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Determinada noite, zapeando pelos canais de TV, em momento de indefinição sobre o quê assistir, me deparo com um dos programas do canal Investigação Discovery, o ID no Brasil, que trazia em seu título “Destino Macabro”.
 
Apesar do título tendente ao gênero Terror na classificação cinematográfica, o documentário tratava de um desses crimes com motivos banais, que abalam toda uma sociedade, principalmente porque a vítima era uma figura conhecida, uma jovem atriz, em início de carreira, e de grande empatia com o público americano.

Rebecca Schaeffer surgiu na TV aos 19 anos, co-estrelando a série do canal CBS “My Sister Sam” (exibido no Brasil pela TV Record com o título “Minha Irmã é Demais”), no ano de 1986. O perfil da personagem Patti Russel caiu no gosto popular e o sitcon se tornou um dos programas de maior audiência da emissora em seu ano de estreia, lhe rendendo mais um ano de produção.

O sucesso de Patti fez com que Rebecca se tornasse uma atriz conhecida e, como de costume, despertando o interesse de fãs que lhe rendiam cartas e mais cartas enviadas aos estúdios, que ela respondia passivamente e pessoalmente, correspondendo o carinho com atenção personalizada.

Em aposta arriscada e, consequentemente errada, a emissora CBS mudou o horário de exibição da série “My Sister Sam” para concorrer com outro grande campeão de audiência de outra emissora. O insucesso obtido com a decisão levou ao cancelamento da série.

Colecionando pequenas participações em filmes de pouca expressão de crítica, Rebecca, já no ano de 1989, consegue marcar uma importante audição com o diretor Francis Ford Coppola, para interpretar a personagem Mary Corleone (o papel ficou com Sophia Coppola), no filme “O Poderoso Chefão III”.
No dia 18 de Julho de 1989, Rebecca esperava em sua casa o roteiro da audição quando lhe tocaram a campainha. Na ânsia do aguardo, ao abrir a porta, dá de cara com Robert John Bardo, um desconhecido, que lhe dispara um tiro de revólver no coração, que lhe ceifou a vida poucas horas depois...

Visivelmente perturbado, Robert Bardo foi encontrado algum tempo depois perambulando nas ruas. 

Robert Bardo
Foi levado pela polícia onde, em depoimento, confessou o crime. As investigações relatam que Bardo desenvolveu uma paixão platônica por Rebecca desde que a viu pela primeira vez na série “My Sister Sam”.  Em sua casa encontraram várias fotos, cartas, um altar em que cultuava Rebecca Scheaffer e, ainda, foram encontradas algumas cartas ameaçadoras nunca enviadas para a atriz; que faleceu incauta, vítima de um psicopata social, sem ter tido chance de se precaver às ameaças que a fama e a exposição pública trazem às celebridades.


Apenas contextualizando, no Brasil, houve uma comoção semelhante, quando em 1992 a atriz Daniella Peres, também jovem e emergente, foi cruelmente assassinada e gerou uma expectativa nos brasileiros até ser descoberto que um dos autores do crime foi seu colega, par romântico na novela ‘De Corpo e Alma’, Guilherme de Pádua, com o auxílio da sua esposa, Paula Tomaz.

Em ambos os casos, campanhas de iniciativa popular fizeram surgir Leis mais rigorosas voltadas à prevenção de novos crimes semelhantes. Nos EUA foi aprovada uma Lei chamada “anti-espreita” que, dentre outros itens, impede que órgãos públicos forneçam dados pessoais à terceiros, já que foi dessa forma que John Bardo conseguiu o endereço de Rebecca Schaeffer. No Brasil, foram coletadas 1,3 milhão de assinaturas, com o objetivo de alterar o Código Penal, de forma a incluir o homicídio qualificado no rol dos crimes hediondos, projeto que se torneou Lei em 1994.